A vida está uma ribaldaria, o país uma ribaldaria está. O Mundo é uma ribaldaria.
Antes achava que metade da mediocridade humana se devia à infelicidade e à falta de educação. Hoje, verifico que os velhacos são livres e que a liberdade encobre a velhacaria que utilizam.
Quando era jovem, os mais velhos, os que tinham a idade que hoje tenho, diziam-me que "com a idade, isso passava" , referindo-se à revolta e à utopia. Não passou, continuo na mesma, senão ainda mais revoltada e utópica.
Não tenho cataratas, mas não percebo muitas coisas que se passam. Estes golpes de escacha-pessegueiro que todos os dias levamos pelos governos, pelos credores, pelos eleitores, pela vida, não os entendo, nem os aceito.
Outros antes de mim já disseram o mesmo, já sentiram o mesmo.
Passou-se da modéstia, irmã da pobreza, que são detestáveis, para a imodéstia, igualmente detestável.
Bem sei que o tempo está melancólico e o intervalo entre os prazeres demasiado longo, mas não é disso que se trata.
Do que se trata é mesmo não perceber todas estas representações.
Todos os dias nos fornecem mais dose de veneno, todos os dias nos entopem mais.
Não percebo qual o curso que quer seguir o mundo.
A realidade que nos olha parece ficção.
Parece que estamos todos muito perdidos, mesmo os que se agarram às boias dos partidos e das suas ideologias, não se começam a reconhecer.
Uns não se reconhecem nos outros.
Há falsas verdades todos os dias a serem apresentadas.
Não podemos viver de novo as nossas vidas, por isso estão a roubar-nos vida.
Parece que há uma grande buraco no conhecimento do que se passa e no qual nos podemos mesmo vir a afundar no entanto nem sempre o conseguimos evitar.
Uma coisa eu sei e percebo, a ter glória esta gente, só têm a glória de nada serem.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
SAINDO DA VIDA
Num vai e vem, volta e vai à memória e regressa outra vez.
A vida às vezes é uma chalaça posta em funcionamento.
Revivem-se os dramas, as tragédias e as comédias.
Retira-se dentro dele(a).
Há muita coragem na morte. A coragem do que é absoluto.
E continua-se a rebobinar o filme de toda uma vida.
Desembrulha-se tudo.
Não quer dormir e se dormir que seja rápido.
Foca e desfoca o passado, o acontecido.
Embarca de novo para voltar dentro em breve.
Copos...; era mesmo...; chamam de mimosas; jumentos; as cores são nossas; Bach; espero confiante DIZ.
E pensa com os olhos e com eles persegue a mosca.
E faz-se uma espécie de autobiografia nestes encontros adultos com a morte que ainda não é e com a vida que já não passa duma personagem.
E a morte parece-se quase com uma sinfonia. É uma espécie de poema sinfónico, é antisséptica, antibiótica.
E regressa para falar com as suas próprias personagens.
E apanha-nos assim a morte, espolia-nos da batuta da vida, esmurra o amor e é grande e ocupa tudo Pronto... DEIXAMOS DE SER.
A vida às vezes é uma chalaça posta em funcionamento.
Revivem-se os dramas, as tragédias e as comédias.
Retira-se dentro dele(a).
Há muita coragem na morte. A coragem do que é absoluto.
E continua-se a rebobinar o filme de toda uma vida.
Desembrulha-se tudo.
Não quer dormir e se dormir que seja rápido.
Foca e desfoca o passado, o acontecido.
Embarca de novo para voltar dentro em breve.
Copos...; era mesmo...; chamam de mimosas; jumentos; as cores são nossas; Bach; espero confiante DIZ.
E pensa com os olhos e com eles persegue a mosca.
E faz-se uma espécie de autobiografia nestes encontros adultos com a morte que ainda não é e com a vida que já não passa duma personagem.
