quinta-feira, 30 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
UM DIA TRISTE E HÚMIDO SE APRESENTA
Os dias da "liberdade" andam em desacordo comigo.
Não tenho tempo para discutir com eles, contemplo-os apenas com o sorriso irónico de quem não está disposta a melindrar-se.
Dias de direita é o que são, coligam-se sempre para me lixar, prometem-me sol, mas quando chega o momento de o usufruir, negam-no.
Estou para aqui entre o sai e não sai no meu dia da liberdade, esta humidade e fealdade matinais desagregam-me, fazem-me sombra.
Estes dias estão a ter domínio absolutista sobre mim.
Ajustar-me a estes dias não me tem sido fácil. Sinto-me uma espécie de estrangeirada nesta "liberdade" a conta-gotas.
Não consegui ainda a máscara. Não criei aquela superfície que reveste as pessoas a partir duma dada idade, aquela segunda pele que protege a sensibilidade.
Tantos encontrões a vida me deu mas mesmo assim não adquiri a máscara.
Sou diferente, não há dúvida.
Temos que suportar a existência e só o conseguimos com as ilusões que criamos, as mentiras que a amparam.
É imperioso embeber a realidade em sonho para dela nos afastarmos.
É assim desde sempre.
Quando pego no papel e na caneta sei que é uma meia medida que me ajuda sempre ao êxito de tomar a outra meia.
VOU SAIR.
Não tenho tempo para discutir com eles, contemplo-os apenas com o sorriso irónico de quem não está disposta a melindrar-se.
Dias de direita é o que são, coligam-se sempre para me lixar, prometem-me sol, mas quando chega o momento de o usufruir, negam-no.
Estou para aqui entre o sai e não sai no meu dia da liberdade, esta humidade e fealdade matinais desagregam-me, fazem-me sombra.
Estes dias estão a ter domínio absolutista sobre mim.
Ajustar-me a estes dias não me tem sido fácil. Sinto-me uma espécie de estrangeirada nesta "liberdade" a conta-gotas.
Não consegui ainda a máscara. Não criei aquela superfície que reveste as pessoas a partir duma dada idade, aquela segunda pele que protege a sensibilidade.
Tantos encontrões a vida me deu mas mesmo assim não adquiri a máscara.
Sou diferente, não há dúvida.
Temos que suportar a existência e só o conseguimos com as ilusões que criamos, as mentiras que a amparam.
É imperioso embeber a realidade em sonho para dela nos afastarmos.
É assim desde sempre.
Quando pego no papel e na caneta sei que é uma meia medida que me ajuda sempre ao êxito de tomar a outra meia.
VOU SAIR.
domingo, 26 de abril de 2015
VISTAS SURPREENDIDAS
Duma maneira geral, levamos tempo a compreender. Satirizamos, muitos de nós o fazem, mas a questão da compreensão propriamente dita, continua lenta.
Há em muitos uma negação que não passa dum simples desdobramento daquilo em que acreditam sem saberem.
Muitos de nós têm ocasos de alma, outros nem isso, nem param para que tal aconteça.
A uns governa a vontade indomável de ser do contra sempre a outros, são os intuitos do combate e de demolição que os regem. Outros ainda, são fogos de artifício e às vezes atingem o alvo.
Convicta estou que mesmo que não sejamos uns génios na análise, uns prodígios da palavra, temos por obrigação desarticular as personagens da comédia nacional transformando-os em seres grotescos que é o que são, de facto.
Os que vêem melhor, os mais lúcidos, os que ainda têm energia devem acusar com ímpeto o que está mal. Continuo a entender que acusando o que está mal se cumpre um dever.
Por vezes temos que nos defender de nós próprios porque as decepções são muitas e podem levar-nos a dizer e, mesmo, a pensar coisas que não devíamos.
Cada um de nós é muitos. Ocupamos vários papéis na vida e nem sempre é fácil não os baralharmos.
Temos, no entanto, um que nos é favorito.
O meu já o descobri há muito, é fazer de advogada do diabo, ver o reflexo, saber que a minha razão não é absoluta.
Não, não sou o médico de Ibsen.
Há em muitos uma negação que não passa dum simples desdobramento daquilo em que acreditam sem saberem.
Muitos de nós têm ocasos de alma, outros nem isso, nem param para que tal aconteça.
A uns governa a vontade indomável de ser do contra sempre a outros, são os intuitos do combate e de demolição que os regem. Outros ainda, são fogos de artifício e às vezes atingem o alvo.
Convicta estou que mesmo que não sejamos uns génios na análise, uns prodígios da palavra, temos por obrigação desarticular as personagens da comédia nacional transformando-os em seres grotescos que é o que são, de facto.
Os que vêem melhor, os mais lúcidos, os que ainda têm energia devem acusar com ímpeto o que está mal. Continuo a entender que acusando o que está mal se cumpre um dever.
Por vezes temos que nos defender de nós próprios porque as decepções são muitas e podem levar-nos a dizer e, mesmo, a pensar coisas que não devíamos.
Cada um de nós é muitos. Ocupamos vários papéis na vida e nem sempre é fácil não os baralharmos.
Temos, no entanto, um que nos é favorito.
O meu já o descobri há muito, é fazer de advogada do diabo, ver o reflexo, saber que a minha razão não é absoluta.
Não, não sou o médico de Ibsen.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
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