quarta-feira, 4 de agosto de 2010

AGORA TAMBÉM NA RÚSSIA







FOGOS NA RÚSSIA

Para as autoridades russas aceitarem ajuda internacional no combate a incêndios florestais, diz bem da dimensão dos mesmos.
Se há coisa que me incomode são os incêndios e tanto faz ser aqui na aldeia ao lado como lá longe na Rússia. Há criminosos a ateá-los. Gente doente e gente má, mas também há muitas autarquias com mãos criminosas, já que não mandam limpar as matas em devido tempo.
Aqui continuam os aviões Canadair a retirar água do rio para ajudar a combater as chamas. Há dias que parece que estamos em guerra, e não raro, trata-se de fogo posto, pelos motivos mais fúteis possíveis, de queimadas, de cigarros atirados pelas janelas de carros, de inveja aos vizinhos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DESPEÇAM ESTES SENHORES




Os Srs. procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria não puderam fazer 24 perguntas, relacionadas com o caso Freeport, ao Sr. Ministro da Presidência Pedro da Silva Pereira, por falta de tempo anunciaram no seu despacho e encerraram o inquérito assim mesmo.
Em 6 anos falta de tempo?
Que andaram estes dois senhores a fazer?
Se algum trabalhador deste país não realizasse a tarefa para a qual foi contratado em seis anos, o que lhe acontecia? Era despedido. Pois então, porque não despedem estes dois senhores?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CONSTATAÇÃO


Hoje conduz-se pior ainda do que há uns anos atrás.
Porquê?
Muita gente conduz sem carta, é verdade. Muita gente conduz sob o efeito de drogas lícitas ou ilícitas, é verdade. Muita gente conduz com uma mão e pensamento agarrados ao telemóvel, é verdade, mas fundamentalmente há muita gente que não se respeita e que por consequência, não respeita o semelhante. Todos ou quase todos se julgam mais espertos que os demais. Assim, quando vêem um traço contínuo, fazem dele tracejado porque consideram que não devia estar ali; quando encontram uma curva, não reduzem a velocidade porque acham que a sabem contornar guiando como se duma recta se tratasse e por aí adiante.
Por isso eu penso: diz-me como conduzes na estrada, dir-te-ei quem és.
Toda a gente sabe disto, toda a gente está de acordo com o Sr. Lapalisse. Então porque na semana passada se contaram 27 mortos nas estradas portugueses e não sei quantos feridos, alguns deles morrerão ainda ou ficarão deficientes para toda a vida.
Ocorre-me perguntar quanto mortos se contabilizaram no Afeganistão no mesmo período de tempo.
Somos um país em guerra civil há muitos anos.

CONVICÇÃO



Tenho para mim que as pessoas mais "fracas" acabam por se revelar as mais fortes.
E porquê?
Porque com frequência sugam, parasitam, as mais "fortes". Uma pessoa à partida considerada mais frágil, não raramente, coloca-se no raio de actuação doutra que considera mais forte, que escolhe como sua protectora e tal como o que acontece com as plantas ou animais parasitas e árvores predadoras, os fracos sobrevivem aos chamados fortes.
É apenas uma convicção dum conhecimento empírico.
Há ainda os epífitas que apenas se utilizam dos outros para se manterem de pé. Destes alguns são igualmente parasitas porque vão retirando os meios para a sua subsistência àqueles com quem se associam.

LONDRES É GOVERNADA POR UMA CÂMARA



A cidade de Londres tem quase 10 milhões de habitantes e é governada por uma Câmara.

Portugal quantas Câmaras tem? Quantas Juntas e Freguesia? Sabe-se que só o Sr. Primeiro Ministro tem 12 motoristas ao seu serviço. Quantos carros nós pagamos aos autarcas deste país e vencimentos e reformas?

Hoje é o que me vem ao pensamento

sexta-feira, 18 de junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO




Um homem que encontrei no Porto e me encantou.
Um homem apaixonado.
Um homem generoso e afectivo.
Um homem que defendia as suas ideias até ao fim, sem medos ou sentidos de oportunidade de qualquer espécie, duma forma precisa, concisa e correcta.
Este homem também foi um grande escritor e como tal reconhecido.
Um homem BOM.
Homens assim também têm funeral. Hoje é o dele.
Não estarei lá fisicamente, mas a homenagem aqui fica.
Obrigada Saramago por nos vires lembrar que a Terra também é habitada por Homens destes.
Um beijinho grande

