quarta-feira, 12 de novembro de 2014
"ALGO"
Há pessoas que têm por nós aversão, parcial ou totalmente, e que nunca chegamos a saber a causa. Embirram connosco superlativamente.
Conheço destas pessoas cálidas, aparentemente bondosas, com toda a bondade de quem conhece de perto a maldade e que se mostra amável para fugir dela.
Desconfio por vezes que há "algo" nelas em que fomos mexer involuntariamente e as desassossegou.
Vivo com isso, não sou indiferente sem fissuras.
Investigo porque algumas se dizem minhas amigas mas não chego a grandes conclusões a não ser talvez para estarem mais próximas de mim.
A vida é feita de interrupções. Por muito que investigue não descortino as razões na maioria dos casos, no entanto como sabemos, investigar não leva sempre a encontrar o procurado mas sim o que está ao lado do procurado.
Conheço destas pessoas cálidas, aparentemente bondosas, com toda a bondade de quem conhece de perto a maldade e que se mostra amável para fugir dela.
Desconfio por vezes que há "algo" nelas em que fomos mexer involuntariamente e as desassossegou.
Vivo com isso, não sou indiferente sem fissuras.
Investigo porque algumas se dizem minhas amigas mas não chego a grandes conclusões a não ser talvez para estarem mais próximas de mim.
A vida é feita de interrupções. Por muito que investigue não descortino as razões na maioria dos casos, no entanto como sabemos, investigar não leva sempre a encontrar o procurado mas sim o que está ao lado do procurado.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
FADO
Não é por acaso que o Fado é a canção nacional. Os portugueses são tristes mesmo quando participam em festas e romarias há sempre um procissão pelo meio com um santo qualquer que faz chorar.
Será que o nosso destino é mesmo este de tristeza?
Primeiro os nossos homens iam para a guerra lutar por uma coisa que não era nossa, eram atirados para a frente de combate por um império que mais parecia um calvário.
Os filhos do povo travaram batalhas e morriam numa guerra que não era deles para defender uma terra que nunca os amou.
Portugal era uma coelheira obediente como disse um dia Fernando Dacosta.
Os que não iam à guerra partiam e a população era escassa.
Hoje voltamos à emigração dos anos 50/60/70 por outras razões, mas que no fundo são sempre as mesmas, procurar o pão.
Antes 'conquistávamos' terras aos infiéis, dizia-se. Conquistamos Malaca lá no Oriente que nos foi bem mais fácil do que conquistar a liberdade dentro do rectângulo.
Desabafamos muito, queixamo-nos mas continuamos "uma coelheira obediente".
O País perde os seus homens, as suas mulheres, as suas crianças. Bebe do medo.
Vivemos um tempo de destruição total.
Políticos arrogantes e corruptos.
O povo esperando o D. Sebastião com uma saudade não do passado mas de um sonho que não se realizou.
Continuamos suspensos neste imenso nevoeiro que tapa tudo, que não nos deixa enxergar sempre a tentar a sobrevivência para não naufragarmos, sempre entre estes dois pólos, o naufrágio e a sobrevivência.
Quem não se contenta com este destino só lhe resta o suicídio ou partir, mas partir para onde?
Estamos cansados de tanta miragem, depois de descobrirmos o mundo ficamos cansados para sempre.
Este povo quase que não se indigna apenas por cansaço, muito cansaço.
O egoísmo venceu o amor e a fantasia para muitos tornou-se a realidade como alimento necessário.
Será que o nosso destino é mesmo este de tristeza?
Primeiro os nossos homens iam para a guerra lutar por uma coisa que não era nossa, eram atirados para a frente de combate por um império que mais parecia um calvário.
Os filhos do povo travaram batalhas e morriam numa guerra que não era deles para defender uma terra que nunca os amou.
Portugal era uma coelheira obediente como disse um dia Fernando Dacosta.
Os que não iam à guerra partiam e a população era escassa.
Hoje voltamos à emigração dos anos 50/60/70 por outras razões, mas que no fundo são sempre as mesmas, procurar o pão.
Antes 'conquistávamos' terras aos infiéis, dizia-se. Conquistamos Malaca lá no Oriente que nos foi bem mais fácil do que conquistar a liberdade dentro do rectângulo.
Desabafamos muito, queixamo-nos mas continuamos "uma coelheira obediente".
O País perde os seus homens, as suas mulheres, as suas crianças. Bebe do medo.
Vivemos um tempo de destruição total.
Políticos arrogantes e corruptos.
O povo esperando o D. Sebastião com uma saudade não do passado mas de um sonho que não se realizou.
Continuamos suspensos neste imenso nevoeiro que tapa tudo, que não nos deixa enxergar sempre a tentar a sobrevivência para não naufragarmos, sempre entre estes dois pólos, o naufrágio e a sobrevivência.
Quem não se contenta com este destino só lhe resta o suicídio ou partir, mas partir para onde?
Estamos cansados de tanta miragem, depois de descobrirmos o mundo ficamos cansados para sempre.
Este povo quase que não se indigna apenas por cansaço, muito cansaço.
O egoísmo venceu o amor e a fantasia para muitos tornou-se a realidade como alimento necessário.
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