terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

RECEITA DE PREPARAÇÃO PARA PRIMEIRO-MINISTRO







INGREDIENTES:

- Uma colher de qualquer notícia muito na moda (pode ser inventada).

- Um copo de Whisky para dar uma cara dura que facilite a mentira.

- Um Kg, bem medido, de palavras contra o governo que governa ou diz que
governa

- Uma cara descarada

- Uma pessoa do partido à boca do poder que não se encontre no mesmo há muito tempo

- Formas de Primeiros-Ministros

- Uma chávena de último a candidatar-se. Não esquecer que tem que ter dito
antes que não se iria candidatar para não abandonar o cargo para que foi eleito há pouco, e não gorar as expectativas dos eleitores, blá, blá,blá.



PREPARAÇÃO:


Torra em lume brando por cima duma colher pequena de açúcar escuro.
Espreme-lhe meia laranja madura e põe-lhe nos bordos e no centro um pequeno fio de óleo de girassol.


Irá morder um sabor antigo, sentirá que um Primeiro Ministro para ser bom, não precisa de muitos condimentos, pode ser eleito pelo seu partido, em apoteose e depois pelo seu país, qual D. Sebastião saído da manhã de nevoeiro, com poucos ingredientes.
Nota: É necessário saber (para o cozinhar ao ponto) que ser mentiroso e P.M. não são incompatíveis, em culinária.


P:S. Come-se como se de um manjar se tratasse para que tudo seja uma festa, mas
atenção, a existência não aguenta banquetes quotidianos.
Não se empanturre, porque pode ter necessidade de repetir a receita.

E PORQUE HOJE É CARNAVAL...




Estamos todos mascarados, uns até de si próprios se mascaram.
Feriado de Carnaval.
Os políticos mascaram-se de pessoas com família, com amigos, com gostos e interesses pessoais e resolvem descansar do Carnaval das suas vidas. Pousaram as "caras", as muitas que usam, quase uma por situação.
O povo, achou que se devia mascarar de folião, de divertido, abandonando as máscaras de vítimas, de sérios, de trabalhadores.
Todos disseram: "Vamos curtir, a vida são dois dias e o Carnaval são três".
Uns disfarçaram-se de gente responsável, aquele vai vestido de banqueiro honesto. Olha aquele outro... disfarçou-se de empresário competente e responsável, colaborando com a saúde económica do país.
Ali vai um autarca que se fantasiou de homem culto da sua terra, de pessoa de bem, que não cede ao lobby da construção civil. E mais atrás vem uma deputada, vem mascarada de pessoa que combate pelo povo, que não faz dele um meio para atingir o domínio desse mesmo povo, leva um tambor na mão para ajudar à festa e o som que retira é oco, mas insiste e vai conseguir.
Atrás muita gente a seguir o cortejo. Lá vão mascarados de culturalmente ricos, um grupo inteiro, outros de independentes e cidadãos responsáveis e atentos.
Aquele ali foi mais longe e vestiu-se de eleitor e leva um cartaz, que diz... deixa cá ver: "Abaixo a grosseria, admiramos única e exclusivamente autarcas honestos, não votamos em quem tem problemas com a justiça".
É interessante, aquela máscara representa a inteligência, a seguir vem a da justiça, à frente, talvez um pouco escondida, mas ainda vejo, vem a da cultura.
Vêm locutores de televisão com cartazes escritos em português correcto.
O que estou a ver aqui mesmo, mesmo em frente, é a máscara do Amor, uma máscara muito bela, a mais bela de todas.
A máscara da liberdade vem a par. Que beleza! Estética ímpar!
No altifalante ouve-se alguém que anuncia que é governante, o rei do Carnaval, dizendo que cada CIDADÃO NÃO É UMA CABEÇA DE REBANHO, QUE NENHUM HOMEM DEVE SER EXPLORADO POR OUTRO HOMEM, que naqueles dias em que ele for o Rei do Carnaval, ninguém se sentirá em perigo no seu emprego, na sua liberdade, não consentirá que haja preocupações materiais para que no reino, toda a gente se possa dedicar ao que existe de mais belo e de mais amplo - a liberdade de Espírito.
Não haverá qualquer perigo até o Carnaval acabar, decretou.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

