Não aos debates malévolos dos canais de televisão perdidos, afugentados pelos diabos e fosforescando os espíritos mais tenros e amedrontados.
Como gostava de me impregnar dum desprendimento monástico, dum não sofrimento, de me sentir fofa neste vivido não sofrido.
Não seria credulidade, apenas aninhar-me numa sinceridade imaculada.
Mas não é assim, parece que estou sempre a desenvolver o novelo da enorme tragédia em que este mundo se tornou, tombo umas vezes outras, luto até à última gota de sangue, pela simples razão que a doença do foro ortopédico que me ataca não me deixa concretizar a minha ideia-mater, síntese de todas as outras, tem que se lutar sempre, até para conquistarmos uma caixa de fósforos, dizia-me o meu pai, é preciso ir à luta.
Sempre que vejo uma vítima, uma injustiça, não tenho tão pouco, tempo para apalpar os pulsos, apetece-me ir à luta.
Não, não fugi ao meu juramento, não porque goste da frase francesa "tenir son serment" como dizia o meu avô, hoje estão todos presentes, mas porque gosto de cumprir a minha palavra e essa foi dada de mim para mim.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
SAÍU DA PRISÃO O EX-PM JOSÉ SÓCRATES
e agora o psdêzinho já pode dizer que o banqueiro e o ex-PM estão em igualdade de circunstâncias mas NUNCA, NUNQUINHA A JUSTIÇA FOI SEMELHANTE PARA UM E PARA OUTRO.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
CURTOS RACIOCÍNIOS
Assiste-se dia a dia ao retrocesso esmagador do Homem no seu valor real. É uma besta livre à solta.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
O ZERO
Há dias em que vemos tudo sem névoa, mesmo que a neblina seja intensa.
Vemos que envelhecemos irreversivelmente, que os sonhos não dão frutos. Vemos que todos os conflitos se agravam e as dúvidas também.
Há uma espécie de estrídulos apitos na nossa cabeça que tal como uma máquina de calcular das antigas nos vá acrescentando parcelas às perdas. Sentimo-nos um zero à esquerda da vírgula, tanta luta, tanto cansaço e apenas uma gota de melancolia, aquela melancolia nacional.
Vemos que envelhecemos irreversivelmente, que os sonhos não dão frutos. Vemos que todos os conflitos se agravam e as dúvidas também.
Há uma espécie de estrídulos apitos na nossa cabeça que tal como uma máquina de calcular das antigas nos vá acrescentando parcelas às perdas. Sentimo-nos um zero à esquerda da vírgula, tanta luta, tanto cansaço e apenas uma gota de melancolia, aquela melancolia nacional.
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