prova-se que sou parecida com o meu querido pai
quanto mais envelheço mais me pareço contigo
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
É TUDO TÃO DIFERENTE
Os dias nascem tortos porque não há pão, habitação, justiça, paz e alegria para a maioria das pessoas.
...E depois há aqueles que se vangloriam de saber tudo mas não sabem, não sabem da missa a metade.
Há corações a rasgarem-se de tanta urgência.
Se houvesse bolsos cheios e corações vazios era mau, mas ainda pior é mesmo haver bolsos vazios e corações vazios.
O pior de tudo é que há vidas que nunca mais se vão recuperar, pessoas que ficaram sem emprego, sem casa, sem nada e estão a pedir.
Sofrimentos muitos.
Muita gente no limiar da pobreza mesmo trabalhando.
Pessoas que silenciam as suas desgraças e que não sabem o que fazer à vida. Turbilhões que rodam nas suas cabeças, algumas só encontrando como saída o suicídio e mesmo esse, sem saberem como o consumar.
As pessoas sentem-se derrotadas, humilhadas, descalças no corpo todo.
Pessoas que têm que reaprender vidas novas.
Pessoas que já não têm capacidade de rir delas próprias porque nem capacidade têm para rir.
Pessoas que perdem tudo ou quase tudo e a seguir ainda são medidas com desdém.
Dum momento para o outro, as pessoas ficam sem uma vida inteira para outros ficarem com tudo em excesso.
Não percebo como podem ser felizes à custa da desgraça que criam em redor, mas são-no.
Felicidades retorcidas, mas há muita gente retorcida.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
QUE POSSO DIZER?
Hoje faz equadores de calores? Não, não posso.
Hoje está uma humidade mais que outonal. Sim, está.
Poderia começar por dizer que andamos num barco à deriva e que a vida é uma chalaça em funcionamento pelo hábito do milagre.
Que voltamos a contentar-nos com estarmos vivos e envelhecemos precocemente nesta terra perdida onde os diabos andam à solta.
Estive a ouvir pessoas e sinto-as esmurradas. Parecem esmurradas, feridas no seu amor próprio.
Antes vivíamos de açaime, hoje com resignação e muita conversa de achar.
Temos sido sempre mal governados, roubados, injuriados, vilipendiados e continuamos cavaleiros inexistentes.
A mentira passou a ser verdade. A verdade continua em nevoeiro profundo como o desta manhã.
Sorrimos quando estamos a ser esbofeteados na tentativa que alguém nos entenda e perceba que o esbofeteamos também.
O sofrimento não acaba e as pessoas tratam a História como um incómodo que é preciso suportar com uma estranha necessidade de derrotados e caímos numa estranha nostalgia das coisas impossíveis.
Estou cheia de gente superlativa dentro e fora do rectângulo.
Só fantasmas!
Venham as coisas impossíveis!
Hoje está uma humidade mais que outonal. Sim, está.
Poderia começar por dizer que andamos num barco à deriva e que a vida é uma chalaça em funcionamento pelo hábito do milagre.
Que voltamos a contentar-nos com estarmos vivos e envelhecemos precocemente nesta terra perdida onde os diabos andam à solta.
Estive a ouvir pessoas e sinto-as esmurradas. Parecem esmurradas, feridas no seu amor próprio.
Antes vivíamos de açaime, hoje com resignação e muita conversa de achar.
Temos sido sempre mal governados, roubados, injuriados, vilipendiados e continuamos cavaleiros inexistentes.
A mentira passou a ser verdade. A verdade continua em nevoeiro profundo como o desta manhã.
Sorrimos quando estamos a ser esbofeteados na tentativa que alguém nos entenda e perceba que o esbofeteamos também.
O sofrimento não acaba e as pessoas tratam a História como um incómodo que é preciso suportar com uma estranha necessidade de derrotados e caímos numa estranha nostalgia das coisas impossíveis.
Estou cheia de gente superlativa dentro e fora do rectângulo.
Só fantasmas!
Venham as coisas impossíveis!
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