E a morte parece-se quase com uma sinfonia. É uma espécie de poema sinfónico, é antisséptica, antibiótica.
E regressa para falar com as suas próprias personagens.
E apanha-nos assim a morte, espolia-nos da batuta da vida, esmurra o amor e é grande e ocupa tudo Pronto... DEIXAMOS DE SER.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
DA MINHA GALERIA DE HERÓIS
As pessoas que vivem sozinhas são umas heroínas.
Muitos homens e mulheres por este país fora com enorme coragem, caminham em frente da vida.
Com muitos momentos de grande humidade a infiltrar-se na alma por certo, mas caminham.
Podem resmungar sozinhos, mas não gritam com ninguém.
Quanto aos achaques ... têm que falar com eles e remediá-los.
Têm uma espécie de couraça como se de um fato se tratasse e defendendo-se dos golpes da vida.
Estes meus heróis e heroínas têm uma capacidade fantástica de se manterem sem dramas nem tragédias.
Diz o povo que "o comer e o ralhar vai de começar". Eu sei que tudo vai de começar, amar, chorar, ter medo, viver sozinho, mesmo assim sinto uma enorme admiração por todos os(as) que conseguem viver sós e, em especial, os que não têm excesso de si mesmos, da sua abundância e ainda sabem falar e encontrar-se com a vida.
A vida pesa muito e às vezes é violenta, mas mesmo assim há quem a pegue de frente.
Muitos homens e mulheres por este país fora com enorme coragem, caminham em frente da vida.
Com muitos momentos de grande humidade a infiltrar-se na alma por certo, mas caminham.
Podem resmungar sozinhos, mas não gritam com ninguém.
Quanto aos achaques ... têm que falar com eles e remediá-los.
Têm uma espécie de couraça como se de um fato se tratasse e defendendo-se dos golpes da vida.
Estes meus heróis e heroínas têm uma capacidade fantástica de se manterem sem dramas nem tragédias.
Diz o povo que "o comer e o ralhar vai de começar". Eu sei que tudo vai de começar, amar, chorar, ter medo, viver sozinho, mesmo assim sinto uma enorme admiração por todos os(as) que conseguem viver sós e, em especial, os que não têm excesso de si mesmos, da sua abundância e ainda sabem falar e encontrar-se com a vida.
A vida pesa muito e às vezes é violenta, mas mesmo assim há quem a pegue de frente.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
EMPRÉSTIMOS
Há dias grossos e mesmo com sol, apresentam-se sem luz mas como tudo é dialético na vida, são óptimos para meditarmos, de consciência iluminada.
Penso na gente que nunca existiu, a não ser inventada por nós. Emprestamos qualidades às pessoas que elas nunca tiveram, porque gostamos de as ver assim, dá-nos jeito para melhor as podermos amar e considerar. E quem diz qualidades, diz defeitos, quiçá.
São estes zumbidos de pensamentos que me fazem ver claramente e à distância que aquela ou aquele nunca foram o que eu queria que eles ou elas fossem, apenas lhes emprestei as características que gostava que tivessem.
Enovelei-me, renovelei-me nos afectos sem permitir que se apresentassem com as suas próprias roupagens.
E atira-se areia contra a pele e os olhos, mas não há nada de excepcional nisto.
Penso na gente que nunca existiu, a não ser inventada por nós. Emprestamos qualidades às pessoas que elas nunca tiveram, porque gostamos de as ver assim, dá-nos jeito para melhor as podermos amar e considerar. E quem diz qualidades, diz defeitos, quiçá.
São estes zumbidos de pensamentos que me fazem ver claramente e à distância que aquela ou aquele nunca foram o que eu queria que eles ou elas fossem, apenas lhes emprestei as características que gostava que tivessem.
Enovelei-me, renovelei-me nos afectos sem permitir que se apresentassem com as suas próprias roupagens.
E atira-se areia contra a pele e os olhos, mas não há nada de excepcional nisto.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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