PORQUE ME SINTO ESTÚPIDA AO VER TELEJORNAIS






Temos que nos adaptar às realidades. Os telejornais já não informam, antes desinformam. Pegam numa "notícia" e distorcem-na. Veja-se a última entrevista ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Em princípio estava anunciada pela RTP1 com a jornalista Judite de Sousa, que ganha muito, mas não é melhor por isso. Entrevista com as mesmas técnicas aprendidas há séculos, um ex-jogador de futebol que diz ter-se convertido ao islamismo, como o Presidente do Supremo.
As entrevistas têm que fatalmente ser diferentes com pessoas tão diferentes, mas no caso em apreço, quem lhes dá o cunho de diferença são mesmo os entrevistados.
A jornalista não conhece a linguagem jurídica, se calhar não tem que a conhecer, o canal para que trabalha é que tem que seleccionar para a tarefa, alguém que a conheça para realizar entrevistas específicas. Por muito imparcial que seja ou queira ser melhor dizendo, não domina a linguagem do entrevistado e como tal nem descodificar consegue. Baseia-se no que ouve dizer, nas opiniões que pululam nos diversos canais, a que se refere constantemente, insistindo que se baseia "em especialistas conceituados", o que é isto?
Já sabemos o que os canais televisivos e empresas de comunicação consideram por "especialistas conceituados". Quando utilizam este conceito, deve ler-se "aquelas pessoas que dizem o que este canal tem como estratégia noticiar".
O Sr. Presidente do Supremo Tribunal da Justiça resolveu ceder às pressões famintas e ir "lavar a sua imagem", mesmo que dissesse constantemente que não era isso que o movia. Então o que era? Agora até o Presidente do Supremo quer ter o seu minuto de glória?
Ó deuses descei à terra!
No canal 3, assiste-se a outra jornalista, Clara de Sousa, mulher de voz agressiva, entrevistar a mesma pessoa (Presidente do Supremo, Dr. Noronha do Nascimento) e praticar sem qualquer cerimónia, um furto qualificado no canal um (roubo de entrevista anunciada).
Além do Sr. Presidente do Supremo se prestar a isso, i.é, à luta pelas audiências e suas percentagens, os telespectadores assistem, estupefactos, a estas trapalhadas de maus exemplos "informativos".
Sinto-me cada vez mais estúpida quando cedo à veleidade de julgar que vou ligar para os telejornais para ouvir as notícias e ser informada.
Silêncio precisa-se!
Ó canais televisivos calai-vos!
Tal como no canal 1, a jornalista em causa não conhece a linguagem jurídica e não está habilitada nem tem competência técnica para perceber quem estrevista, com o objectivo de a descodificar e poder informar depois.
O Presidente do Supremo fala alhos, ela pergunta bugalhos e dá como certo o que "retira" das palavras do entrevistado. Já não bastam as reportagens ao exterior que me fazem sempre lembrar um filme cómico do "repórter Borat - o segundo melhor repórter do Cazaquistão".
As televisões estão a contribuir grande e aceleradamente para a estupidez nacional.
Comigo custou, mas já me adaptei aos novos tempos. Quase não leio jornais e se estão a dar "notícias", ligo para filmes, telenovelas, desenhos animados, tudo, menos desinformação gratuita e de muito má qualidade.

Sabem porque é que as pessoas se refugiam nas telenovelas com guiões de faca e alguidar? Para esquecer, para esquecer que se tornam estúpidas e perdem inteligência diária quando se esforçam por entender a que os jornais chamam notícia.
Esta mesma mulher interessante visualmente (perdoem a opinião altamente subjectiva, mas é para perceberem que isto não é notícia, a não ser que alguma comunicação a apanhasse), Clara de Sousa, aquando da tragédia do Haiti, interrompeu uma notícia nacional, para ligar, disse ela excitadíssima, "para uma janela de oportunidade" (assim mesmo) da informação televisiva - o terramoto do Haiti.

