sábado, 4 de março de 2017
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
MOMENTOS DE INCONSCIÊNCIA/CONSCIÊNCIA
O inconsciente tem má fé.
As pessoas inconscientes têm muita dificuldade em aceitar a sua própria responsabilidade.
Todos nós fazemos várias escolhas na vida, mas muitos de nós não nos responsabilizamos por nossas escolhas e lembro-me de Sartre e do existencialismo e do livro "A Náusea" e o desespero que o autor, jovem nessa época, refere porque as pessoas apenas não davam importância a nada, as pessoas apenas existem, não se implicam e Sartre remete para a construção da essência.
Nessa época Sartre considerava que os franceses capitulam, os que não capitulam estavam fora de França.
Todos estes pensamentos me remetem para o iluminismo alemão, em que cada um pensa pela sua própria cabeça e penso neste nascer da manhã, a responsabilidade que o tempo e a natureza sempre tem em contraste com os humanos, o que me levou ao princípio do séc. XX, ao existencialismo, a Malraux. ao livro "O Ser e o Nada" , livro de psicanálise existencialista, a todas estas escolhas do pensamento.
Eu sei que quando me envolvo com a Filosofia ou a Filosofia comigo, quando se dá este enfeitiçamento, é porque me sinto em momentos de procura, quando o meio ambiente, o mundo exterior me agride e assim, este meu estado inicialmente inconsciente se torna consciente, porque tal como os existencialistas, considero que os inconscientes, os que atribuem a responsabilidade a todos os outros, são pessoas de má fé.
E termino com um alívio por não estar um psicanalista bem de perto e não me poderem analisar.
As pessoas inconscientes têm muita dificuldade em aceitar a sua própria responsabilidade.
Todos nós fazemos várias escolhas na vida, mas muitos de nós não nos responsabilizamos por nossas escolhas e lembro-me de Sartre e do existencialismo e do livro "A Náusea" e o desespero que o autor, jovem nessa época, refere porque as pessoas apenas não davam importância a nada, as pessoas apenas existem, não se implicam e Sartre remete para a construção da essência.
Nessa época Sartre considerava que os franceses capitulam, os que não capitulam estavam fora de França.
Todos estes pensamentos me remetem para o iluminismo alemão, em que cada um pensa pela sua própria cabeça e penso neste nascer da manhã, a responsabilidade que o tempo e a natureza sempre tem em contraste com os humanos, o que me levou ao princípio do séc. XX, ao existencialismo, a Malraux. ao livro "O Ser e o Nada" , livro de psicanálise existencialista, a todas estas escolhas do pensamento.
Eu sei que quando me envolvo com a Filosofia ou a Filosofia comigo, quando se dá este enfeitiçamento, é porque me sinto em momentos de procura, quando o meio ambiente, o mundo exterior me agride e assim, este meu estado inicialmente inconsciente se torna consciente, porque tal como os existencialistas, considero que os inconscientes, os que atribuem a responsabilidade a todos os outros, são pessoas de má fé.
E termino com um alívio por não estar um psicanalista bem de perto e não me poderem analisar.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
ACABAMOS SEMPRE DE PÉ
Esta coisa de termos um compromisso com a verdade, pela simples razão de sermos considerados normais, é de facto, muito pesado.
Nasci numa época em que tínhamos prazer em ir para a Biblioteca. Foi bom, sinto-me enrolada com os livros, como tanta gente da minha geração.
Hoje temos a possibilidade de nos expressarmos duma maneira directa nas redes, no tempo de Beckett, o meu dramaturgo preferido, não havia essa possibilidade e as pessoas expressavam-se por escrito, indirectamente, acho que dava mais possibilidades, podia-se corrigir os erros.
Nasci numa época em que tínhamos prazer em ir para a Biblioteca. Foi bom, sinto-me enrolada com os livros, como tanta gente da minha geração.
Hoje temos a possibilidade de nos expressarmos duma maneira directa nas redes, no tempo de Beckett, o meu dramaturgo preferido, não havia essa possibilidade e as pessoas expressavam-se por escrito, indirectamente, acho que dava mais possibilidades, podia-se corrigir os erros.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
CONVULSÕES
Mais uma convulsão na minha atitude para com a Pátria.
