segunda-feira, 4 de maio de 2015
DISCRIÇÃO OU MORCEAU
Chamam-lhe assim.
Continuo a olhar para as árvores, para o rio e para as velhas casas, prefiro as que me contem coisas vetustas de guerras esquecidas.
As pessoas são engraçadas e julgam-se usar da superioridade quando utilizam a ferramenta de discrição e lembro-me da rábula da Ivone Silva, actriz de teatro de comédia, que dizia "com um vestido preto nunca me comprometo".
Procuram maneiras discretas de serem aceites pela sociedade facebookiana, esse templo de todas as vaidades.
Aí, como na vida real, tentam explicar frases laudatórias como clarins adiante dos triunfadores.
Pessoas aos bocados. Morceaux!
Pomposamente tentam ensinar gentes várias dizendo-se que não são isto nem aquilo nem aqueloutro.
Criam várias personagens.
Frases vagas, convencionais, como se estivessem num qualquer clube de diplomatas.
Mendigos da ignorância são na sua grande maioria, mas como excelentes copiadores travestem-se de sábios para levarem com o like na cabeça.
E pronto ficam com a sua estradinha romana e a sua tabuleta, invocando Apolo ou Afrodite.
Reunem os pagens favoritos.
Grande gente!
A minha gata torna-se superior a lamber o pêlo.
Continuo a olhar para as árvores, para o rio e para as velhas casas, prefiro as que me contem coisas vetustas de guerras esquecidas.
As pessoas são engraçadas e julgam-se usar da superioridade quando utilizam a ferramenta de discrição e lembro-me da rábula da Ivone Silva, actriz de teatro de comédia, que dizia "com um vestido preto nunca me comprometo".
Procuram maneiras discretas de serem aceites pela sociedade facebookiana, esse templo de todas as vaidades.
Aí, como na vida real, tentam explicar frases laudatórias como clarins adiante dos triunfadores.
Pessoas aos bocados. Morceaux!
Pomposamente tentam ensinar gentes várias dizendo-se que não são isto nem aquilo nem aqueloutro.
Criam várias personagens.
Frases vagas, convencionais, como se estivessem num qualquer clube de diplomatas.
Mendigos da ignorância são na sua grande maioria, mas como excelentes copiadores travestem-se de sábios para levarem com o like na cabeça.
E pronto ficam com a sua estradinha romana e a sua tabuleta, invocando Apolo ou Afrodite.
Reunem os pagens favoritos.
Grande gente!
A minha gata torna-se superior a lamber o pêlo.
domingo, 3 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
UM DIA TRISTE E HÚMIDO SE APRESENTA
Os dias da "liberdade" andam em desacordo comigo.
Não tenho tempo para discutir com eles, contemplo-os apenas com o sorriso irónico de quem não está disposta a melindrar-se.
Dias de direita é o que são, coligam-se sempre para me lixar, prometem-me sol, mas quando chega o momento de o usufruir, negam-no.
Estou para aqui entre o sai e não sai no meu dia da liberdade, esta humidade e fealdade matinais desagregam-me, fazem-me sombra.
Estes dias estão a ter domínio absolutista sobre mim.
Ajustar-me a estes dias não me tem sido fácil. Sinto-me uma espécie de estrangeirada nesta "liberdade" a conta-gotas.
Não consegui ainda a máscara. Não criei aquela superfície que reveste as pessoas a partir duma dada idade, aquela segunda pele que protege a sensibilidade.
Tantos encontrões a vida me deu mas mesmo assim não adquiri a máscara.
Sou diferente, não há dúvida.
Temos que suportar a existência e só o conseguimos com as ilusões que criamos, as mentiras que a amparam.
É imperioso embeber a realidade em sonho para dela nos afastarmos.
É assim desde sempre.
Quando pego no papel e na caneta sei que é uma meia medida que me ajuda sempre ao êxito de tomar a outra meia.
VOU SAIR.
Não tenho tempo para discutir com eles, contemplo-os apenas com o sorriso irónico de quem não está disposta a melindrar-se.
Dias de direita é o que são, coligam-se sempre para me lixar, prometem-me sol, mas quando chega o momento de o usufruir, negam-no.
Estou para aqui entre o sai e não sai no meu dia da liberdade, esta humidade e fealdade matinais desagregam-me, fazem-me sombra.
Estes dias estão a ter domínio absolutista sobre mim.
Ajustar-me a estes dias não me tem sido fácil. Sinto-me uma espécie de estrangeirada nesta "liberdade" a conta-gotas.
Não consegui ainda a máscara. Não criei aquela superfície que reveste as pessoas a partir duma dada idade, aquela segunda pele que protege a sensibilidade.
Tantos encontrões a vida me deu mas mesmo assim não adquiri a máscara.
Sou diferente, não há dúvida.
Temos que suportar a existência e só o conseguimos com as ilusões que criamos, as mentiras que a amparam.
É imperioso embeber a realidade em sonho para dela nos afastarmos.
É assim desde sempre.
Quando pego no papel e na caneta sei que é uma meia medida que me ajuda sempre ao êxito de tomar a outra meia.
VOU SAIR.
Subscrever:
Mensagens (Atom)