António Costa deixou um dos mais fortes ataques a Passos Coelho para o final das intervenções iniciais dos partidos, no debate desta tarde do Orçamento do Estado (OE) para 2016. O primeiro-ministro disse que o momento "mais triste de todos foi ver o líder do PSD no Parlamento Europeu a levantar a voz não para defender Portugal mas para defender que a Comissão Europeia chumbasse o Orçamento de Portugal".
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
TUDO É POSSÍVEL COM OS POLÍTICOS QUE NOS 'GOVERNAM'
O primeiro-ministro afirmou que o momento mais triste a que assistiu durante o processo orçamental foi ver Passos Coelho a pedir à Comissão Europeia que chumbasse o orçamento português.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
IRANIANAS
Desde que vi um filme iraniano fiquei interessada neste tema, isto é, as mulheres iranianas.
Por causa do hadith, palavra de Maomé, elas não podem ser juízas, mas podem aceder ao lugar de ayatollah, o mais alto cargo do clero xiita.
Podem ser arquitectas, empresárias, ministras. O Parlamento tem nove deputadas, todas conservadoras.
Foi agora designada uma embaixadora, a primeira, Marzieh Afkham, que assumiu o lugar em Novembro de 2015, em Kuala Lampur.
Para casar, abrir conta bancária, herdar, viajar dependem do chefe de família.
Se se divorciarem, o juiz dará ou não autorização. Os filhos são-lhe confiados até aos dois anos sendo rapazes e sendo raparigas até aos sete. Em seguida, é o pai que terá a guarda mesmo que este a recuse.
Cerca de 30% exercem uma actividade profissional regular.
Nas universidades 60% são raparigas.
O Irão é o país que forma mais engenheiras diz Azadeh Kian, sublinhando que a primeira mulher que obteve em 2014, a medalha Fields, o equivalente ao prémio Nobel para as Matemáticas, Maryam Mirzakhani, é iraniana.
Apenas referi alguns números mas li algumas entrevistas com mulheres iranianas e fez-me lembrar de certa forma, os anos 60 e princípios de anos 70 em Portugal.
Confesso-me admiradora destas mulheres e sei que vão conseguir a sua liberdade.
Por causa do hadith, palavra de Maomé, elas não podem ser juízas, mas podem aceder ao lugar de ayatollah, o mais alto cargo do clero xiita.
Podem ser arquitectas, empresárias, ministras. O Parlamento tem nove deputadas, todas conservadoras.
Foi agora designada uma embaixadora, a primeira, Marzieh Afkham, que assumiu o lugar em Novembro de 2015, em Kuala Lampur.
Para casar, abrir conta bancária, herdar, viajar dependem do chefe de família.
Se se divorciarem, o juiz dará ou não autorização. Os filhos são-lhe confiados até aos dois anos sendo rapazes e sendo raparigas até aos sete. Em seguida, é o pai que terá a guarda mesmo que este a recuse.
Cerca de 30% exercem uma actividade profissional regular.
Nas universidades 60% são raparigas.
O Irão é o país que forma mais engenheiras diz Azadeh Kian, sublinhando que a primeira mulher que obteve em 2014, a medalha Fields, o equivalente ao prémio Nobel para as Matemáticas, Maryam Mirzakhani, é iraniana.
Apenas referi alguns números mas li algumas entrevistas com mulheres iranianas e fez-me lembrar de certa forma, os anos 60 e princípios de anos 70 em Portugal.
Confesso-me admiradora destas mulheres e sei que vão conseguir a sua liberdade.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
INGERÊNCIAS OCIDENTAIS NA LÍBIA
Veja-se apenas o caso da Líbia:
-Manuel Valls e François Hollande após os atentados de 13 de Novembro de 2015 em Paris falaram de uma nova intervenção internacional na Líbia, embora os assassinos fossem belgas e franceses e nunca tivessem estado na Líbia.
Nos dias 21 e 23 de Novembro de 2015, aviões Rafale descolaram do porta-aviões Charles de Gaulle e efectuaram voos de reconhecimento na cidade de Sirte.
Em 2011 os peritos em estratégia militar previam a queda do regime de Muammar Kadhafi e em alguns dias depois a chegada da democracia.
Cinco anos depois do Tratado do Atlântico Norte seria agora como que o terminar do trabalho, à semelhança do que aconteceu com os conservadores americanos para justificar a intervenção no Iraque em 2003.
-O diplomata alemão Martin Kobler, recém nomeado como representante do secretário-geral da ONU apega-se à formação dum governo de união nacional legitimada aos olhos do Conselho de Segurança.
CONVÉM LEMBRAR QUE NA LÍBIA HÁ DOIS PARLAMENTOS.
Em 17 de Dezembro em Marrocos assina-se um acordo de conciliação nacional entre os representantes dos dois Parlamentos líbios sob a égide da Organização das Nações Unidas(ONU) e assim em 19 de Janeiro foi designado um governo nacional com 32 ministros dirigido por um homem de negócios de Trípoli, Fayez Sarraj. Os especialistas que investigam a paz na Libia alertaram chamavam a atenção de estarem a obter um acordo sem ser validado pelo maior número dos partidos políticos líbios.