Sinto-me de novo revoltada, se é que algum dia deixei de estar.
Já estive conformada como cidadã eleitora, mas vejo que só como dissidente me encontro bem.
Sinto-me enojada com a política e a corrupção e por outro lado, sempre que ouço os deputados fico indignada.
Não sei se uma mente adulta é aquela que se conforma com o menos mau, ou seja com este tipo de democracia.
O que é que um cidadão estranho, um cidadão comum pode fazer pela democracia? Votar?!
Votar oferece poucas alternativas.
Tornamo-nos estranhos impotentes.
Possuo um cérebro despovoado de tendências para lugares-comuns e estereótipos.
Esta democracia débil ilumina-me pouco.
Todos os chefes locais que os partidos colocam nas autarquias, tomam o poder com as suas comitivas e inicia-se aí o processo corruptor e nós apenas assistimos a estes espectáculos pouco edificantes.
Muito mais poderia ser dito, mas o essencial ficou explícito.
Sinto-me de novo revoltada, se é que algum dia deixei de estar.
Já estive conformada como cidadã eleitora, mas vejo que só como dissidente me encontro bem.
Sinto-me enojada com a política e a corrupção e por outro lado, sempre que ouço os deputados fico indignada.
Não sei se uma mente adulta é aquela que se conforma com o menos mau, ou seja com este tipo de democracia.
O que é que um cidadão estranho, um cidadão comum pode fazer pela democracia? Votar?!
Votar oferece poucas alternativas.
Tornamo-nos estranhos impotentes.
Possuo um cérebro despovoado de tendências para lugares-comuns e estereótipos.
Esta democracia débil ilumina-me pouco.
Todos os chefes locais que os partidos colocam nas autarquias, tomam o poder com as suas comitivas e inicia-se aí o processo corruptor e nós apenas assistimos a estes espectáculos pouco edificantes.
Muito mais poderia ser dito, mas o essencial ficou explícito.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
MORTE DE MÁRIO SOARES
O Mário Soares morreu. Foram decretados três dias de luto nacional e a realização dum funeral de Estado.
O primeiro em Democracia. O último funeral de Estado pertencia ao Oliveira Salazar, homem que ele combateu desde jovem. A vida tem destas coisas e a morte também. Veio Temer, o actual Presidente fascista não eleito, do Brasil.
Estava pouca gente nas ruas. Assim que o PS tomou conta dessa ocorrência, mandou que o Partido, a nível nacional, se mobilizasse e comparecesse no funeral, foram de camioneta paga. Distribuíram rosas amarelas, a flor querida da mulher, Maria Barroso, falecida há um ano e seis meses.
Não compareceram muitos chefes de Estado estrangeiros, nem mesmo o Governo Espanhol se fez representar ao mais alto nível, o que não deixa de ser paradoxal, embora o Rei estivesse presente.
Convencida estou que se o Cristiano Ronaldo morresse, salvo seja, muito mais gente iria para as ruas.
Claro, que houve um conjunto de circunstâncias que se conjugaram para se ter realizado um funeral de Estado, a primeira e desde já, é o PS estar no Governo e Mário Soares ter sido um dos fundadores do PS em 1973, as outras não foram explicadas, bem como esta.
A História foi branqueada em todos os Canais televisivos, chegando-se ao ponto de se passar a mentira inacreditável que Mário Soares foi o pai da Democracia e os partidos, todos, que lá estavam representados, anuírem nisso.
O PCP de hoje nada tem a ver com o PCP de antigamente, daqueles que prepararam o regime democrático, este PCP, dirigido por Jerónimo de Sousa, é um partido servil e não se confunda simpatia com servilismo.
Muito teria a dizer do que se passou neste país com as cerimónias fúnebres de Mário Soares, filmada em directo pelos canais televisivos, mas não me apetece narrar mais, a não ser que o CINISMO E A HIPOCRISIA foram as grandes bandeiras presentes.
Salvaram-se os discursos dos filhos, em especial o da filha, verdadeiros e emotivos.