segunda-feira, 14 de junho de 2010

FENÓMENO ESTRANHO





Tenho conhecimento através duma amiga que o computador, além de cansar os músculos e isso sei-o por mim, também faz mal aos olhos, o que não desconhecia, mas que cria uma dependência grande e ataca a cabeça e o coração. Soube através dela que uma sua amiga, arranjou um conhecimento "colorido" através desses chats de conversação e o o que aconteceu? Contou-me a minha amiga A que frequenta com frequência a casa da sua amiga L, que esta já não conseguia sair da frente do computador, chegando ao ponto de faltar ao trabalho, que já não saíam tanto, costumavam fazê-lo com regularidade, em especial irem ao cinema juntas e jantar com amigos uma vez por semana. L, ultimamente recusava-se a fazê-lo, já que aguardava que o tal conhecimento virtual lhe aparecesse no ecrã do PC e entrava em ansiedade quando isso não acontecia. A minha amiga contou-me que uma vez, encontrando-se em casa de L, aguardando por uma ida ao cinema conforme o combinado , esta continuava sem se arranjar para sair de casa e num corropio da cozinha para a sala, onde se encontrava o PC, irritada, ansiosa, desesperada quase.
Quando A lhe referiu que já tinham comprado os bilhetes para o cinema e estava na hora de irem, esta respondeu: não posso, desculpa vai tu, porque ainda não falei com ele hoje, pode-lhe ter acontecido alguma coisa, sabe-se lá, estou preocupada, a luz verde não acende. A. tentando perceber o que se passava, argumentava com L para a tirar daquela angûstia e da aflição em que esta mergulhara, sem perceber muito bem o que se passava. Foi este o diálogo entre elas:
A- Porque estás tão nervosa, nunca te vi assim.
L- Não sei o que está a acontecer, desconheço o que se passa. Ele não me dá sinal.
A- Ele quem? Não percebo nada (refira-se que A tinha sido pela primeira vez confrontada com este fenómeno poderoso, embora já tivesse ouvido falar que havia pessoas que se divorciavam inclusivamente, por terem arranjado novos relacionamentos pela NET e que lhe tinham dito que alguns até tinham relações sexuais por este meio, o que para ela era de todo em todo impraticável e transcendente).
L- Uma pessoa que conheci e com a qual falo através da NET
A- Ah! E isso resulta? Andas satisfeita com esse novo conhecimento, que tal é ele?
L- Não o conheço pessoalmente, só por fotografia.
A- Há quanto tempo dura isso, não me tinhas dito nada.
L- Há 6 meses.
A- Bolas, e ainda não se conhecem, não marcaram um encontro. Sabes se ele fala verdade. Ouvi dizer que esses conhecimentos podem revelar-me muito perigosos e que normalmente as pessoas não são aquilo que dizem, até pode ser algum ex-presidiário, um vigarista, um assassino, sei lá. Não tens medo?
L- Não. Conheço-o bem, sei quem ele é, ele conta-me tudo. Estou apaixonada por ele, não é fácil acabar assim. Tenho a certeza que um dia vamos acabar por viver juntos, casar, sei lá.
A- Ter filhos. Onde isso já vai. E entretanto, não era melhor vires ao cinema comigo, conforme o combinado e desligares o computador.
L- Nem penses. Eu amo este homem e ele ama-me também, tenho a certeza disso. É com este que quero viver o resto dos meus dias.

A minha amiga preocupada com a sua amiga procurou-me para me pedir ajuda na compreensão do fenómeno e tentar explicar-lhe esta nova dependência, tão poderosa e como podia ela ajudar a sua amiga A, que tinha começado a deixar de sair de casa e a preferir o computador, a NET e tudo relacionado com aquele aparelho, vivendo uma vida virtual.
Falamos, dissertamos sobre esta nova dependência, dos seus perigos, da ansiedade que causava. Ela estava preocupada com A porque lhe parecia uma pessoa mais nervosa agora que antes e, não a via mais alegre agora que antes. Parecia-lhe que L procurava transformar este relacionamento virtual em autêntico, real, mas mesmo depois de todos os encontros aprazados para que tal acontecesse, tal ainda não se tinha verificado ao longo destes meses, o que a levava a desconfiar ainda mais.
Quanto a mim, que já tinha ouvido falar do fenómeno embora nunca me tivesse detido nele, fiquei a pensar no que tinha escutado e prometi-me reflectir sobre ele.
Logo que a minha amiga se despediu, pensei: Que mundo é este, onde as pessoas, já preferem ter relações pelo PC, em vez de as terem ao vivo, que sofrem e se alegram pelo computador. Fiquei a pensar, mas à partida achei muito triste.
Fiquei a pensar até reflexão mais profunda. Que poder é este para uma "máquina" ter poder sobre as pessoas, a sua saúde/doença; afinal já não são só os filhos a mandar nos pais, os bancos a fazerem com que os países entrem em falência para lhes poderem emprestar dinheiro a juros elevados e ficarem senhorios agora também de países inteiros e não só de prédios; agora também os computadores com a ajuda da NET são responsáveis por paixões.
O MUNDO MUDOU MESMO e quase não demos fé.