Façam como eu, escrevam, leiam, frequentem blogues divertidos ou mais simplesmente ainda, desliguem a televisão. Queremos ou não queremos um país melhor, menos idiota, mais pensante, então desliguem a televisão.
Peço-vos e já agora muita saúdinha, mental incluída.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

QUEM VÊ CARAS NÃO VÊ CORAÇÕES





ESTE RAPAZ É UM MENTIROSO.
Há cerca de 15 dias estava a dizer que não deixava o seu lugar de deputado europeu em Bruxelas, agora está a candidatar-se a presidente do partido social-democrata e a futuro PM de Portugal.
Este senhor é ambicioso duma forma desmedida. Considera que os meios justificam os fins, aqui reside o maior perigo. Estas pessoas devem merecer-nos todo o desprezo.
É Paulo como o outro (Portas), tal como ele, populista, inteligente e que da mentira têm uma ideia diferente. Talvez definam mentira por tudo aquilo que é dito pelos outros e com o qual não concordam.



Aquele senhor é um homem perigoso(Mário Crespo)

Um dia almoçava eu com colegas num restaurante em dia de trabalho.
Estávamos a analisar a actuação das chefias em matérias concretas.
Da parte de tarde fomos chamadas ao "chefe" que nos disse que tinha sido informado de tudo que havíamos dito à hora do almoço naquele restaurante e que precisávamos de falar sobre isso.
Não apreciamos a atitude do chefe mas a do colega que ouviu e foi contar ao chefe, muito menos. Nessa altura não consideramos que a liberdade de imprensa estava em causa, porque nenhum de nós era jornalista, mas lembro-me que ficamos com a ideia clara que o nosso colega "bufo" era um arrivista que achava que os meios justificavam os fins.
O sr. Mário Crespo é, pelo menos, o amigo do "bufo", porque "bufo" só há um, o resto são variedades ou variações em si.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

LISBOA PERDEU O JUÍZO




Turbulência verbal e mais turbulência.
Os políticos estão mais despudorados do que nunca.
Essa Lisboa cheia de correntes de vozes e ventanias que me tornam órfã da capital e do poder.
A capital é um pântano, uma selva. Que miséria!
Não há uma mínima porção de serenidade.
Há como que uma enxurrada de impaciência.
Caminha-se para o abismo.
Os partidos sentem-se acossados ou/e os membros dos partidos entre si? Julgam que a cidade está a arder?
O país assiste a esta escalada de desvario.
Há uma enorme dissemelhança entre aquilo que lá se faz e diz e o resto do país e neste caso, ainda bem, senão era uma gigantesca intriga e ninguém trabalhava.
Fumegam os "mentireiros", fervem os jornalistas, inflamam-se os deputados, arfam os magistrados e nós o povo, os outros, a nação? Olhamos, ouvimos e nada percebemos a não ser que se torna difícil a salvação e que o ar não tem qualidade.
Há uma dissemelhança entre todos eles e todos nós, mas existe perigo de contágio. A doença é grave.
Enxameiam os jornais, as televisões e as rádios de palavras, aos gritos até, sobrepõem-se a tudo.
Há enormes confusões no sentido de todas as coisas.
Usam granadas em vez de romãs para atirarem uns aos outros.
Ululam, ululam hiantes!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