O primeiro em Democracia. O último funeral de Estado pertencia ao Oliveira Salazar, homem que ele combateu desde jovem. A vida tem destas coisas e a morte também. Veio Temer, o actual Presidente fascista não eleito, do Brasil.
Estava pouca gente nas ruas. Assim que o PS tomou conta dessa ocorrência, mandou que o Partido, a nível nacional, se mobilizasse e comparecesse no funeral, foram de camioneta paga. Distribuíram rosas amarelas, a flor querida da mulher, Maria Barroso, falecida há um ano e seis meses.
Não compareceram muitos chefes de Estado estrangeiros, nem mesmo o Governo Espanhol se fez representar ao mais alto nível, o que não deixa de ser paradoxal, embora o Rei estivesse presente.
Convencida estou que se o Cristiano Ronaldo morresse, salvo seja, muito mais gente iria para as ruas.
Claro, que houve um conjunto de circunstâncias que se conjugaram para se ter realizado um funeral de Estado, a primeira e desde já, é o PS estar no Governo e Mário Soares ter sido um dos fundadores do PS em 1973, as outras não foram explicadas, bem como esta.
A História foi branqueada em todos os Canais televisivos, chegando-se ao ponto de se passar a mentira inacreditável que Mário Soares foi o pai da Democracia e os partidos, todos, que lá estavam representados, anuírem nisso.
O PCP de hoje nada tem a ver com o PCP de antigamente, daqueles que prepararam o regime democrático, este PCP, dirigido por Jerónimo de Sousa, é um partido servil e não se confunda simpatia com servilismo.
Muito teria a dizer do que se passou neste país com as cerimónias fúnebres de Mário Soares, filmada em directo pelos canais televisivos, mas não me apetece narrar mais, a não ser que o CINISMO E A HIPOCRISIA foram as grandes bandeiras presentes.
Salvaram-se os discursos dos filhos, em especial o da filha, verdadeiros e emotivos.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
FOI POR CAUSA DA VIDA
...
. Há muito tempo?
- Há algum.
. E não pede socorro?
- Não estou num bote no meio do mar.
- Há muitas pessoas a pedir socorro, não há?
. Pedem auxílio.
- Há mais pedidos?
. Talvez.
. E o que pretende fazer?
- É preciso fazer sempre alguma coisa?
- Não podemos deixar de fazer?
. Já reparou, acabamos sempre por fazer algo de nós.
- Não me leve a sério, falei por falar.
Olharam-se e sorriram
extracto de conversa mais que provável
https://youtu.be/v-emXsgCfNE
. Há muito tempo?
- Há algum.
. E não pede socorro?
- Não estou num bote no meio do mar.
- Há muitas pessoas a pedir socorro, não há?
. Pedem auxílio.
- Há mais pedidos?
. Talvez.
. E o que pretende fazer?
- É preciso fazer sempre alguma coisa?
- Não podemos deixar de fazer?
. Já reparou, acabamos sempre por fazer algo de nós.
- Não me leve a sério, falei por falar.
Olharam-se e sorriram
extracto de conversa mais que provável
https://youtu.be/v-emXsgCfNE
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
PORTOS
Somos portos mas nem por isso nos sentimos muito melhor com o mar perto de nós.
Contactamos com todas as espécies de bagagens e documentos, mas nem sempre sabemos o que fazer de tudo isso.
Não partimos, apenas vemos os outros partir e chegar.
Os portos ficam, não viajam. Às vezes a visita dos turistas.
Nós, os portos, vemos algumas ruelas estreitas em nosso redor e vemos muitas sombras enganadoras.
Aproxima-se um iate e penso: só nos conhecem as enseadas...
https://youtu.be/z4PKzz81m5c
Contactamos com todas as espécies de bagagens e documentos, mas nem sempre sabemos o que fazer de tudo isso.
Não partimos, apenas vemos os outros partir e chegar.
Os portos ficam, não viajam. Às vezes a visita dos turistas.
Nós, os portos, vemos algumas ruelas estreitas em nosso redor e vemos muitas sombras enganadoras.
Aproxima-se um iate e penso: só nos conhecem as enseadas...
https://youtu.be/z4PKzz81m5c
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