Identificação
O milhafre-preto é uma ave de rapina de tamanho médio, que se caracteriza pela plumagem castanha e
pela sua cauda bifurcada. O facto de caçar frequentemente ao longo das estradas ou sobre planos de água
torna-o bastante conspícuo. pode confundir-se com o milhafre-real (distinguindo-se deste pela plumagem
mais escura e pela cauda castanha e não ruiva) ou com a águia-calçada de fase escura (da qual se
distingue pela bifurcação na cauda).
Abundância e calendário
De uma forma geral, o milhafre-preto pode ser considerado
bastante comum, embora a sua abundância varie de umas
regiões para outras. É particularmente comum nas Beiras e em
certas zonas do interior alentejano. O milhafre-preto é uma
espécie migradora, que está presente no nosso território de
Março a Agosto.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
BOM DIA PAINHO-CASQUILHO
Identificação
Englobado no grupo das aves marinhas de pequenas dimensões, tal como os restantes painhos, esta é
também uma espécie de difícil observação a partir de terra. Diferencia-se dos restantes Hydrobatidae (o
grupo taxonómico que engloba todos os painhos que ocorrem nas nossas águas) pela projecção das patas
para além da cauda. Caso a observação seja feita de bastante perto, o que só deverá ser possível em
saídas pelágicas, é possível verificar os tons de amarelo existentes nas membranas interdigitais, e que é
outras das características desta espécie. Paralelamente, as menores dimensões relativamente ao roquinho
e ao painho-de-cauda-forcada excluem estas duas espécies e fazem reduzir o leque de hipóteses apenas
para dois: o painho-casquilho e o painho-de-cauda-quadrada (confrontar com este último). Aquando do
período de migração, o painho-casquilho pode ser observado em bandos de dimensões apreciáveis, por
vezes mesmo na casa das centenas. Este painho acorre frequentemente a embarcações de pesca que
estejam em actividade.
Abundância e calendário
Como dito acima, podem ser observados em grande número, mas estas são situações pontuais e raras.
Embora o painho-casquilho seja comum na época de passagem outonal, entre Agosto e finais de Outubro,
raramente se aproxima de terra
Englobado no grupo das aves marinhas de pequenas dimensões, tal como os restantes painhos, esta é
também uma espécie de difícil observação a partir de terra. Diferencia-se dos restantes Hydrobatidae (o
grupo taxonómico que engloba todos os painhos que ocorrem nas nossas águas) pela projecção das patas
para além da cauda. Caso a observação seja feita de bastante perto, o que só deverá ser possível em
saídas pelágicas, é possível verificar os tons de amarelo existentes nas membranas interdigitais, e que é
outras das características desta espécie. Paralelamente, as menores dimensões relativamente ao roquinho
e ao painho-de-cauda-forcada excluem estas duas espécies e fazem reduzir o leque de hipóteses apenas
para dois: o painho-casquilho e o painho-de-cauda-quadrada (confrontar com este último). Aquando do
período de migração, o painho-casquilho pode ser observado em bandos de dimensões apreciáveis, por
vezes mesmo na casa das centenas. Este painho acorre frequentemente a embarcações de pesca que
estejam em actividade.
Abundância e calendário
Como dito acima, podem ser observados em grande número, mas estas são situações pontuais e raras.
Embora o painho-casquilho seja comum na época de passagem outonal, entre Agosto e finais de Outubro,
raramente se aproxima de terra
sexta-feira, 6 de junho de 2014
ENVELHECIMENTO
Fala-se do envelhecimento suave, lento.
Considero o envelhecimento rebarbativo e violento.
Que ninguém ao envelhecer se julgue desacompanhado, a velhice acompanha e muito.
Tudo que é humano tem carácter transitório, portanto a velhice também tem, nada de desânimos.
Há uma espécie de metamorfose em nós e quando nos iluminamos, em especial por dentro, como fazia o Rembrandt nas suas pinturas, mais difícil se torna termos a noção exacta de quando se dá o clique.
Às vezes o real desafia o fantástico e eis que olhamos para o espelho e vemos coisas que no dia anterior não tínhamos visto.
O que vale é que a memória não mede o tempo com rigor matemático por isso passam-se sempre mais anos do que aqueles que imaginamos.
As cicatrizes que nos cobrem, muito feitas de incompreensões várias cobrem-nos a alma, mesmo que por vezes poupem o corpo.
Não vale a pena esconder-nos ou esconder a nossa velhice, o nosso triunfo somos nós próprios e se calhar a nossa velhice também é o genius loci, como se falasse por nós.
Considero o envelhecimento rebarbativo e violento.
Que ninguém ao envelhecer se julgue desacompanhado, a velhice acompanha e muito.
Tudo que é humano tem carácter transitório, portanto a velhice também tem, nada de desânimos.
Há uma espécie de metamorfose em nós e quando nos iluminamos, em especial por dentro, como fazia o Rembrandt nas suas pinturas, mais difícil se torna termos a noção exacta de quando se dá o clique.
Às vezes o real desafia o fantástico e eis que olhamos para o espelho e vemos coisas que no dia anterior não tínhamos visto.
O que vale é que a memória não mede o tempo com rigor matemático por isso passam-se sempre mais anos do que aqueles que imaginamos.
As cicatrizes que nos cobrem, muito feitas de incompreensões várias cobrem-nos a alma, mesmo que por vezes poupem o corpo.
Não vale a pena esconder-nos ou esconder a nossa velhice, o nosso triunfo somos nós próprios e se calhar a nossa velhice também é o genius loci, como se falasse por nós.
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