quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
BOM DIA Tartaranhão-ruivo-dos-pauis
Identificação
Esta é uma ave de rapina de asas compridas, patas compridas e cabeça curta, apresentando um
característico padrão de voo ondulado, quando paira a pequena altura sobre a vegetação rasteira e densa.
Nesta espécie, tal como no tartaranhão-azulado e no tartaranhão-caçador, a fêmea é notoriamente diferente
do macho. Neste caso, ambos exibem ombros e nuca mais pálidos que o restante corpo, semelhantes ao
padrão que a águia-imperial-ibérica apresenta. O macho, no entanto, apresenta as asas acinzentadas com
a ponta escura, assim como a cauda também é cinzenta, enquanto a fêmea apresenta um padrão mais
uniformemente castanho-escuro
Abundância e calendário
tartaranhão-ruivo-dos-pauis distribui-se de forma descontínua junto a zonas húmidas e em baixas
abundâncias, sendo uma espécie pouco comum no nosso território. Alguns indivíduos invernam entre nós,
aumentando um pouco o número de efectivos mas a maioria é residente, permanecendo durante todo o ano
em Portugal.
Esta é uma ave de rapina de asas compridas, patas compridas e cabeça curta, apresentando um
característico padrão de voo ondulado, quando paira a pequena altura sobre a vegetação rasteira e densa.
Nesta espécie, tal como no tartaranhão-azulado e no tartaranhão-caçador, a fêmea é notoriamente diferente
do macho. Neste caso, ambos exibem ombros e nuca mais pálidos que o restante corpo, semelhantes ao
padrão que a águia-imperial-ibérica apresenta. O macho, no entanto, apresenta as asas acinzentadas com
a ponta escura, assim como a cauda também é cinzenta, enquanto a fêmea apresenta um padrão mais
uniformemente castanho-escuro
Abundância e calendário
tartaranhão-ruivo-dos-pauis distribui-se de forma descontínua junto a zonas húmidas e em baixas
abundâncias, sendo uma espécie pouco comum no nosso território. Alguns indivíduos invernam entre nós,
aumentando um pouco o número de efectivos mas a maioria é residente, permanecendo durante todo o ano
em Portugal.
domingo, 4 de maio de 2014
OS NORMAIS
Os normais são diferentes dos diferentes.
São muitos os normais e chamam aos outros, anormais.
Vivem uma vida inteira cumprindo regras.
Os normais têm acessos de loucura lúcidos.
São virtuosos porque medíocres e, cheiinhos de bom senso.
Não gostam de ser banidos das diversas selecções a que são submetidos ao longo da vida para não terem que cair no caldeirão dos infelizes.
Os normais vivem em constante dissimulação, têm mais medo de perder o emprego do que perder a alma.
São fiéis aos mandantes que nos acorrentam, sejam com os ferros ou com a fortuna e os seus desejos não passam por arrostar mares e combates.
Os normais até podem ver o que um génio vê, mas não retiram nada daí.
Os normais ignoram o que se dá nas coxias do poder, mas preferem viver na toca do tempo, confinando-se ao limbo.
Os normais não gostam de ser carne ou peixe e que se lhes distinga o paladar.
Os anormais são aqueles que costumam despedir-se dos espaços siderais com frases banais, que gostam de solidão mesmo quando estão sós.
Os anormais são aqueles que obedecem a si próprios, que não se integram neste mundo feliz, que se colam a voos, aqueles que exploram novos caminhos e que recusam pescar à linha.
A diferença entre normais e anormais é tão ténue às vezes como se de um fio de cabelo se tratasse, se bem que a segunda espécie fale mais no Futuro que a primeira.
São muitos os normais e chamam aos outros, anormais.
Vivem uma vida inteira cumprindo regras.
Os normais têm acessos de loucura lúcidos.
São virtuosos porque medíocres e, cheiinhos de bom senso.
Não gostam de ser banidos das diversas selecções a que são submetidos ao longo da vida para não terem que cair no caldeirão dos infelizes.
Os normais vivem em constante dissimulação, têm mais medo de perder o emprego do que perder a alma.
São fiéis aos mandantes que nos acorrentam, sejam com os ferros ou com a fortuna e os seus desejos não passam por arrostar mares e combates.
Os normais até podem ver o que um génio vê, mas não retiram nada daí.
Os normais ignoram o que se dá nas coxias do poder, mas preferem viver na toca do tempo, confinando-se ao limbo.
Os normais não gostam de ser carne ou peixe e que se lhes distinga o paladar.
Os anormais são aqueles que costumam despedir-se dos espaços siderais com frases banais, que gostam de solidão mesmo quando estão sós.
Os anormais são aqueles que obedecem a si próprios, que não se integram neste mundo feliz, que se colam a voos, aqueles que exploram novos caminhos e que recusam pescar à linha.
A diferença entre normais e anormais é tão ténue às vezes como se de um fio de cabelo se tratasse, se bem que a segunda espécie fale mais no Futuro que a primeira.
BOM DIA FAROPO-DE-BICO-FINO
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