O P.M. diz que quem pede emprestado tem de prestar contas. Também acho.
Mas se pensa assim porque continuamos a pedir mais e mais dinheiro?
A C.E. em 20/12/2011, lembra que há 30 mil milhões de euros para gastar em 2012 em jovens desempregados. Quer emprestar para recolher os lucros.
Segundo os dados do Eurostat, o rácio da dívida portuguesa atingiu 110,1% do PIB no terceiro trimestre de 2011.
O gabinete de estatísticas da U.E. refere que Portugal tem a 3ª dívida mais elevada, atrás da Itália e da Grécia e nós continuamos a pedir e eles a emprestar.
Pagamos 7 mil milhões em juros e comissões até 2014 (período do programa de assistência do FMI).
Só em comissões à troika diz Vítor Gaspar são 655 milhões de euros até 2014.
O desvio orçamental foi um efeito do pagamento à troika - 335 milhões de euros.
António Saraiva, líder da CIP defende que Portugal deve pedir 30 milhões de euros.
Então em que é que ficamos Sr. Primeiro Ministro?
Pagamos e os outros pedem e nós pagamos outra vez nesta roda sem fim?
A minha ideologia nunca foi o silêncio.
Todos nós, porque é esse o nosso estado, tornamo-nos incapazes de saber de certeza e de ignorar em absoluto.
Tenho então que ser capaz de imaginar todos os pontos de vista e de representar os papéis correspondentes ou fazer como os três macacos que cobrindo os olhos não vejo o mal, cobrindo os ouvidos não ouço o mal e cobrindo a boca não falo do mal?
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
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lenço de papel; cabide de simplicidades
à(s)
5.2.12
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UMA FOTOGRAFIA POR DIA- ALCOBAÇA
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
NEM TUDO SÃO DESGRAÇAS
Há o nascer do sol e o pôr do sol.
Olho para o castanheiro, aqui mesmo à minha frente e vejo-o cheio de ouriços. Está lindo!
E sei que o Outono está a chegar e que não são necessárias eleições para as estações do ano se sucederem umas às outras.
E sei que ainda há quem ria, ria mesmo e não sorria.
E sei que há muitas pessoas boas.
E sei que ainda há gente que não desconfia dos outros, por exemplo os Iranianos ou os Sírios que quando dão dinheiro a uma pessoa sabem que ela precisa, que não está a fazer de conta que precisa.
E sei que há gente solidária
E sei que há gente coerente
E sei que há gente honesta e que a sua palavra vale ouro
E sei que há pessoas de boa fé
E sei que há música, muita música que eu gosto
terça-feira, 10 de maio de 2011
AS VITÍMAS NÃO ERAM TURISTAS NUM CRUZEIRO
No caminho para Lampedusa, um barco no mar há 18h, começou a perder combustível, levava 47 etíopes, sete nigerianos, sete eritreus, seis ganeses e 5 sudaneses. Havia 2o mulheres e 2 crianças pequenas.
Os migrantes contactaram o padre Zerai que alertou a guarda costeira italiana que afirmou ter dado o alarme e as autoridades estavam a par da situação.
Um porta-aviões da Nato Charles de Gaulle viu o barco e não prestou ajuda.
Trata-se dum crime, dum crime que não pode nem deve ficar impune.
Não sou católica praticante, mas se calhar alguns dos homens que iam naquele porta-aviões francês são-no.
Não conseguiram encontrar Deus quando viram aquelas pessoas pobres e negras há 16 dias à espera da morte.
Estes migrantes são abandonados por todas as nações do mundo.
Os jornalistas e as empresas onde trabalham noticiam mas não costumam fazer o alarido do costume à volta de crimes como este e porquê?
Porque é que as pessoas ficam apáticas perante estes crimes?
A vida é uma co-produção entre Deus e o Diabo financiada pelos países.
Toda a gente se descarta.
E a verdade é só uma, a INVENTADA.
As pessoas só vêem dum olho o que querem, no entanto somos todos seres transitórios. Mas muitas pessoas já se perderam de si próprias e não sabem.
Os migrantes contactaram o padre Zerai que alertou a guarda costeira italiana que afirmou ter dado o alarme e as autoridades estavam a par da situação.
Um porta-aviões da Nato Charles de Gaulle viu o barco e não prestou ajuda.
Trata-se dum crime, dum crime que não pode nem deve ficar impune.
