sexta-feira, 30 de outubro de 2015

LUTO

Fazer um luto é muito difícil, duma mãe muito mais ainda.
Tentar eu tento, querida mãe, mas dói muito. O meu coração está preto e a cabeça cinzento escuro.






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BOM DIa MÃE

QUE ESTÁS NO CÉU

domingo, 25 de outubro de 2015

A RUÍNA

A maioria dos portugueses usa a lisonja como vulgar ofício.
A sociedade portuguesa continua em ruínas, todos ou quase todos quiseram ser ricos, foram arrastados para serem proprietários, assim é que é. Tornaram-se pedantes em detrimento da ambição de mais e melhores saberes.
Hoje toda a gente ou quase toda, critica toda a gente mas poucos colaboram numa sociedade melhor, mais justa a todos os níveis, nas suas células sociais, trabalho, rua, cidade, vila ou aldeia.
As pessoas, duma maneira geral, exigem dos outros tudo aquilo que não fazem nem querem fazer. São soberbas, os mais soberbos são os grandes que perseguem os pequenos e já muitos pequenos os imitam.
O proletariado deixou de existir praticamente e quando isso acontece, a luta de classes entra em crise.
Ao capitalismo interessa que deixem de haver proletários, produção, fábricas e por isso terceirizaram este país. Portugal tornou-se um país de serviços.
A globalização ao serviço do grande capital facilitou mais ainda esta situação.

sábado, 24 de outubro de 2015

ADMIRADA ESTOU POR SE ADMIRAREM

Quando veremos este povo menos resignado? Com categoria moral?
Não percebo se há algum segredo quando as pessoas se admiram com o que o PR diz e faz?
Esta artificialidade em que as pessoas se movem causa-me estranheza.
O que esperavam de Cavaco Silva? Não perceberam que é um homem colérico e odioso, que sempre esperou brandir a pena como uma serpente, urdindo intrigas, que não desperdiça a oportunidade de perseguir quem não gosta, um homem sem pudor (viu-se nas acções que comprou ao seu amigo do BPN, no Pavilhão Atlântico que transacionou para o genro por preço abaixo do custo, nas mentiras que urdiu ao PM Sócrates, etc.).Qual a utilidade que este personagem teve para o país?
O seu talento tem sido aproveitado sempre em proveito do capital. Nunca achou justo defender o povo, os mais desfavorecidos.
Enquanto PM também sempre procedeu nessa conformidade.
Como e porquê, então, aguardam dele uma atitude diferente face ao actual momento político?
Um político que sempre deu preferência aos mercados em detrimento das pessoas , que nos ajudou a afundar nos anos 80 com as suas ideias de novo riquismo.
Um político que usa a sua sinceridade para entregar as nossas riquezas ao capital estrangeiro, um político que se diz não político e que vive sempre à custa do carreirismo político, que nos deixa submergir, que não assume qualquer responsabilidade e que diz ter a certeza sobre tudo, um homem que não rompe com o seu passado salazarento pode, de algum modo, incutir respeito e confiança?
Porque há então este simulacro de muitos a esperarem o que quer que seja desta personagem?
Só pode ser bluff o que   dizem sobre o Sr. PR dizendo que devia ter  dito isto e aquilo e feito aqueloutro.
Um homem que promulga a austeridade ao seu povo, que o expõe a um sudário de adversidades para suportar, que contribui conjuntamente  com os seus amigos banqueiros, empresários e políticos para o retrocesso duma sociedade é alguma vez digno de alguma esperança que recaia sobre ele?
A austeridade é um meio hábil para culpabilizar o povo e obter dele a docilidade prevista.
Porque magia algumas pessoas esperavam/esperam dele o que quer que seja?
Um mau carácter é e será sempre um mau carácter, convencida disso estou.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SERÁ O DESTINO?

Há dias em que nos acontecem coisas estranhas.
Ontem foi um deles, passo a explicar:
Dirigi-me a um gabinete de estética desconhecido e quem me atendeu a prestar o serviço de manicure foi uma ucraniana, sua proprietária. Enquanto me arranjava as unhas ia-me fazendo um diagnóstico clínico sem para isso ter sido solicitada.
Eu ouvi-a com atenção e perplexidade.
Dizia-me ela a certa altura: sofre de fibromialgia. Não perguntava, afirmava. Nunca perguntava nada, só afirmava.
Eu lá ia respondendo, conforme me vinham à cabeça as respostas, mais ou menos inteligentes ou distraídas. A esta respondi, sem obrigação para tal, já que não me era perguntado apenas dito, que essa maleita ainda não estava na ementa e que não gostaria de a 'comprar'.
Olhou para mim, desconfiada, e disse: pois é, mas é a sua principal doença (nesta altura já me pintava as unhas, pensando eu que seria a minha sorte, caso contrário seria diagnosticada de mais umas tantas doenças e que no momento em que me encontro  estariam de todo a mais.
No final do serviço prestado, perguntei-lhe quanto devia pela 'consulta', ao que me respondeu: Sou médica mas pelas unhas só lhe cobro 5,50E.
E foi assim.


PS: há cerca de três semanas marquei uma consulta para saber se sofria de fibromialgia. Ela desconhecia tal facto.

QUISERA EU...

Quisera eu fazer da minha dor um poema. Este é um conceito muito anterior à sublimação freudiana.
 
 
 
mas não sou poeta, apenas viajo por estados de alma e ainda consigo abraçar alguns bem amáveis