quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SINAIS

Gostava que o Presidente da Grécia karolos Papouilas fosse o Presidente de Portugal, mas como  estou com os gregos de alma e coração, contente fico por eles terem um presidente assim.
Há homens de estatura superior e este é um deles. Como me fez sonhar...
Preside a um povo sacrificado no altar da gula e da cobiça da chamada "Europa Unida", a um povo que luta para não ser subornado, esmagado e, ontem, porque ferido para além do que lhe cabia suportar não cozinhou pensamentos, mas decidiu-se enfrentar o inimigo, de peito aberto, representado pelo alemão Ministro das Finanças Wolfang Schaeuble, dizendo-lhe que ele não se podia arvorar de intérprete da felicidade humana,  crítico das aflições do povo grego.
Falou, falou pouco, mas todos assistimos que falar é também um método de luta e foi responsável pela minha quota diária de sonho nesta vida.
Enquanto assistimos a uma multidão de mortos todos os dias, de mortos entre si, nos corredores de Bruxelas e Estrasburgo, embora ainda a convocarem-nos à obediência, consumidos pela indolência uns e cortesia mentirosa outros, veio este registo de vida, de luta, de honra da moral ferida dum povo e mostrou a todo o mundo que ainda há pessoas que não aceitam a derrota moral dum país em troca de pequenos favores de ordem pessoal e, seguro de si, não evitou a colisão necessária.
A minha esperança renasceu, porque essa é sagrada, a esperança absurda embora, de um dia vir a ter um governante português que defenda o seu povo, que não se contente apenas com sobras, com restos da véspera.
A Grécia é e será sempre uma pátria de democratas.
karolos Papouilas foi ontem o homem que transformou em ouro o latão e me fez sentir acompanhada no orgulho de ser portuguesa, logo ele que é grego, que me fez encontrar nesta crueldade que estão a praticar com um povo.
karoulos Papouilas demonstrou ontem que era um herdeiro dos velhos Atenienses e que há miséria que é tudo menos a de espírito.
VIVA O POVO GREGO!
VIVA O POVO PORTUGUÊS!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A EUROPA NÃO É O MUNDO

Estamos todos contaminados.
Os telejornais abrem com notícias da Europa sempre, apenas alguns se lembram que DEVEM abrir com NOTICIAS MAIS IMPORTANTES, como o futebol e então de quando em vez lá aparece um relvado e uma bola (só muito de vez em quando, diga-se).