Não sou católica praticante, mas se calhar alguns dos homens que iam naquele porta-aviões francês são-no.
Não conseguiram encontrar Deus quando viram aquelas pessoas pobres e negras há 16 dias à espera da morte.
Estes migrantes são abandonados por todas as nações do mundo.
Os jornalistas e as empresas onde trabalham noticiam mas não costumam fazer o alarido do costume à volta de crimes como este e porquê?
Porque é que as pessoas ficam apáticas perante estes crimes?
A vida é uma co-produção entre Deus e o Diabo financiada pelos países.
Toda a gente se descarta.
E a verdade é só uma, a INVENTADA.
As pessoas só vêem dum olho o que querem, no entanto somos todos seres transitórios. Mas muitas pessoas já se perderam de si próprias e não sabem.
domingo, 8 de maio de 2011
IDEIAS NOVAS PRECISAM-SE
Claro que ideias novas nem sempre surgem e depois obrigam muito a pensar e a dar luta e as pessoas não gostam muito disso, então os portugueses gostam de tudo menos de coisas complicadas, por isso é que complicam tanto a vida.
Vem esta introdução a propósito de quando vemos na imprensa escrita ou falada, na blogosfera já atingida, abordado um tema, logo 100 ou mil falam sobre a mesma coisa. É o efeito cachoeira, digo eu.
Ser pensador de ideias não é a mesma coisa que ser caixeiro de letras como diria a Agustina, mas ver quase todos a se copiarem "over and over again", até nas próprias palavras que utilizam, deixa-me triste.
Este show de mediocridade, esta ribaldaria atinge quase todos, ontem atingiu mesmo o Pacheco Pereira no programa que agora o amigo Balsemão lhe proporcionou e lá veio ele, ele que até gosta de pensar diferente, a falar dos gajos calimero, os tais que gostam de desempenhar o papel de vítima.
Portanto resta-nos a literatura e a poesia para nos salvarem desta mediocridade voluntária na educação.
Mas quem lê e o que lêem? O povo?
O povo, na sua grande maioria vê televisão até a almoçar e a dormir e o que ouve?
Deslizes e mais deslizes na língua portuguesa, chamemos-lhe assim eufemisticamente, exploração de sentimentos para os canais garantirem audiências com o mínimo de custos.
E todos se repetem, repetem até à exaustão, para nós, em coro, como quem estudava antigamente a tabuada, vomitarmos aquelas ladainhas, no café, nos transportes públicos ou na família e junto dos amigos, dando-nos ares de grandes pensadores.
Estamos cercados mas não temos medo, os escorpiões avançam e nós fechamos o cerco que fica cumprido.
Ninguém quer ficar de fora. Ninguém quer ser tonto.
Às vezes sinto-me exausta, venço o asco e escuto-os.
Vem esta introdução a propósito de quando vemos na imprensa escrita ou falada, na blogosfera já atingida, abordado um tema, logo 100 ou mil falam sobre a mesma coisa. É o efeito cachoeira, digo eu.
Ser pensador de ideias não é a mesma coisa que ser caixeiro de letras como diria a Agustina, mas ver quase todos a se copiarem "over and over again", até nas próprias palavras que utilizam, deixa-me triste.
Este show de mediocridade, esta ribaldaria atinge quase todos, ontem atingiu mesmo o Pacheco Pereira no programa que agora o amigo Balsemão lhe proporcionou e lá veio ele, ele que até gosta de pensar diferente, a falar dos gajos calimero, os tais que gostam de desempenhar o papel de vítima.
Portanto resta-nos a literatura e a poesia para nos salvarem desta mediocridade voluntária na educação.
Mas quem lê e o que lêem? O povo?
O povo, na sua grande maioria vê televisão até a almoçar e a dormir e o que ouve?
Deslizes e mais deslizes na língua portuguesa, chamemos-lhe assim eufemisticamente, exploração de sentimentos para os canais garantirem audiências com o mínimo de custos.
E todos se repetem, repetem até à exaustão, para nós, em coro, como quem estudava antigamente a tabuada, vomitarmos aquelas ladainhas, no café, nos transportes públicos ou na família e junto dos amigos, dando-nos ares de grandes pensadores.
Estamos cercados mas não temos medo, os escorpiões avançam e nós fechamos o cerco que fica cumprido.
Ninguém quer ficar de fora. Ninguém quer ser tonto.
Às vezes sinto-me exausta, venço o asco e escuto-os.
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