Há pessoas que fazem os possíveis e até os impossíveis por se parecerem com todos os anúncios que veem.
A leviandade a proferir palavras, sentenças de morte sobre coisas sérias, profundas, como se de amendoins se tratasse, refiro-me aos números do desemprego, mas podia referir-me a tantas outras coisas que afectam a vida das pessoas duma forma, às vezes, fatal. Ontem, ouvi técnicos do IEFP a falarem, na televisão, sobre a forma como chegaram aos tais números do desemprego por volta dos 12%, consoante as semanas, sabendo nós que a verdade deve rondar quase os 40%, tinham perfeitamente um aspecto técnico-burlesco.
Tenho uma mágoa ardente que persiste dentro de mim: este país dói-me, a Europa dói-me, o mundo dói-me.
Por isso cada vez mais me quero nas coisas banais, nas coisas simples sem mais.
Acontece que nós, os que intelectualizamos o sofrimento humano, é-nos proibido ser simples, mas podemos, pelo menos, não o ignorar e lutar por aqueles que sofrem pacificamente vencidos.
Até morrer, quero que as gotas da chuva que perlam as ervas me façam o mesmo.
sábado, 8 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
O QUE EU SINTO AGORA
Agora o que sinto mesmo é uma necessidade de espairecer, de sair não digo de casa, de mim própria, é isso de mim própria.
como se fosse possível...
como se fosse possível...
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
ARRIVISTAS
São ambiciosos e trepam, trepam sempre à custa dos velhos militantes.
Prometem sempre o que não podem dar e sabem-no bem demais. Não hesitam em caluniar aqueles que lhes fazem sombra.
Passam a ser calculistas e muito prudentes e a gostar de louvaminheiros e partem sempre da dúvida para a certeza. Não são crédulos, começam por desconfiar lentamente, pacientemente de todos os que são honestos e desinteressados e mesmo quando confirmam que se enganaram posteriormente, mantêm-se sempre a duvidar, sempre admitindo que os seus receios vão-lhes dar um dia razão.
Prometem sempre o que não podem dar e sabem-no bem demais. Não hesitam em caluniar aqueles que lhes fazem sombra.
Passam a ser calculistas e muito prudentes e a gostar de louvaminheiros e partem sempre da dúvida para a certeza. Não são crédulos, começam por desconfiar lentamente, pacientemente de todos os que são honestos e desinteressados e mesmo quando confirmam que se enganaram posteriormente, mantêm-se sempre a duvidar, sempre admitindo que os seus receios vão-lhes dar um dia razão.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
o irrevogável
Há pessoas que são incapazes de analisar um poliedro, de observar as várias faces dum problema, ao ponto da sua última verdade parecer ser sempre a definitiva
Subscrever:
Mensagens (Atom)