combologui de 33 nódulos - os rosários gregos e turcos
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
DIAS HÁ...
Passei dum livro do universo de Kafka para um livro de viagens, no caso a Espanha. Porquê?
Poderia dizer que foi o tamanho, o anterior tinha 589 páginas, este é bem mais pequeno.
Costumo dizer que são os livros que me escolhem e não eu a eles e é verdade, senão eu não retirava um da mesa em vez do outro. Que selecção é feita? Foram eles que me seleccionaram o momento, começo a ter a certeza. Os livros são os meus maiores amigos, aqueles com quem passo melhores momentos, a seguir ou em paralelo, as minhas queridas árvores, nunca me lançam um olhar impessoal, olham para mim de frente e dizem o que têm a dizer, sempre foi assim entre nós.
Elas sabem que eu não gosto das pessoas sem imaginação, embora não as leve muito a sério, senão o cortejo não acabaria, elas sabem da forma como eu sinto as dores, as minhas e as dos outros.
As minhas amigas árvores sabem tudo de mim, são como os meus cães, sabem tudo de mim, os livros amigos são mais para conversar, beber um copo, horas de conversa, com as amigas árvores, escutamos o silêncio, sabemos tudo umas das outras ficamos assim quietinhas, muito quietinhas, cúmplices mesmo.
Elas sabem que há dias em que estamos tão tristes, mas tão tristes que tudo nos dói. Mesmo ouvindo o zumbido dos insectos à nossa volta e a olhar para as formigas no chão, continuamos ali, aninhadas num silêncio, num silêncio de amor.
Poderia dizer que foi o tamanho, o anterior tinha 589 páginas, este é bem mais pequeno.
Costumo dizer que são os livros que me escolhem e não eu a eles e é verdade, senão eu não retirava um da mesa em vez do outro. Que selecção é feita? Foram eles que me seleccionaram o momento, começo a ter a certeza. Os livros são os meus maiores amigos, aqueles com quem passo melhores momentos, a seguir ou em paralelo, as minhas queridas árvores, nunca me lançam um olhar impessoal, olham para mim de frente e dizem o que têm a dizer, sempre foi assim entre nós.
Elas sabem que eu não gosto das pessoas sem imaginação, embora não as leve muito a sério, senão o cortejo não acabaria, elas sabem da forma como eu sinto as dores, as minhas e as dos outros.
As minhas amigas árvores sabem tudo de mim, são como os meus cães, sabem tudo de mim, os livros amigos são mais para conversar, beber um copo, horas de conversa, com as amigas árvores, escutamos o silêncio, sabemos tudo umas das outras ficamos assim quietinhas, muito quietinhas, cúmplices mesmo.
Elas sabem que há dias em que estamos tão tristes, mas tão tristes que tudo nos dói. Mesmo ouvindo o zumbido dos insectos à nossa volta e a olhar para as formigas no chão, continuamos ali, aninhadas num silêncio, num silêncio de amor.
sábado, 19 de setembro de 2015
UM DIA ESQUECIDO PELO TEMPO
Daqui a 40 anos não estou cá.
Daqui a 20 anos se estiver sou velha e gagá.
É mais fácil imaginar o que existe além do universo.
Temos que aceitar os factos consumados e os factos são: estou viva e não faço o que quero. Vou sobrevivendo, apenas isso.
Ouço música e penso, se calhar em demasia e como Tolstoi disse: a felicidade é uma alegoria, a infelicidade uma saga.
Um dia de descanso transforma-se num mundo esquecido pelo tempo.
Daqui a 20 anos se estiver sou velha e gagá.
É mais fácil imaginar o que existe além do universo.
Temos que aceitar os factos consumados e os factos são: estou viva e não faço o que quero. Vou sobrevivendo, apenas isso.
Ouço música e penso, se calhar em demasia e como Tolstoi disse: a felicidade é uma alegoria, a infelicidade uma saga.
Um dia de descanso transforma-se num mundo esquecido pelo tempo.
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