COLORIR A VIDA




As diferentes idades tem diferentes cores porque cada pessoa vê as coisas com os olhos da sua idade.
É necessário namorar a imaginação. A imaginação multiplica os vários zeros que vão aparecendo.
Entornar a alma toda, eis a questão! Sim ou não? Como fazê-lo sem vulgarizar o espírito?
Colorir a vida, retirar-lhe o cinzento, pintá-la é um ideia boa. Demos uma demão no fabrico desse colorido.
Pode ser um(a) confidente e quando a vida é um p&b, é um presente do céu.
Demos às rectas paralelas uma última possibilidade de encontro. É que mesmo que não pensemos no futuro, ele chega e solicita-nos protecção incondicional.
Há a saudade da saúde que se perdeu entre tudo o mais, mas ainda a conservação dum coração aberto.
Há um esmeril de tristeza a trabalhar no dia a dia, mas temos que nos entregar nus e inocentes às margens da existência. Fazer com que o frio escalde, com que os textos sejam impossíveis, procurar-nos neste mar intrépido das nossas vidas.
Procurar a luz, o ar, o fogo e a terra, são estas as cores da vida.
Produzir energia nos sentimentos, fazer com que eles corram implacáveis e subvertam todo o cinzento.
O mundo levantar-se-á e as ideias de fronteira deixarão de existir.
Não tendo asas, ousar voar.
Instalarmo-nos por momentos no deslumbramento, sem esquecer que toda a ilusão é uma traição.
Resplandeçamos noutros lugares, até que tudo o que dizem ser quase, quase absolutamente inaudível.
Risquemos as paredes.
Deixemos passar as grandes emoções, os mais sensíveis sinais que estouram a cabeça e o coração.
Flutuemos nessa imensidão azul e soltemos gritos com brilhos coloridos.
Estamos vivos!
Não falemos obliquamente, lidemos com as palavras mais difíceis.
Vermelho é vermelho, encarnado é outra coisa.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A ACTUAL A.R. (IBI PATRIA)




Olhem para o retrato.
Vejam quem a compõe, da direita para a esquerda, de cima para baixo. Analisem bem.
É um espelho eloquente da nossa sociedade, dizem que da nata ( a nata faz mal como sabem, principalmente quando azeda).
Se é da nata como será o resto, a verdadeira massa?

A nação está ali representada. Será que esta representação pode ser atribuída ainda ao Salazar? Claro que não, esta já é da inteira responsabilidade do período democrático. Há pessoas que nasceram depois de Abril de 1974 e são muitas.
Desfiguram a paisagem da colectividade? Sim ou não?
São um espelho sumamente eloquente? Se calhar sim e se calhar não. Não estão ali representados os trabalhadores, os operários(poucos) que ainda restam, as gentes que fazem o universo dum país. Esses, estão a trabalhar para pagar aos seus "representantes" (escolhidos apenas pelos partidos para fazerem coro ao que as suas direcções ditam) vencimentos exorbitantes, para "tratarem dos seus interesses".
O que vemos na A.R.?
Um punhado de clubes que se formaram, alguns, em sociedades anónimas e que constituem aglomerados de interesses egoístas. Estes interesses obviamente encontram-se nos antípodas da ideia de colectividade, de pátria, de nação.
Aquela gente é a alma de nós todos ou antes, pelo contrário, desconsidera a realidade nacional?
Aquela gente move-se por nós? ("ANIMA" aquilo que faz mover).
Actua pela colectividade?
Sendo que o acto é movimento, como é que há alma naquela A.R.?
Eles agitam-se, agitam-se muito, em especial, quando o P.M. responde às suas falas, ao seu agitar de poeiras, poeiras para os nossos olhos.
Eles, os deputados, deviam ser mestres do sentir pátrio, os representantes da vontade ideal do país, os garantes dos valores da liberdade e fidelidade.
São uma instância democrática a quem cabe comandar a tarefa de dar ânimo ao país para o povo concretizar essas tarefas?
A A.R. está a saber fazer frente às fragmentações existentes? Aos perigos vindo de dentro e de fora do país? Está a cumprir o seu destino?
Ou são cada vez mais estroinas e perdulários das funções que lhes foram concedidas?
Têm preservado com severidade e firmeza as suas funções, i.é, defender os direitos do povo, embora com distintas orientações de pensamento?
Estas interrogações são mesmo interrogações e não perguntas, porque para as perguntas há respostas, o mesmo não acontecendo às interrogações.
Toda a gente acha mas poucos pensam.
A maioria parou de pensar, apenas acha.