sábado, 11 de fevereiro de 2012

TRIBUTO A TODOS(AS) QUE USAM O HUMOR PARA ADOÇAR A VIDA

Às vezes temos a arte de tornar os outros inteligentes, mas nunca conseguimos que tenham espírito de humor. Este espírito ou se tem ou não se tem.
Sou uma entusiasta desta práxis. Quem tem este "dom" consegue tornar a sua vida e a dos  que lhe estão próximos, mais repousante.
Dizem depressa o essencial. Têm vivacidade intelectual. Conseguem insuflar oxigénio em si e nos outros.
Estas pessoas são  saudáveis, psicologicamente falando, possuem um controle perfeito dos nervos.
Para mim, as pessoas com este tipo de inteligência viva, exercem magia, provocam emoções honestas. São um antídoto para a cólera. Enfim...  fazem-me (nos) bem à alma.
Num Portugal em que voltou ao tempo em que tudo cá manda (a Europa, a China, Angola e sempre a América) como em 1918 já dizia João Chagas no seu Diário IV (de 1918 a 1921 e que vale a pena ler), sendo que as potências eram outras nessa altura (Inglaterra, Espanha, Áustria e a França) é absolutamente necessário e cada vez mais, o humor.

COMO CHAMAR A UMA PESSOA DESTAS?



Chama-se Nora Berra e ocupa o cargo de secretária de Estado da Saúde no governo  francês. Perante a vaga de frio que se abate sobre a Europa disse: Je recommande aux personnes les plus vulnérables d’éviter de sortir...


Chama-se Berra e porque não Burra? Nora Burra ( é pouco, eu sei.)





INSPIRAÇÃO


Na foto, a actriz Meril Streep no papel pelo qual ganhou um globo de ouro bem merecido




Descobri ontem depois de ter visto o filme "A Dama de Ferro" que o nosso Primeiro Ministro viu este filme e pelas palavras desta conservadora foi inspirado. Ela também utilizava a palavra piegas no mesmo sentido e não só.
NÃO FUI EU A DIZER MAS PODIA TER SIDO

(tinha aqui num e-mail e repeguei, embora não saiba quem escreveu, de facto)



Hoje viajei pela CREP. A famosa A41 inaugurada quinta-feira por um Secretário de Estado às onze da noite. Uma obra admirável, de mais de 300 milhões. Pontes, túneis, “obras de arte”, como lhe chamam em construção civil. Três faixas de cada lado e placas muito azuis a indicarem nomes de aldeias e pequenas localidades que, agora, passam a ser servidas por uma Auto-Estrada. À medida que “engolia” quilómetros (devo ter-me cruzado com três carros, no máximo), perguntava-me: para que é que isto serve?
A minha reflexão levou-me a lembrar daquele administrador de uma universidade privada que, segundo contou o próprio, era capaz de gastar 500 contos em charutos em dois dias, mas faltava-lhe o dinheiro para pagar a luz.
Portugal é assim. A A41 (ou CREP) é um luxo a que nem os países mais ricos do Mundo se poderiam dar neste momento. Um luxo, até do ponto de vista ambiental, muito duvidoso e agressivo. Mas Portugal pode. Quando foi projectada, esta absurda Auto-Estrada deveria ser SCUT. Ou seja, sem custos para os utilizadores. Assim nos “venderam”. E disseram-nos que iria retirar uns largos milhares de carros do centro do Porto.
Nem uma coisa nem outra. A A41 não apenas ficou pronta depois de morrerem as SCUTS como é inaugurada não com os moderníssimos pórticos que agora taxam os automobilistas nas mesmas, mas com as velhas “praças de portagem” que ainda cobram nas outras. E isto quer dizer o quê? Não apenas que o sistema moderninho que Lino inventou para cobrar os pobres do Norte do País faliu e não serve, como também – e sobretudo – que as populações servidas por esta A41 (CREP) ou seja lá o que for (uma suposta SCUT) não vão ter direito à “descriminação positiva” que serviu para “calar” os mais incorformados.
A A41 não chega, portanto, a ser uma “ex-futura SCUT” e as populações de Sandim, Recarei, Foz do Sousa, Medas e outras localidades do género, serão afinal – e apesar de terem auto-estrada – ainda menos que outros “desgraçados” do Vale do Sousa, região considerada das mais pobres da União Europeia… pobre, mas agora atravessada por “QUATRO AUTO-ESTRADAS”, todas portajadas.

OS D. QUIXOTES E OS SEUS CONTRÁRIOS

Que se propõem desencantar encantos, reparar  agravos, distribuir justiça.
Combatentes duma guerra não declarada.
Há pessoas que não permitem amabilidades com inimigos nem aceitam afectos fraudulentos e carinhos displicentes e com olhos acesos se batem contra todos os poderes injustos. São almas escancaradas.
Alguns (muitos) de nós são peregrinos sem causa partidária e sem líderes carismáticos, uns desavindos com o quotidiano, outros continuando a debater-se com o sonho.
Depois há os seus contrários, os polidamente inseridos que lançam os cães da crítica e da evidência, às canelas dos pobres cavaleiros.
Há os ricos que se parecem todos uns com os outros, possuem um ar desconfiado e austero, o sorriso difícil, a sobriedade dos movimentos, a reflexão e a noção do tempo. São os nascidos de rabos, junto às fezes. Ensinaram-lhes o manual da cobardia. Consideram-se vencedores e como todos os vencedores jamais abdicam dos privilégios.
Não sei se foi D. Pedro II que lhes(nos) fez o ingrato favor de consagrar a sisudez, a reserva, a moderação como virtudes a um povo inteiro.

Estou cansada de inocentes inúteis e de consumidos pela indolência e a cortesia mentirosa.
Ontem, assisti a jovens e a menos jovens, na Grécia, denunciarem muito claramente as desavenças com o quotidiano do seu país, a debaterem-se com tudo que tinham à mão, com a irreconciliável realidade.
Sentem-se frustrados, sem futuro, a vida que a tal Europa sem piedade copia da América e lhes propõe é indigna, infeliz, estripando-lhe os sonhos. Por isso não lhes resta outra saída a não ser desavirem-se com a realidade que lhes é oferecida.
Vi a polícia a tentar-lhes podar os gestos tidos como excessivos, se calhar pensando que deviam estar do mesmo lado da barricada .

Fomos todos educados para esquecer. Diariamente traímos os factos e os sentimentos.
Porque um país que foi tão grande no passado quer ser tão pequeno no presente e no futuro?

Porque consentimos tantos criminosos e delinquentes a mandar em nós dentro e fora do rectângulo?
FAZ HOJE UM MÊS QUE PARTISTE



CONTINUO A VELAR-TE A MEMÓRIA E DE LUTO PROFUNDO

BEIJO-TE

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

 UMA FOTOGRAFIA POR DIA




E SOMOS ISTO NA ACTUALIDADE?