sábado, 7 de abril de 2012

BOA NOITE

FOTOGRAFIA DO DIA



Peniche


SÃO MUITAS AS SAUDADES

GENTE DA MINHA TERRA


TEIXEIRA DE PASCOAIS - dizia que o Porto era um arrabalde de si mesmo


BASÍLIO TELES - filósofo, metido no seu tugúrio de Leixões. Tentava demonstrar através do mito de Job que "o mal é irracional".


ANTERO DE QUENTAL - era ruivo, delgado e alto, enquanto novo, impressionava pela agilidade e a resistência à fadiga. Fazia caminhadas de 6/8 léguas para os lados do Buçaco ou da Figueira.

OLIVEIRA MARTINS- na sua casa das Águas Férreas, debatia problemas filosóficos com Antero de Quental.

ALEXANDRE HERCULANO - no fim da vida disse: "O Porto é a terra das minhas saudades.

ALMEIDA GARRETT - ao passar um dia ao largo da Foz do Douro, a caminho do desterro, exclamaria, com os olhos presos na neblina matinal que envolvia a urbe materna: "Este é o céu da minha pátria. Este ar que respiro é o mesmo que respirei no momento em que apareci no mundo".

SAMPAIO BRUNO - teve escritório de advogado na Rua das Taipas. Sentia-se incompreendido e isolado. Deixa crescer as barbas e esquiva-se à assistência dos médicos. Chama-se a si próprio, sectário, jacobino.

SOARES DOS PASSOS - a recitar estrofes do "Firmamento" surpreende-se o próprio romancista de "botas â Frederico" a entrar na Livraria Doré ou no Café Guichard. Vivia na Rua do Almada.

JOÃO ALLEN, PINTO BESSA, ELÍSIO DE MELO, SANTOS SILVA - passaram pelos Paços do Concelho e tiveram iniciativas relevantes.

LEONARDO COIMBRA - governante em 1919. A 1ª declaração pública que fez, por intermédio de um jornal, foi a de que se propunha cobrir o país de novas escolas. Criou as Escolas Primárias Superiores. Criou a Fac. de Letras do Porto (reformando o ensino da Filosofia em Portugal)

AUGUSTO TORRINHA - filólogo

TEIXEIRA REGO - autor da Teoria do Sacrifício.

LEONARDO COIMBRA convidou Augusto Torrinha e Teixeira Rego   para professores da nova Universidade.
Fundou-se a Revista da Faculdade de Letras, onde cada professor, procurava com espírito de equipa, revelar o seu estilo e os seus centros de interesse.

BASÍLIO TELES - morava em Matosinhos. Tentava demonstrar através do mito de Job que "o mal é irracional". Filósofo metido no seu tegúrio de Leixões dizia: "Quereis conhecer o maciço da alma? Interrogai-a sobre o mal.

SOARES DOS REIS - Na sua adolescência viveu com os pais no Alto de Stº Ovídio. Está no cemitério de Mafamude. No cemitério existe o Senhor Morto (escultura dele). Sério, velho precoce, macambúzio, barbudo, neurasténico.

                                                                                           
ANTERO, PASCOAES, RAUL BRANDÃO, são antinómicos. Ora aceitam o possível, ora o recusam. Lutam entre o sim e o não.

ABEL SALAZAR -  A sua obsessão era a de filosofar na metafísica.

NEWTON DE MACEDO - dava lógica na Quinta Amarela. Até 1910 ocupada por freiras e depois passou a sede efémera da Fac. de Letras da Universidade do Porto.  Nasceu na Rua do Ouro.


RAUL PROENÇA - Caminheiro e obreiro.

TEIXEIRA REGO - tolerante e benévolo, sorria dos sectarismos, vivia absorvido pela sua ideia que o mal não teria nascido com o primeiro homem ou agregado humano.











quinta-feira, 5 de abril de 2012

PELE


Nem sempre o que somos ou julgamos ser na realidade, se traduz na vida que temos.
Há pessoas que estão revestidas duma pele demasiado pesada, em especial, na actualidade.
Pessoas que ficaram desempregadas e que devido à idade e à falta de empregos, não conseguem actividades profissionais satisfatórias a todos os níveis, vivendo como se tivessem uma segunda pele.
Pessoas que vivem segundas vidas, com outras realidades, uma espécie de emigrantes no seu próprio país para poderem sobreviver. Pessoas obrigadas a romperem com eventuais carreiras para se iniciarem em actividades de sobrevivência, desmotivantes quer para a sua formação académica, quer para os seus interesses e motivações.
Pessoas que são obrigadas a mudar a sua concepção mental, que rompem com o próprio ego e que passam por força das circunstâncias a viver um falso ego, um ego ilusório, no qual procuram uma cómoda e irrealista sensação de segurança. Pessoas que se confrontam com a perda de tudo ou quase tudo o que tinham e o que eram individual e socialmente.
Encontro-me no meu quotidiano com autênticas parábolas Kafkianas. Diplomados e mais diplomados que executam tarefas que não exigem aquelas habilitações académicas. Gente escravizada, com trabalhos mecanizados e horas demasiadas de prestação de tarefas rotineiras que dispensam o intelecto, à moda do que assistimos no filme "Tempos Modernos" do Charlie Chaplin.
Gente que tem vergonha de dizer o que faz, vivendo em insustentáveis autocompaixões, sozinhas, quase incapazes de suportar tanta realidade. Pessoas que se defendem, ocultando a realidade para conseguirem ultrapassar os limites que lhes são impostos.
Trancam-se, suspendem-se com receios ainda maiores e muitas até com medo de sonhar.
Pessoas que não são felizes, porque quase obrigadas a uma meta-linguagem do seu corpo.
Pessoas com duas peles, uma que os transcende, e que se obrigam a traduzir nas duas.
Há quem oculte as suas verdadeiras preocupações e estimule as fantasias sexuais.
Os prazeres proibidos evitam muitas vezes neuroses profundas.
Há ainda uma elite que apesar de tudo, consegue ainda inventar  para tornar menos chata esta vida.
Há coisas extraordinárias a acontecer e pessoas que noutros contextos, brilhariam, ficam em geral, no mais profundo desconhecimento.
Ainda há uma dúzia de anos ou menos até, todos nós beneficiávamos de esclarecimentos essenciais para depois aceitarmos ou rejeitarmos.
Sabíamos de onde vínhamos e com base no caminho feito, especulávamos com alguma garantia, ao saber onde estávamos, para onde as coisas poderiam ir. Agora são equívocos, atrás de equívocos; não há  balizas para nada.
Ninguém sabe qual a sua "missão" neste mundo, a não ser aqueles que se empregam na política com direito a reformas chorudas e antecipadas.
A maior entidade empregadora neste país é a política, emprega milhares de pessoas, desde autarcas a Presidentes da República, aliás até escolas têm, as diversas Jotas.
PELES que se protegem ou não.

BOA NOITE