sábado, 8 de agosto de 2015

QUERO

Há pessoas que fazem os possíveis e até os impossíveis por se parecerem com todos os anúncios que veem.
A leviandade a proferir palavras, sentenças de morte sobre coisas sérias, profundas, como se de amendoins se tratasse, refiro-me aos números do desemprego, mas podia referir-me a tantas outras coisas que afectam a vida das pessoas duma forma, às vezes, fatal. Ontem, ouvi  técnicos do IEFP  a falarem, na televisão, sobre a forma como chegaram aos tais números do desemprego por volta dos 12%, consoante as semanas, sabendo nós que a verdade deve rondar quase os 40%,  tinham perfeitamente um aspecto técnico-burlesco.
Tenho uma mágoa ardente que persiste dentro de mim: este país dói-me,  a Europa dói-me, o mundo dói-me.
Por isso cada vez mais me quero nas coisas banais, nas coisas simples  sem mais.
Acontece que nós, os que intelectualizamos o sofrimento humano, é-nos proibido ser simples, mas podemos, pelo menos, não o ignorar e lutar por aqueles que sofrem pacificamente vencidos.
Até morrer, quero  que as gotas da chuva que perlam as ervas me façam o mesmo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

É A VIDA


O QUE EU SINTO AGORA

 Agora o que sinto mesmo  é uma necessidade de espairecer, de sair não digo de casa, de mim própria, é isso de mim própria.




como se fosse possível...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

sou linda


O MEU CROCODILO

 
TREPA PELA PAREDE ASSUSTADO COM TANTOS BARCOS QUE PASSAM NO RIO

ARRIVISTAS

São ambiciosos e trepam, trepam sempre à custa dos velhos militantes.
Prometem sempre o que não podem dar e sabem-no bem demais. Não hesitam em caluniar aqueles que lhes fazem sombra.
Passam a ser calculistas e muito prudentes e a gostar de louvaminheiros e partem sempre da dúvida para a certeza. Não são crédulos, começam por desconfiar lentamente, pacientemente de  todos os que são honestos e desinteressados e mesmo quando confirmam que se enganaram posteriormente, mantêm-se sempre a duvidar, sempre admitindo que os seus receios vão-lhes dar um dia razão.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

o irrevogável

Há pessoas que são incapazes de analisar um poliedro, de observar as várias faces dum problema, ao ponto da sua última verdade  parecer ser sempre a definitiva