quinta-feira, 5 de julho de 2012
DiALOGANDO
A vida vai-se desdobrando em múltiplos sentidos.
Os momentos cristalizam-se.
Sinto alguns, outros não. Não agarro todos os momentos.
Atravesso as situações, o tempo, os dias e o que me dizem as pessoas.
Muitas ausências me possuem, me cercam.
O sonho foge e foge e foge.
Estive uma década num impasse, mas o caleidoscópio esperava-me.
A vida é como um caleidoscópio com as suas várias dimensões, que permanece esperando por nós.
Há muita coisa que passa e nos passa, como os anos que continuam a passar e nós sempre sozinhos.
O lugar de diálogo é connosco, pode ser a olhar para o céu, mas também no meio da multidão.
Conversamos uns com os outros, por vezes até com ênfase, mas o verdadeiro diálogo é connosco.
Passamos por muitas transformações.
Umas vezes somos lúcidos, outras nem por isso.
Os momentos cristalizam-se.
Sinto alguns, outros não. Não agarro todos os momentos.
Atravesso as situações, o tempo, os dias e o que me dizem as pessoas.
Muitas ausências me possuem, me cercam.
O sonho foge e foge e foge.
Estive uma década num impasse, mas o caleidoscópio esperava-me.
A vida é como um caleidoscópio com as suas várias dimensões, que permanece esperando por nós.
Há muita coisa que passa e nos passa, como os anos que continuam a passar e nós sempre sozinhos.
O lugar de diálogo é connosco, pode ser a olhar para o céu, mas também no meio da multidão.
Conversamos uns com os outros, por vezes até com ênfase, mas o verdadeiro diálogo é connosco.
Passamos por muitas transformações.
Umas vezes somos lúcidos, outras nem por isso.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
MÁSCARAS
Assistimos às metamorfoses do Mundo, à sua definitiva dissolução tal como era.
Cenários de terra desfigurada. Muita gente ficou e fica de fora, perdida sem zona de conforto como se diz agora.
Foram arrancados, não têm voz, marginalizados, esquecidos, condenados, numa palavra só. São os desempregados a quem roubaram uma existência, a quem humilharam, a quem ofenderam, a quem puseram fora do enquadramento, são gente da classe média empobrecida, solitária. Gente que passa pela frustração, pelo servilismo, pela indignidade, com a auto-estima numa lástima.
Nada sobrevive, nem o contentamento que se transforma em descontentamento.
Eles, os que orquestram tudo isto, têm consciêrncia, têm a certeza que estão a eliminar automaticamente tudo, que nem quase fragmentos deixam, que deixam as pessoas vazias, ofendidas, desmoralizadas, fracassadas, abandonads nos seus limites.
Pessoas com famílias, com filhos, que inicialmente tentam encobrir todo o seu desgosto, toda a situação, tentam aguentar da melhor maneira que sabem tudo aquilo por que estão a passar, porque nem elas acreditam que seja verdade e por tanto tempo, mas à medida que o tempo vai passando, as forças vão escasseando, vão abdicando de todos os pequenos prazeres e enveredam algumas delas pelo lado errado para se salvarem.
Todos estes responsáveis não são imparciais, não são neutros, sabem que estão a declarar guerra desigual e medonha aos indefesos, aos que nada ou pouco têm.
São vorazes, forçam muitos ao suicídio com essas decisões que tomam uns e não tomam outros, limitando as suas intervenções e não evitando a condenação de tantas centenas de pessoas à miséria.
Essa gente usa máscaras. Todos os dias vêm com máscaras de inocentes anunciar novas medidas de austeridade, chamam-lhe assim. Auterizam-se a si próprios a novas incursões nos roubos que perpetram aos cidadãos honestos e que não têm por onde fugir ao saque que lhes é feito. Estão do lado errado da existência. Sempre ao lado dos ricos, dos que não pagam impostos, dos que fogem, dos que odeiam o país onde nasceram e cresceram e agora também querem expulsar os jovens, exilá-los, porque estes não podem ser saqueados. Pretendem "deportá-los" como D. Manuel I fez em 1496 aos judeus, mas por outras razões.
Estes que nos "governam" que ajoelham e silenciam perante as ordens alemãs e os interesses capitalistas do mundo, entregam-nos à fogueira.
O Estado social está a ser desmantelado, ainda ontem levou mais umas machadadas, estão a enterrá-lo vivo.
Falam em repensar o estado social, ser necessário uma reforma fiscal, no entanto deixam que os ricos não paguem a crise, enchendo-lhes inclusivamente mais os bolsos com o dinheiro do povo, ainda agora com o Figo e o Duarte Lima, foi a cereja em cima do bolo. O poder político ligado ao poder financeiro, empresarial e da comunicação social têm sido um verdadeiro coveiro do povo.
Não querem encontrar no mínimo, equilíbrios entre os deveres dos ricos e dos pobres e as liberdades em conflito.
Preferem colocar as máscaras da admiração e do fingimento.
Fazem as leis que não fiscalizam, para não poderem ser cumpridas.
Dizem com a máscara mais sarcástica possível que possuem que "a lei tem de ser seguida por todos, sem excepções", quando se referem ao pagamento de impostos, aos deveres dos cidadãos.