Agora verifique-se o que o alemão Kobler resolveu fazer:
Não quis saber de quem colocava questões a uma paz obtida desta forma e entendeu-se com o comandante chefe do exército nacional líbio que se opunha ao governo de Trípoli, dando-lhe garantias como chefe de estado-maior dos exércitos. Como no acordo inter-líbio de 17 de Dezembro que o futuro governo teria o direito de "requerer a assistência necessária das Nações Unidas, da comunidade internacional e das organizações regionais competentes", então em 23 de Dezembro a Resolução 2259 do Conselho de Segurança, adoptada por proposta britânica, ratificou-a, lembrando que A SITUAÇÃO NA LÍBIA CONSTITUI UMA AMEAÇA PARA A PAZ E A SEGURANÇA INTERNACIONAIS. O SEU ARTIGO 12 EXORTA OS ESTADOS A AJUDAR O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL O GOVERNO DE CONSENSO NACIONAL, A SEU PEDIDO, A LUTAR CONTRA AS AMEAÇAS QUE PESAM SOBRE A SEGURANÇA NA LÍBIA E A PRESTAR UM APOIO ACTIVO AO NOVO GOVERNO COM VISTA A VENCER A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ISLÂMICO, OS GRUPOS QUE LHE PRESTARAM FIDELIDADE, ANSAR AL-CHARIA E TODOS OS INDIVÍDUOS QUE OPERAM NA LÍBIA".
Assim estão lançadas as bases legais duma nova intervenção.
Entretanto a maioria dos políticos líbios consideram este acordo uma conspiração contra a Líbia e que é um acordo imposto pelo estrangeiro que não é conforme os princípios islâmicos.
Como a população está contra esta invasão estrangeira, vai-se filiando na OEI. Claro que os responsáveis políticos e militares ocidentais nada se preocupam com isso, consideram apenas que a guerra na Líbia se resolve em algumas semanas.
Esquecia-me de dizer o mais importante é que no golfo de Sirte existe muito petróleo, havendo aí várias milícias que fazem segurança às instalações petrolíferas, convém não esquecer ESTE PEQUENO PORMENOR.
....
resumo de vários artigos lidos sobre esta matéria incluindo a leitura do que pensa um antigo diplomata francês em Trípoli, Patrick Haimzadeh, autor da obra 'Au coeur de la Libye de Kadhafi'
-Manuel Valls e François Hollande após os atentados de 13 de Novembro de 2015 em Paris falaram de uma nova intervenção internacional na Líbia, embora os assassinos fossem belgas e franceses e nunca tivessem estado na Líbia.
Nos dias 21 e 23 de Novembro de 2015, aviões Rafale descolaram do porta-aviões Charles de Gaulle e efectuaram voos de reconhecimento na cidade de Sirte.
Em 2011 os peritos em estratégia militar previam a queda do regime de Muammar Kadhafi e em alguns dias depois a chegada da democracia.
Cinco anos depois do Tratado do Atlântico Norte seria agora como que o terminar do trabalho, à semelhança do que aconteceu com os conservadores americanos para justificar a intervenção no Iraque em 2003.
-O diplomata alemão Martin Kobler, recém nomeado como representante do secretário-geral da ONU apega-se à formação dum governo de união nacional legitimada aos olhos do Conselho de Segurança.
CONVÉM LEMBRAR QUE NA LÍBIA HÁ DOIS PARLAMENTOS.
Em 17 de Dezembro em Marrocos assina-se um acordo de conciliação nacional entre os representantes dos dois Parlamentos líbios sob a égide da Organização das Nações Unidas(ONU) e assim em 19 de Janeiro foi designado um governo nacional com 32 ministros dirigido por um homem de negócios de Trípoli, Fayez Sarraj. Os especialistas que investigam a paz na Libia alertaram chamavam a atenção de estarem a obter um acordo sem ser validado pelo maior número dos partidos políticos líbios.
Agora verifique-se o que o alemão Kobler resolveu fazer:
Não quis saber de quem colocava questões a uma paz obtida desta forma e entendeu-se com o comandante chefe do exército nacional líbio que se opunha ao governo de Trípoli, dando-lhe garantias como chefe de estado-maior dos exércitos. Como no acordo inter-líbio de 17 de Dezembro que o futuro governo teria o direito de "requerer a assistência necessária das Nações Unidas, da comunidade internacional e das organizações regionais competentes", então em 23 de Dezembro a Resolução 2259 do Conselho de Segurança, adoptada por proposta britânica, ratificou-a, lembrando que A SITUAÇÃO NA LÍBIA CONSTITUI UMA AMEAÇA PARA A PAZ E A SEGURANÇA INTERNACIONAIS. O SEU ARTIGO 12 EXORTA OS ESTADOS A AJUDAR O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL O GOVERNO DE CONSENSO NACIONAL, A SEU PEDIDO, A LUTAR CONTRA AS AMEAÇAS QUE PESAM SOBRE A SEGURANÇA NA LÍBIA E A PRESTAR UM APOIO ACTIVO AO NOVO GOVERNO COM VISTA A VENCER A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ISLÂMICO, OS GRUPOS QUE LHE PRESTARAM FIDELIDADE, ANSAR AL-CHARIA E TODOS OS INDIVÍDUOS QUE OPERAM NA LÍBIA".
Assim estão lançadas as bases legais duma nova intervenção.
Entretanto a maioria dos políticos líbios consideram este acordo uma conspiração contra a Líbia e que é um acordo imposto pelo estrangeiro que não é conforme os princípios islâmicos.
Como a população está contra esta invasão estrangeira, vai-se filiando na OEI. Claro que os responsáveis políticos e militares ocidentais nada se preocupam com isso, consideram apenas que a guerra na Líbia se resolve em algumas semanas.
Esquecia-me de dizer o mais importante é que no golfo de Sirte existe muito petróleo, havendo aí várias milícias que fazem segurança às instalações petrolíferas, convém não esquecer ESTE PEQUENO PORMENOR.
....
resumo de vários artigos lidos sobre esta matéria incluindo a leitura do que pensa um antigo diplomata francês em Trípoli, Patrick Haimzadeh, autor da obra 'Au coeur de la Libye de Kadhafi'
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