quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
É TEMPO DE NATAL
Todos os anos se repete. As pessoas desejam Boas Festas, umas às outras, já com muito menos convicção do que antigamente.
Deseja-se que o Novo Ano seja melhor do que o anterior, sabendo à priori, que tudo vai piorar, que os preços aumentarão que as guerras continuarão, que o capitalismo selvagem regurgitará, que o Daesh continuará a afirmar-se como um estado nazi aproveitando o fornecimento de armas dos países que se dizem contra ele.
Os povos, duma maneira geral, aqueles que contribuem duma maneira ou de outra para este 'status quo' do mundo não sabe como são regidos, porque escutam os poderes instituídos através da imprensa, falada e escrita, que é sua pertença e os sustenta, reproduzindo a legitimidade que os executivos não possuem.
No caso português nem uma imprensa especializada possuímos como por exemplo e, para apenas falar nos vizinhos de Espanha têm, os "Cuadernos para el Diálogo", a "Revista de Estudios Políticos" ou a "Câmbio-16".
A minha cabeleireira vota PSD e diz-se 'revolucionária', isto é, contra este estado de coisas. Está contra o desemprego, contra os despejos efectuados pelos Bancos, a pobreza medonha, a corrupção, a emigração em massa e então por isso vota PSD, para haver uma mudança efectiva porque já que fizemos tantos esforços para isto mudar, agora continuávamos até melhorar.
Reclama novas eleições já que o povo pensa como ela e votou da mesma maneira.
Tentei explicar-lhe que a Constituição, a lei de todas as leis, não diz isso, diz antes que os votos dos eleitores são para eleger a composição das A.R. e não o P.M. retorquindo-me com a questão que se assim fosse, não vinha tanta gente importante e esclarecida à televisão dizer o contrário.
A propósito disso, já comprei uma Constituição Portuguesa e vou-lha oferecer de prenda de Natal com o objectivo de clarificar as dúvidas que possui. É evidente que os caciques locais com o padre à cabeça, legitimam estas posições de gente em que o seu único saber provém da televisão e do que nela ouve.
As pessoas estão contra a ideia de que o Natal deve ser apenas uma vez por ano e não para toda a gente, acham que os governos devem ajudar a que não haja tanta exclusão social, tanta emigração, tanta pobreza, no entanto votam PSD/CDS como acreditam que o clube de futebol da sua preferência vá ganhar o campeonato ou que o seu familiar que está a ser corroído por um cancro não morra se forem a Fátima a pé.
Acreditam da mesma forma e pelas mesmas razões, fado e fé, fé e fado, que o Governo que lá esteve anteriormente e que anunciou empobrecer o país e ir para além da troika como foi, fizesse tudo por bem e com mais uns sacrifícios nos safássemos, caso contrário todos aqueles senhores da televisão não o afirmariam tão categoricamente.
Se eles dizem e ninguém desmente é porque têm razão, é assim mais ou menos como o calcitrin que toda a gente diz que lhe faz muito bem porque o tomaram.
Os desejos de Bom Natal é assim uma espécie de árvore de Natal com muitas embalagens de calcitrin como a Simone de Oliveira propunha.
Boas Festas então, basta acreditar.
A minha pergunta é muito simples: quem nos protege dos partidos políticos corruptos, quem nos protege dos Natais consumistas e sem qualquer valor de renovação?
Deseja-se que o Novo Ano seja melhor do que o anterior, sabendo à priori, que tudo vai piorar, que os preços aumentarão que as guerras continuarão, que o capitalismo selvagem regurgitará, que o Daesh continuará a afirmar-se como um estado nazi aproveitando o fornecimento de armas dos países que se dizem contra ele.
Os povos, duma maneira geral, aqueles que contribuem duma maneira ou de outra para este 'status quo' do mundo não sabe como são regidos, porque escutam os poderes instituídos através da imprensa, falada e escrita, que é sua pertença e os sustenta, reproduzindo a legitimidade que os executivos não possuem.
No caso português nem uma imprensa especializada possuímos como por exemplo e, para apenas falar nos vizinhos de Espanha têm, os "Cuadernos para el Diálogo", a "Revista de Estudios Políticos" ou a "Câmbio-16".
A minha cabeleireira vota PSD e diz-se 'revolucionária', isto é, contra este estado de coisas. Está contra o desemprego, contra os despejos efectuados pelos Bancos, a pobreza medonha, a corrupção, a emigração em massa e então por isso vota PSD, para haver uma mudança efectiva porque já que fizemos tantos esforços para isto mudar, agora continuávamos até melhorar.
Reclama novas eleições já que o povo pensa como ela e votou da mesma maneira.
Tentei explicar-lhe que a Constituição, a lei de todas as leis, não diz isso, diz antes que os votos dos eleitores são para eleger a composição das A.R. e não o P.M. retorquindo-me com a questão que se assim fosse, não vinha tanta gente importante e esclarecida à televisão dizer o contrário.
A propósito disso, já comprei uma Constituição Portuguesa e vou-lha oferecer de prenda de Natal com o objectivo de clarificar as dúvidas que possui. É evidente que os caciques locais com o padre à cabeça, legitimam estas posições de gente em que o seu único saber provém da televisão e do que nela ouve.
