quinta-feira, 4 de junho de 2015
HOJE FUI À CAIXA DOS SAPATOS COM APONTAMENTOS DOS LIVROS LIDOS
E...
retirei:
Columbano(1857-1929) tinha o grande talento de colecionar distracções e de ir parar onde não devia
ir ou faltar onde devia estar, por troca de horas, esquecimento de nomes de ruas ou localidades, perda de horários de comboios, etc.
J. Ailland (1865.19279 - "Pensei e sempre penso que Portugal precisa de instrução e quantos mais livros vierem qualquer que seja a língua em que foram impressos, melhor será não o entender assim a ilustre mediocridade que então governava!! paciência.
João Barreira (1866-1961) - Júlio de Matos, Sampaio Bruno e Basílio Teles, foram seus companheiros de luta no Clube de Propaganda Democrática, Fundador da Revista de Ciências Naturais e Sociais.
João Barreira, médico e sociólogo, esteve na revolução de 31 de Janeiro, foi deputado às Constituintes, em todos os campos das Ciências, Letras e Artes deixando assinalada a sua presença como crítico e como criador (escreveu um tratado sobre feixes nervosos ou feixes psíquicos e intelectuais).
Manuel Teixeira Gomes (1867-1941) -"...No entanto viajo sem descanso - por paragens minhas conhecidas, bem entendido -; é mesmo o meu principal entretenimento; basta fechar os olhos e deixar que a memória e a imaginação trabalham de conserva"
"O que eu daria para poder ali voltar! Mas repito: já me não posso mexer. Estou reduzido a ser um Prometheu de ópera bufa, encadeado na rocha de Bougie, à falta de abutre roído pela próstata, que também é impecável."
retirei:
Columbano(1857-1929) tinha o grande talento de colecionar distracções e de ir parar onde não devia
ir ou faltar onde devia estar, por troca de horas, esquecimento de nomes de ruas ou localidades, perda de horários de comboios, etc.
J. Ailland (1865.19279 - "Pensei e sempre penso que Portugal precisa de instrução e quantos mais livros vierem qualquer que seja a língua em que foram impressos, melhor será não o entender assim a ilustre mediocridade que então governava!! paciência.
João Barreira (1866-1961) - Júlio de Matos, Sampaio Bruno e Basílio Teles, foram seus companheiros de luta no Clube de Propaganda Democrática, Fundador da Revista de Ciências Naturais e Sociais.
João Barreira, médico e sociólogo, esteve na revolução de 31 de Janeiro, foi deputado às Constituintes, em todos os campos das Ciências, Letras e Artes deixando assinalada a sua presença como crítico e como criador (escreveu um tratado sobre feixes nervosos ou feixes psíquicos e intelectuais).
Manuel Teixeira Gomes (1867-1941) -"...No entanto viajo sem descanso - por paragens minhas conhecidas, bem entendido -; é mesmo o meu principal entretenimento; basta fechar os olhos e deixar que a memória e a imaginação trabalham de conserva"
"O que eu daria para poder ali voltar! Mas repito: já me não posso mexer. Estou reduzido a ser um Prometheu de ópera bufa, encadeado na rocha de Bougie, à falta de abutre roído pela próstata, que também é impecável."
quarta-feira, 3 de junho de 2015
GRANDE PREOCUPAÇÃO PARA ALGUNS
Ultimamente tenho assistido a pessoas, algumas próximas, preocuparem-se com a futura reforma, não pelo vencimento que vão usufruir a partir daí, mas por algo que considero INCRÍVEL como preencher o tempo.
Gente de rotinas, têm horas para sair da cama, horas para tomar banho, horas para dizer mal do local de trabalho, horas para chegar a casa, tempo para dizerem que não têm tempo e que bom era estarem reformados e terem a possibilidade de gerir o seu tempo e depois disto tudo.......
o que vou fazer eu depois na reforma... como vou ocupar o tempo...
A falta de liberdade destas pessoas é total, LIBERDADE mesmo, não a que invocam tantas vezes.
Pensam em fazerem voluntariado, preencher todas as horas do dia, não ficarem com uma de sobra, para ficarem consigo próprias, para se encontrarem.
Dizem que faz bem à saúde, os 'especialistas' recomendam.
Invocam todos os alibis para justificarem o hábito adquirido de ser/estar prisioneiro/a.
Pessoas que têm MEDO do vazio, que desconhecem a energia do ócio.
Penso nesta gente lembrando-me dos robots e causam-me uma certa tristeza.
A propósito: o que vou fazer com o meu dia de liberdade? É hoje e é doloroso não ter condições para sacudir os meus anjos adormecidos, para fazer novas conquistas da minha sensibilidade, mas vou tentar, lá isso irei.
Estar só e o nada são tão saborosos para mim como estar numa boa companhia. Não sei explicar porquê ou talvez saiba, uma espécie de fluido encantatório, um sentimento único e admirável.
Gente de rotinas, têm horas para sair da cama, horas para tomar banho, horas para dizer mal do local de trabalho, horas para chegar a casa, tempo para dizerem que não têm tempo e que bom era estarem reformados e terem a possibilidade de gerir o seu tempo e depois disto tudo.......
o que vou fazer eu depois na reforma... como vou ocupar o tempo...
A falta de liberdade destas pessoas é total, LIBERDADE mesmo, não a que invocam tantas vezes.
Pensam em fazerem voluntariado, preencher todas as horas do dia, não ficarem com uma de sobra, para ficarem consigo próprias, para se encontrarem.
Dizem que faz bem à saúde, os 'especialistas' recomendam.
Invocam todos os alibis para justificarem o hábito adquirido de ser/estar prisioneiro/a.
Pessoas que têm MEDO do vazio, que desconhecem a energia do ócio.
Penso nesta gente lembrando-me dos robots e causam-me uma certa tristeza.
A propósito: o que vou fazer com o meu dia de liberdade? É hoje e é doloroso não ter condições para sacudir os meus anjos adormecidos, para fazer novas conquistas da minha sensibilidade, mas vou tentar, lá isso irei.
Estar só e o nada são tão saborosos para mim como estar numa boa companhia. Não sei explicar porquê ou talvez saiba, uma espécie de fluido encantatório, um sentimento único e admirável.
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