quarta-feira, 1 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Via isto no facebook também, às vezes sob a forma de verso
"É na água das minhas lágrimas que eu levo o esforço dos outros ao meu moinho. E eles fazem-me o jogo porque, se eu exploro a minha dor, real ou imaginária, também exploro a fácil piedade dos que, temendo a sua própria ruína, correm a socorrer-me para assim se tornarem credores também da compaixão alheia."
José Rodrigues Miguéis, in Diário Popular, 7 de Novembro de 1963
José Rodrigues Miguéis, in Diário Popular, 7 de Novembro de 1963
A EUROPA TEM MEDO DE FICAR SÓ COM A ALEMANHA E A FRANÇA
VERGONHOSO O QUE A EUROPA ESTÁ A PROPOR À GRÉCIA.
A EUROPA PRESSIONADA PELOS E.U. VAI FAZENDO PROPOSTAS DESONESTAS E CAMPANHA PELO SIM AO REFERENDO QUE O GOVERNO GREGO VAI FAZER AO POVO SOBRE A CONTINUIDADE OU NÃO NO EURO.
A EUROPA PRESSIONADA PELOS E.U. VAI FAZENDO PROPOSTAS DESONESTAS E CAMPANHA PELO SIM AO REFERENDO QUE O GOVERNO GREGO VAI FAZER AO POVO SOBRE A CONTINUIDADE OU NÃO NO EURO.
NÃO
A TRAGÉDIA GREGA VIROU TELENOVELA.
Ainda bem que assim é por um lado, porque toda a gente resolveu falar sobre o assunto.
Agora só falta pensar primeiro e falar depois
Entretanto outros há muito pensaram bem e disseram melhor
que me apeteceu relembrar
- Maiakovski, poeta russo escreveu, no início do século XX : Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Maiakovski (1893-1930)
- Depois Bertold Brecht escreveu:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram os desempregados
Mas como eu tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão me a levar a mim
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo. Já não há ninguém...
Bertold Brecht (1898-1956)
Ainda bem que assim é por um lado, porque toda a gente resolveu falar sobre o assunto.
Agora só falta pensar primeiro e falar depois
Entretanto outros há muito pensaram bem e disseram melhor
que me apeteceu relembrar
- Maiakovski, poeta russo escreveu, no início do século XX : Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Maiakovski (1893-1930)
- Depois Bertold Brecht escreveu:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram os desempregados
Mas como eu tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão me a levar a mim
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo. Já não há ninguém...
Bertold Brecht (1898-1956)
segunda-feira, 29 de junho de 2015
CONTINUANDO COM JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
de quem muito gosto e quase tudo li
"Poderia ele ter antes perguntado que obscuras amarras nos retêm assim o quadrilátero lusitano, cultivando a solidão e o anonimato: talvez desde sempre a politicagem - "todos d'el-rei" ou "todos" do partido" - à qual sacrificamos tudo: a lógica, a verdade, e - aí, sobretudo - a obra e a reputação. Não foi decerto por amor à terra que nos fizemos ao Mar: a fome, a injustiça e a ambição tiveram nisso algum papel. "
"Poderia ele ter antes perguntado que obscuras amarras nos retêm assim o quadrilátero lusitano, cultivando a solidão e o anonimato: talvez desde sempre a politicagem - "todos d'el-rei" ou "todos" do partido" - à qual sacrificamos tudo: a lógica, a verdade, e - aí, sobretudo - a obra e a reputação. Não foi decerto por amor à terra que nos fizemos ao Mar: a fome, a injustiça e a ambição tiveram nisso algum papel. "
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