sábado, 16 de janeiro de 2016
DIZEM QUE APRENDEMOS COM OS ERROS
Se aprendemos com os erros porque voltamos tantas vezes ao mesmo erro?
Porque as circunstâncias em que são cometidos são diferentes, pode ser um contributo para a compreensão desta questão.
Ouvimos dizer que a idade dá-nos a tal experiência de vida e que nos faz mais sábios.
Se assim fosse, as pessoas com mais idade deviam errar menos e saber mais, mas não é verdade 'tout court'.
Continua-se a errar com a idade e a repetir erros já cometidos.
A idade traz mais dúvidas, menos certezas, não por baralhação da informação, excluindo essa variável parasita, mas porque se viu mais mundo, portanto a tal 'sagesse' onde habita? Na informação acumulada? Nas dúvidas permanentes que já não criam insegurança?
Houve aqui uma deriva, se bem que tudo isto esteja interligado, comecei por falar dos erros e de regressar vezes sem conta ao longo das nossas vidas aos mesmos erros porque esta questão coloca-se quer nos indivíduos quer nos grupos.
Porque as circunstâncias em que são cometidos são diferentes, pode ser um contributo para a compreensão desta questão.
Ouvimos dizer que a idade dá-nos a tal experiência de vida e que nos faz mais sábios.
Se assim fosse, as pessoas com mais idade deviam errar menos e saber mais, mas não é verdade 'tout court'.
Continua-se a errar com a idade e a repetir erros já cometidos.
A idade traz mais dúvidas, menos certezas, não por baralhação da informação, excluindo essa variável parasita, mas porque se viu mais mundo, portanto a tal 'sagesse' onde habita? Na informação acumulada? Nas dúvidas permanentes que já não criam insegurança?
Houve aqui uma deriva, se bem que tudo isto esteja interligado, comecei por falar dos erros e de regressar vezes sem conta ao longo das nossas vidas aos mesmos erros porque esta questão coloca-se quer nos indivíduos quer nos grupos.
domingo, 10 de janeiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO MEU PAÍS
Admirável período este:
Barões assinalados oferecem-se a Sua Majestade, o Povo.
Contam o que são e o que não são os candidatos, hesitam entre a verdade e a mentira, sem distinguir a maioria das vezes, uma da outra.
Dizem que não ignoram a benevolência de Sua Majestade, o Povo, querendo enganá-lo por todas as formas e feitios.
São grandes em tudo, os melhores, os únicos a oferecer o peito às balas.
Filosofam sobre a verdade chegando ao ponto de dizer que a mesma pode ser mentira.
Todos são os maiores, todos são grandes, todos sabem tudo.
Só nos resta rir.
O povo votante, o que decide exercer o direito de voto, deve sentir-se confuso naquelas ideias entrechocadas apresentadas pelos candidatos.
As pessoas, duma maneira geral, nem a Constituição conhecem, não sabem para que serve um Presidente da República a não ser para gastar dinheiro aos contribuintes. Conhecem alguns Presidentes da República não qual a função da Presidência, quando se dignam ver os debates, apenas analisam os rostos, as fisionomias se têm pose altiva, mística, triste, alegre, o que levam vestido e por aí. Não conhecem as cabeças sensuais e virginais de Tintoreto, nem os papas pagãos de Rafael nem toda a Renascença italiana, mas enquanto não estiver decidido gostam de observar os olhares que são pasmados ou turvos e acabam por fazer, à sua maneira, o retrato deste período ímpar em Portugal.
Não conhecem o retrato do Constitucionalismo porque não conhecem o séc. XIX português, mas o Marcelo eles 'conhecem', pois então.
Barões assinalados oferecem-se a Sua Majestade, o Povo.
Contam o que são e o que não são os candidatos, hesitam entre a verdade e a mentira, sem distinguir a maioria das vezes, uma da outra.
Dizem que não ignoram a benevolência de Sua Majestade, o Povo, querendo enganá-lo por todas as formas e feitios.
São grandes em tudo, os melhores, os únicos a oferecer o peito às balas.
Filosofam sobre a verdade chegando ao ponto de dizer que a mesma pode ser mentira.
Todos são os maiores, todos são grandes, todos sabem tudo.
Só nos resta rir.
O povo votante, o que decide exercer o direito de voto, deve sentir-se confuso naquelas ideias entrechocadas apresentadas pelos candidatos.
As pessoas, duma maneira geral, nem a Constituição conhecem, não sabem para que serve um Presidente da República a não ser para gastar dinheiro aos contribuintes. Conhecem alguns Presidentes da República não qual a função da Presidência, quando se dignam ver os debates, apenas analisam os rostos, as fisionomias se têm pose altiva, mística, triste, alegre, o que levam vestido e por aí. Não conhecem as cabeças sensuais e virginais de Tintoreto, nem os papas pagãos de Rafael nem toda a Renascença italiana, mas enquanto não estiver decidido gostam de observar os olhares que são pasmados ou turvos e acabam por fazer, à sua maneira, o retrato deste período ímpar em Portugal.
Não conhecem o retrato do Constitucionalismo porque não conhecem o séc. XIX português, mas o Marcelo eles 'conhecem', pois então.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
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