Costuma-se dizer que "onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão" é logo na 1ª coisa que penso, quando assisto a algum noticiário.
Os mercados, as agências de rating que mais parecem os homens do talho a saldar as carnes e até dizem: "hoje o leitão está ao preço do coelho" e coisas deste género, os governantes e presidentes disto & daquilo e seus acólitos, parece que se desdobram em malfeitorias, nem tempo têm para fazer e desfazer as malas de tanta energia que gastam entre aviões e salas de reuniões.
Não vivem a vida, não param para pensar, não se encontram consigo próprios nem com os seus. Mergulham no mundo da hipocrisia, do faz de conta, do brincar a quem tem mais poder e já perderam a RAZÃO há muito.
Não se detêm a conhecer, em busca da verdade, mas em contrapartida tornam-se incendiários (alguns auto-intitulam-se de bombeiros) e umbiguistas. Esquecem-se que há mais Mundo para além da Europa e esse Mundo está atento , mas não venerando.
Hoje em dia a Europa parece-se mais com um campo de batalha.
Alguns destes dirigentes são da geração de 68 (1/3) e  muitos dos que não estão no poder são os desiludidos ou lambem feridas.
A ética desapareceu e sabendo nós que as fronteiras entre a mente humana civilizada e os seus instintos mais violentos e básicos são apenas linhas ténues e que os humanos são capazes de tudo, altamente imprevisíveis, fácil é perceber que corremos perigo.
Estes perigos aumentaram ainda mais quando o sistema político, já de si tão instável, deu lugar aos economicistas, aos gananciosos mais desenfreados, aos loucos de todos os matizes. Hoje assistimos ao caos que se proclama vencedor.
A Europa porque faz fé nos mercados e está ao seu serviço segrega o mal como as abelhas o mel.
Quem leu o "Deus das Moscas" de William Golding, fábula sobre a maldade humana, sabe  que a violência não nasce da necessidade sobrevivência, mas como forma de afirmação do grupo e oriunda do medo. Os governantes europeus usam a violência dos mercados, dos bancos, das formas ditas de ajuda com juros pornográficos, engolidores de economias nacionais, contra os povos sem causas razoáveis.
A Europa está a precisar de férias, de fazer auto-análise, de se procurar a si mesma, de identidade e de memória.
A Europa não É (esse est percipi) e a Europa NÃO É PERCEPCIONADA.
Agora resolveu fazer de nós o exemplo, o exemplo dos bem mandados, dos pobres agradecidinhos por nos limparem o sebo e o nosso P.M. como é um rapaz que gosta de África mas também gosta da burguesia europeia e de se sentir no grupo, de fazer parte de, dá-nos de bandeja, oferece-nos, qual irmão mais velho a levar-nos ao prostíbulo para nele ficarmos.   Enquanto isso, a imprensa escrita e falada repete até à saciedade que somos impotentes e revela as grandes formas de impotência e diz-nos que tem que ser assim porque estamos em crise, porque agora temos que sofrer, talvez um dia nos libertemos. Mais uma vez me vem à cabeça as histórias das meninas que se vão prostituir para um dia se libertarem quando mais desafogadas financeiramente estiverem. Nós sabemos que nunca mais saem e morrem ali naquela vida infernal e Portugal há muito, mas há muito tempo  está na prostituição, que se vende a velhos, a novos, a todos que nos dêem, em troca,  uma côdea de pão.
Nunca ninguém nos explicou a crise também não é verdade, a chefe do bordel, a madame Merkél explicou: disse-nos que estávamos assim porque tínhamos sol e gostávamos de pescar, de brincar, de férias, de conversar, enfim porque  julgávamos que o carnaval se gozava nos 365 dias do ano. Foi a única que explicou o porquê de tamanho castigo. Por isso quanto mais ouço a MADAME E OS SEUS ACÓLITOS, mais me lembro de Kafka e com ele acho que somos assaltados por um mundo que está para além do entendimento e no qual ninguém poderá alguma vez sentir-se em casa.
Resta-nos apenas ser originais e a originalidade consiste voltar à origem, como já alguém disse antes de mim.
Sejamos universais e tendo em conta que o universal é o local sem paredes, como diz Miguel Torga, mais fácil se torna.
Haja coragem!

NOVOS GRAFITES

Tal como os homens de todos os tempos que escreveram o nome  nas colunas dos templos, nas mesas das tascas ou nos WC públicos, também as expressões, algumas delas com mais de 100 anos, que mulheres e homens deixam nas redes sociais pouco diferem dos agradecimentos, aspirações e sobretudo, assinalam as suas presenças.


HÁ PESSOAS FANTÁSTICAS NAS SUAS IDEIAS SIMPLES MAS REVOLUCIONÁRIAS

O homem que dá flores por amor no metro fecha ciclo com “crime” colectivo


A flor que todos os dias viaja clandestinamente no metro de Lisboa vai dar o salto. O Sinal de Alarme cumpre nesta terça-feira um ano e José convocou todos os seguidores a levar com ele, à mesma hora, flores para Santa Apolónia. Uma espécie de flash mob para fechar um ciclo. Depois, vai dedicar-se ao “terrorismo cultural”. Mas o projecto não morre: internacionaliza-se

NO DIA DOS NAMORADOS

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2302983


uma boa/grande ideia

Parabéns ao grupo Pele