Parece que a peça a que assistimos é sempre a mesma e representada pelos mesmos, com o título de "Confesso" ou "Actuo" ou "Faço" ou com outro qualquer título que poderia ser de Hitchcock ou talvez não, mas os realizadores são sempre os mesmos, sendo outros.
Colocam as máscaras de não culpados, de culpados são os outros, mas eles sabem que são carrascos, tão algozes e ladrões quanto os outros, os anteriores a eles sempre de que falam e que esse argumento é bem velho.
São uns assassinos que se escondem atrás da máscara de políticos.
Colocam ainda a máscara de compungidos, fechando o rosto e inventando novas coreografias, mas estão com as mãos manchadas de sangue. Escondem-se nas máscaras várias e embora beneficiem da defesa dos adeptos dos espectáculos de morte, defendendo com ardor os seus soldados, os seus generais, porque não conseguem dizer em boa verdade Eu Te Acuso, já que se um dia lá chegassem procederiam de forma similar e porque a Igreja e o clube de que fazem parte lhes ordena essas atitudes.
Cenários de terra desfigurada. Muita gente ficou e fica de fora, perdida sem zona de conforto como se diz agora.
Foram arrancados, não têm voz, marginalizados, esquecidos, condenados, numa palavra só. São os desempregados a quem roubaram uma existência, a quem humilharam, a quem ofenderam, a quem puseram fora do enquadramento, são gente da classe média empobrecida, solitária. Gente que passa pela frustração, pelo servilismo, pela indignidade, com a auto-estima numa lástima.
Nada sobrevive, nem o contentamento que se transforma em descontentamento.
Eles, os que orquestram tudo isto, têm consciêrncia, têm a certeza que estão a eliminar automaticamente tudo, que nem quase fragmentos deixam, que deixam as pessoas vazias, ofendidas, desmoralizadas, fracassadas, abandonads nos seus limites.
Pessoas com famílias, com filhos, que inicialmente tentam encobrir todo o seu desgosto, toda a situação, tentam aguentar da melhor maneira que sabem tudo aquilo por que estão a passar, porque nem elas acreditam que seja verdade e por tanto tempo, mas à medida que o tempo vai passando, as forças vão escasseando, vão abdicando de todos os pequenos prazeres e enveredam algumas delas pelo lado errado para se salvarem.
Todos estes responsáveis não são imparciais, não são neutros, sabem que estão a declarar guerra desigual e medonha aos indefesos, aos que nada ou pouco têm.
São vorazes, forçam muitos ao suicídio com essas decisões que tomam uns e não tomam outros, limitando as suas intervenções e não evitando a condenação de tantas centenas de pessoas à miséria.
Essa gente usa máscaras. Todos os dias vêm com máscaras de inocentes anunciar novas medidas de austeridade, chamam-lhe assim. Auterizam-se a si próprios a novas incursões nos roubos que perpetram aos cidadãos honestos e que não têm por onde fugir ao saque que lhes é feito. Estão do lado errado da existência. Sempre ao lado dos ricos, dos que não pagam impostos, dos que fogem, dos que odeiam o país onde nasceram e cresceram e agora também querem expulsar os jovens, exilá-los, porque estes não podem ser saqueados. Pretendem "deportá-los" como D. Manuel I fez em 1496 aos judeus, mas por outras razões.
Estes que nos "governam" que ajoelham e silenciam perante as ordens alemãs e os interesses capitalistas do mundo, entregam-nos à fogueira.
O Estado social está a ser desmantelado, ainda ontem levou mais umas machadadas, estão a enterrá-lo vivo.
Falam em repensar o estado social, ser necessário uma reforma fiscal, no entanto deixam que os ricos não paguem a crise, enchendo-lhes inclusivamente mais os bolsos com o dinheiro do povo, ainda agora com o Figo e o Duarte Lima, foi a cereja em cima do bolo. O poder político ligado ao poder financeiro, empresarial e da comunicação social têm sido um verdadeiro coveiro do povo.
Não querem encontrar no mínimo, equilíbrios entre os deveres dos ricos e dos pobres e as liberdades em conflito.
Preferem colocar as máscaras da admiração e do fingimento.
Fazem as leis que não fiscalizam, para não poderem ser cumpridas.
Dizem com a máscara mais sarcástica possível que possuem que "a lei tem de ser seguida por todos, sem excepções", quando se referem ao pagamento de impostos, aos deveres dos cidadãos.
Parece que a peça a que assistimos é sempre a mesma e representada pelos mesmos, com o título de "Confesso" ou "Actuo" ou "Faço" ou com outro qualquer título que poderia ser de Hitchcock ou talvez não, mas os realizadores são sempre os mesmos, sendo outros.
Colocam as máscaras de não culpados, de culpados são os outros, mas eles sabem que são carrascos, tão algozes e ladrões quanto os outros, os anteriores a eles sempre de que falam e que esse argumento é bem velho.
São uns assassinos que se escondem atrás da máscara de políticos.
Colocam ainda a máscara de compungidos, fechando o rosto e inventando novas coreografias, mas estão com as mãos manchadas de sangue. Escondem-se nas máscaras várias e embora beneficiem da defesa dos adeptos dos espectáculos de morte, defendendo com ardor os seus soldados, os seus generais, porque não conseguem dizer em boa verdade Eu Te Acuso, já que se um dia lá chegassem procederiam de forma similar e porque a Igreja e o clube de que fazem parte lhes ordena essas atitudes.
domingo, 1 de julho de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)
