Identificação
Ligeiramente maior que um pombo, caracteriza-se pelo seu corpo rechonchudo e pelas patas curtas. A
plumagem é acastanhada e, embora apresenta alguns padrões, estes são difíceis de reconhecer à
distância. Em voo a identificação é quase imediata, pois a barriga preta é facilmente visível
Abundância e calendário
Outrora mais numeroso, o cortiçol-de-barriga-preta é hoje uma
espécie rara a nível nacional, contando com uma população de
escassas centenas de indivíduos, que se distribui pelo interior do
Alentejo e da Beira Baixa. Pode ser observado em zonas
relativamente planas, sem árvores e com terrenos incultos ou em
pousio. A espécie é residente e pode ser observada durante todo o
ano.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
ÂNGELO DE LIMA
Pára-me de repente o pensamento
Ângelo de Lima
Pára-me de repente o pensamento
Como que de repente refreado
Na doida correria em que levado
Ia em busca da paz do esquecimento.
Pára surpreso, escrutador, atento,
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo súbito rasgado.
Pára e fica, e demora-se um momento.
Pára e fica, na doida correria.
Pára à beira do abismo, se demora.
E mergulha na noite escura e fria.
Um olhar de aço, que essa noite explora.
Mas a espora da dor seu flanco estria,
E ele galga e prossegue sob a espora...
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Ângelo de Lima
BOM DIA, PENEIREIRO
Identificação
Este falcão de tamanho médio apresenta as asas pontiagudas e
cauda comprida, e bico curto e forte, típicos da maioria das
espécies deste grupo. A cauda do peneireiro-vulgar é um pouco
mais comprida que a dos seu congéneres, dando-lhe um aspecto
mais estilizado. Existem diferenças em termos de plumagem e
dimensões entre os machos e as fêmeas desta espécie, sendo a
última de dimensões maiores e menos colorida. A fêmea e o
macho possuem o dorso cor de ferrugem, bastante sarapintado de
preto, com a ponta das asas escuras. A cauda da fêmea é barrada,
enquanto que o macho apresenta a cauda e a nuca lisas
cinzento-azulado, contrastando bastante com a tonalidade do
dorso. O peito do macho é menos barrado, parecendo mais liso
que a fêmea.
Abundância e calendário
Espécie comum em Portugal Continental, mais abundante em
zonas agrícolas e nas imediações de aglomerados urbanos. O
peneireiro-vulgar é um falcão residente pelo que se observa
durante todo o ano
Este falcão de tamanho médio apresenta as asas pontiagudas e
cauda comprida, e bico curto e forte, típicos da maioria das
espécies deste grupo. A cauda do peneireiro-vulgar é um pouco
mais comprida que a dos seu congéneres, dando-lhe um aspecto
mais estilizado. Existem diferenças em termos de plumagem e
dimensões entre os machos e as fêmeas desta espécie, sendo a
última de dimensões maiores e menos colorida. A fêmea e o
macho possuem o dorso cor de ferrugem, bastante sarapintado de
preto, com a ponta das asas escuras. A cauda da fêmea é barrada,
enquanto que o macho apresenta a cauda e a nuca lisas
cinzento-azulado, contrastando bastante com a tonalidade do
dorso. O peito do macho é menos barrado, parecendo mais liso
que a fêmea.
Abundância e calendário
Espécie comum em Portugal Continental, mais abundante em
zonas agrícolas e nas imediações de aglomerados urbanos. O
peneireiro-vulgar é um falcão residente pelo que se observa
durante todo o ano
quarta-feira, 2 de abril de 2014
A ARTE DE NÃO SABER
A "arte" de não saber não advém de nenhuma vocação, mas de uma decisão ditada por uma forma de ver e ser egocêntrica do mundo.
Todos os dias nos deparamos com gente desta e também com alguns outros que silenciam tudo e se juntam a estes.
Esta gente muito dada a olhar para o seu umbigo, encontra-se numa antessala há muito, que é uma zona intermédia entre a vida e o mundo. Vivem naquela zona entre o que querem ouvir e a sumptuosa verdade dos factos.
Tudo o que é excepcional para os outros, para eles é verdadeiramente normal.
Para os artistas do não querer saber, a estranheza é a sua verdadeira especialidade.
Nem camaleões são, porque esses mudam de cor para se confundirem com o meio da ocasião, estes têm alguma rigidez mental, já que ficam sempre concentrados na ideia fixa de não manifestarem opinião, de não se envolverem com nada.
Dedicam-se normalmente a escutar as conversas dos outros.
Todos os dias nos deparamos com gente desta e também com alguns outros que silenciam tudo e se juntam a estes.
Esta gente muito dada a olhar para o seu umbigo, encontra-se numa antessala há muito, que é uma zona intermédia entre a vida e o mundo. Vivem naquela zona entre o que querem ouvir e a sumptuosa verdade dos factos.
Tudo o que é excepcional para os outros, para eles é verdadeiramente normal.
Para os artistas do não querer saber, a estranheza é a sua verdadeira especialidade.
Nem camaleões são, porque esses mudam de cor para se confundirem com o meio da ocasião, estes têm alguma rigidez mental, já que ficam sempre concentrados na ideia fixa de não manifestarem opinião, de não se envolverem com nada.
Dedicam-se normalmente a escutar as conversas dos outros.
BOM DIA, LUGRE
Identificação
A plumagem é preta e amarela, sendo o
bico cónico, característico das aves
granívoras. No caso dos machos, é visível
a coroa preta, que se estende até à testa; a
fêmea é menos contrastada; ambos os
sexos apresentam na asa uma risca
amarela orlada de preto
Abundância e calendário
O lugre é um invernante que surge em números muito variáveis de ano para ano: em certos anos (por vezes
chamados “anos de lugres”) a espécie é muito abundante, enquanto que noutros é particularmente escassa.
Surge muitas vezes em bandos numerosos, que podem juntar dezenas ou mesmo centenas de aves.
Frequenta zonas de folhosas, desde parques até matas ripícolas. Observa-se de meados de Outubro a
meados de Abril.
A plumagem é preta e amarela, sendo o
bico cónico, característico das aves
granívoras. No caso dos machos, é visível
a coroa preta, que se estende até à testa; a
fêmea é menos contrastada; ambos os
sexos apresentam na asa uma risca
amarela orlada de preto
Abundância e calendário
O lugre é um invernante que surge em números muito variáveis de ano para ano: em certos anos (por vezes
chamados “anos de lugres”) a espécie é muito abundante, enquanto que noutros é particularmente escassa.
Surge muitas vezes em bandos numerosos, que podem juntar dezenas ou mesmo centenas de aves.
Frequenta zonas de folhosas, desde parques até matas ripícolas. Observa-se de meados de Outubro a
meados de Abril.
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