As pessoas estão contra a ideia de que o Natal deve ser apenas uma vez por ano e não para toda a gente, acham que os governos devem ajudar a que não haja tanta exclusão social, tanta emigração, tanta pobreza, no entanto votam PSD/CDS como acreditam que o clube de futebol da sua preferência vá ganhar o campeonato ou que o seu familiar que está a ser corroído por um cancro não morra se forem a Fátima a pé.
Acreditam da mesma forma e pelas mesmas razões, fado e fé, fé e fado, que o Governo que lá esteve anteriormente e que anunciou empobrecer o país e ir para além da troika como foi, fizesse tudo por bem e com mais uns sacrifícios nos safássemos, caso contrário todos aqueles senhores da televisão não o afirmariam tão categoricamente.
Se eles dizem e ninguém desmente é porque têm razão, é assim mais ou menos como o calcitrin que toda a gente diz que lhe faz muito bem porque o tomaram.
Os desejos de Bom Natal é assim uma espécie de árvore de Natal com muitas embalagens de calcitrin como a Simone de Oliveira propunha.
Boas Festas então, basta acreditar.
A minha pergunta é muito simples: quem nos protege dos partidos políticos corruptos, quem nos protege dos Natais consumistas e sem qualquer valor de renovação?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
ESPERAMOS SEMPRE PEQUENOS SINAIS
Esperamos sempre pequenos sinais do que dizemos, do que fazemos, da nossa passagem pelo mundo, que não chegam nunca.
A vida é um jogo que a maioria de nós não sabe jogar.
O mundo é opaco.
Todos os dias estamos a ser enganados com imagens primeiramente, seguidas de descrições que se baseiam em não factos, isto é, factos inventados.
Enganam-nos com verdades únicas, com certezas herméticas, distanciadas.
Ocupamos um espaço físico e somos rodeados de realidades circundantes, mas por vezes somos rodeados de realidades circundantes, somos apenas um título, uma evocação, um eco.
Muitos de nós continuam a fazer fugas em frente para não analisar o passado, dando conta dos erros cometidos que poderiam até cravar-se no corpo como se de espinhos se tratasse.
Outros praticam o método das rupturas, evitando os acontecidos.
A vida tem de ter muita poesia, não se pode evitar. A poesia encontra-se no caminho, mas muitas vezes, vezes demais, fugimos-lhe, evitamos intuições, estranhamos sentidos, tropeçamos para a evitar.
Chegamos a certa altura que mesmo que não queiramos o saldo faz-nos. É o tempo do balanço, dos saldos das perdas e dos danos.
Num poema do Rui Pires Cabral lê-se- "Entre o medo e a esperança/procuramos a nossa incerta morada", é exactamente isto que acontece, a certa altura percebemos que tudo é incerto, que afinal estivemos aqui numa pequena viagem a esperar sempre os pequenos sinais que nunca aparecem, afinal faz parte desta continuação de viagem, mas a sensação hedonista, essa fica.
Será que pedimos muito à vida e que ela não nos retribuiu, ou não?
Há aquele resto de sensação, afinal eu quase não pedi nada mas mesmo assim tive menos ainda e a esperança aparece e desaparece, às vezes aparece ao nosso lado na mesma fotografia.
O segredo talvez consista em não a olharmos passados tempos para a não acharmos demasiado amarelecida.
A vida é um jogo que a maioria de nós não sabe jogar.
O mundo é opaco.
Todos os dias estamos a ser enganados com imagens primeiramente, seguidas de descrições que se baseiam em não factos, isto é, factos inventados.
Enganam-nos com verdades únicas, com certezas herméticas, distanciadas.
Ocupamos um espaço físico e somos rodeados de realidades circundantes, mas por vezes somos rodeados de realidades circundantes, somos apenas um título, uma evocação, um eco.
Muitos de nós continuam a fazer fugas em frente para não analisar o passado, dando conta dos erros cometidos que poderiam até cravar-se no corpo como se de espinhos se tratasse.
Outros praticam o método das rupturas, evitando os acontecidos.
A vida tem de ter muita poesia, não se pode evitar. A poesia encontra-se no caminho, mas muitas vezes, vezes demais, fugimos-lhe, evitamos intuições, estranhamos sentidos, tropeçamos para a evitar.
Chegamos a certa altura que mesmo que não queiramos o saldo faz-nos. É o tempo do balanço, dos saldos das perdas e dos danos.
Num poema do Rui Pires Cabral lê-se- "Entre o medo e a esperança/procuramos a nossa incerta morada", é exactamente isto que acontece, a certa altura percebemos que tudo é incerto, que afinal estivemos aqui numa pequena viagem a esperar sempre os pequenos sinais que nunca aparecem, afinal faz parte desta continuação de viagem, mas a sensação hedonista, essa fica.
Será que pedimos muito à vida e que ela não nos retribuiu, ou não?
Há aquele resto de sensação, afinal eu quase não pedi nada mas mesmo assim tive menos ainda e a esperança aparece e desaparece, às vezes aparece ao nosso lado na mesma fotografia.
O segredo talvez consista em não a olharmos passados tempos para a não acharmos demasiado amarelecida.
domingo, 13 de dezembro de 2015
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