sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Georges Brassens - La Mauvaise Reputation (1952 -- 1954) [Integrale Edit...

ANÁLISE DUM ANALISTA FRANCÊS AO JYHADISMO

QUANDO OS JIHADISTAS ERAM NOSSO AMIGOS - DENIS SOUCHON

resumo:

. Abril-Maio 1975 - derrota estrondosa dos E.U. na Indochina

. Dezembro de 1981 - estado de emergência proclamado  na Polónia em seguimento da queda em cadeia dos países satélites da União Soviética. Nesta altura os E.U. fazem crer que Moscovo lançou uma grande ofensiva mundial.
Em África os recém independentes Angola e Moçambique dão uma ajuda.

. 1979 - invasão do Afeganistão pela União Soviética.
O combate dos mujahidines (combatentes da fé na jihad) afegãos vai ser visto como providencial para contrariar as ambições hegemónicas associadas à União Soviética. E, muitas vezes, será celebrado recorrendo ao registo da epopeia e muito se teria a dizer sobre isto.

Diz DS que passados 35 anos revistar o discurso dos franceses e não só permite avaliar até que ponto quase tudo o que outrora suscitava admiração quando estava em causa popularizar o combate contra o 'Império do Mal', a União Soviética segundo Ronald Reagan, se ter fonte de pavor.
Em 1980 e 1988, as proezas dos combatentes de fé contra o Exército Vermelho eram aplaudidas.
Na década seguinte, todos eles, talibãs, Al-Qaeda, OEI foram considerados fanáticos e loucos.
O jordano Abu Mussab Al-Zarkaui, considerado o pai da OEI, chegou ao Afeganistão quando o exército vermelho se retirava, em 1993. Ossama Bin Lada foi despachado pelos serviços  secretos sauditas para Peshawar no Paquistão, a fim de apoiar a luta dos mujahidines. O argelino Molkhtar Belmokhtar da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), partiu também para perseguir os aliados afegãos da União Soviética no fim da década de 1980.
Portanto enquanto estes grupos seguiram os desígnios estratégicos do Ocidente, eram apoiados.
A comunicação Social europeia e americana falou as suas motivações extremistas religiosas.

- 3 de Fevereiro de 1980, algumas semanas depois da intervenção militar da União Soviética no Afeganistão, Zhiggniew Brzezinski, conselheiro para as questões da segurança do presidente americano Jimmy Carter, desloca-se ao Paquistão- Dirigindo-se aos mujahidines refugiados do outro lado da fronteira, promete-lhes: "Esta terra, ali, é vossa. Um dia hão-de regressar a ela, porque o vosso combate vai triunfar: nessa altura vão reencontrar as vossas casas e as vossas mesquitas. A vossa causa é justa. Deus estado vosso lado"
O discurso mediático francês relativo ao Afeganistão vai então favorecer o objectivo geopolítico americano.

Os afegãos só têm armas, tanques,  helicópteros, etc porque os americanos lhas forneceram para combater os soviéticos.

. 1980 - "O que está a morrer em Cabul, sob a bota soviética, é uma sociedade de homens nobres e livres" - Patrice de Plunkett - Le Figaro Magazine, 13 de Setembro de 1980.

.1984- 19 de Dezembro, Danielle Tramar evoca alguns dos franceses que "trabalham com os resistentes afegãos". Na época, não há qualquer receio de que estes combatentes estrangeiros regressem ao seu país 'radicalizados' pela experiência da guerra.

Em resumo, o islão deles era melhor do que o comunismo â soviética, afirmava Jean Daniel em 16 de Junho de 1980 ao Le Nouvel Observateur.

. 15 de Outubro de 1998- Le Nouvel Observateur pergunta a Zbigniew Brzezinski se não se arrepende de ter favorecido o fundamentalismo islamita, de ter dado armas e conselhos a futuros terroristas.
Resposta: "O que é que é mais importante na perspectiva  da história mundial? Os talibãs ou a queda do império soviético? Alguns islamitas excitados ou a libertação da Europa Central e o fim da Guerra Fria?"

Concerto Divino Sospiro e Eduarda Melo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

FAZER DE CONTA É UMA ARTE?

Fazer de conta é uma arte e pratica-la é ser seu artífice.
Para fazer de conta é preciso possuir reservas de ideias caseiras.
É preciso ter espírito de colonizado e não ter asas de contestação.
Apresentar-se sempre com a mesma imagem e não defraudar ninguém.
Tornar-se fácil é uma arte mas uma infracção da natureza.
Ser cordial sempre, deixar-se absorver pelo estado de ânimo da maioria, exercer o acordo mútuo, cristalizar paixões.
Ceder espaço aos normativos de autoconservação é uma das técnicas poderosas desta arte.
Arrastar-se pela volúpia das contradições é um trunfo a descartar em tempo útil.
Estes artistas são oficiantes da lisonja.
Vezes sem conta usam os silêncios para os interlocutores os interpretarem de forma soberba e com superior inteligência.
São pacientes e engenhosos.
Estéreis de ideias quase sempre e eivados de enorme desconfiança sobre os outros, mantêm ordem e distanciamento de situações mais difíceis. 
Procuram não meditar muito no que acontece.
Vivem uma espécie de vida reptante mas no fim de contas 'todos' acabam 'beneficiados' por não serem sujeitos ao contraditório e ao desgaste da(s) verdade(s).

David Mourão-Ferreira "Duvidávida"


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

TUDO É POSSÍVEL

A BARRACA, um teatro que foi de luta, realiza agora encontros com gente do CDS e do PSD mas com poder ainda e com boas carteiras de conhecimentos para  um dia se precisarem de subsídios terem a quem recorrer como cunhas.
Chamam-lhe encontros e dizem que estão a fazer teatro.





Na BARRACA celebramos o 5º Aniversário dos Encontros Imaginários.
Segue o Balanço desta bela iniciativa.
Balanço Encontro Imaginário 111
Com a sala 2 praticamente esgotada, realizamos mais um feliz Encontro...
Vittorio Gassman, célebre actor que foi um dos "monstros" da comédia italiana, iluminou a noite com a verve e humor brilhantemente defendidos pelo jornalista José Rebelo.
O jurista João Espírito Santo assumiu o papel de John Foster Dulles, secretário de Estado dos Estados Unidos , uma das figuras de destaque durante o período da Guerra Fria, directamente implicado na derrota Norte- Americana no Vietnam.
Audrey Hepburn , considerada um ícone de estilo e uma das maiores lendas femininas do cinema, activista humanitária e social ,encontrou uma feliz imagem proporcionada pela afectividade e simpatia da jurista Assunção Esteves.
Na 2ª parte tivemos uma grande e agradável surpresa com Guilherme Lopes ao piano, uma promessa de 9 anos de idade, também actor na Claraboia.
Seguiram-se Teresa Mello Sampayo (voz) e João Costa (viola), que evocaram canções de protesto portuguesas e internacionais. Foi muito agradável sentir a aragem fresca das brisas revolucionárias dos anos 60.
Para fim de festa – comemorando o 5º aniversário dos Encontros – fizemos uma “ Foto de Família” com umas dezenas de participantes desta iniciativa para-teatral. Foram muitos, mas uma minoria em relação ao projecto que era fotografar TODOS.
O que nos obriga a convocar os que faltaram para repetirmos a FOTO.
Será já no próximo Encontro Imaginário
Dia 7 de Março
Infante D. Pedro - Bagão Félix , economista ;
Ingrid Bergman – Lourdes Hill, gestora ;
Carlos Lacerda – Jorge Wemans, jornalista