segunda-feira, 6 de março de 2017

DIÁLOGOS

Gosto de diálogos, diálogos com seres não dogmáticos porque com os dogmáticos não há diálogos, apenas catequese.
Gosto de diálogos com gente que não usa crenças dominantes no peito.
Gosto de diálogos com seres respeitáveis infractores e não infractores.
Gosto de diálogos com pessoas que discutem a democracia.
Gosto de diálogos com Platão à mesa.
Gosto de diálogos afectivos sobre a razão.
Gosto de diálogos para treinar os limites da aceitação em que saia deles aceitando mais as diferenças entre as pessoas.
Gosto de diálogos em que a globalização da linguagem não esteja presente.
Gosto de diálogos em que não sabemos qual o caminho a que nos vai levar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E AGORA JOSÉ? - Café Literário 2011


MOMENTOS DE INCONSCIÊNCIA/CONSCIÊNCIA

O inconsciente tem má fé.
As pessoas inconscientes têm muita dificuldade em aceitar a sua própria responsabilidade.
Todos nós fazemos várias escolhas na vida, mas muitos de nós não nos responsabilizamos por nossas escolhas e lembro-me de Sartre e do existencialismo e do livro "A Náusea" e o desespero que o autor, jovem nessa época,  refere porque as pessoas apenas não davam importância a nada, as pessoas apenas existem, não se implicam e Sartre remete para a construção da essência.
Nessa época Sartre considerava que os franceses capitulam, os que não capitulam estavam fora de França.
Todos estes pensamentos me remetem para o iluminismo alemão, em que cada um pensa pela sua própria cabeça e penso neste nascer da manhã, a responsabilidade que o tempo e a natureza sempre tem em contraste com os humanos, o que me levou ao princípio do séc. XX, ao existencialismo, a Malraux. ao livro "O Ser  e o  Nada" , livro de psicanálise existencialista, a todas estas escolhas do pensamento.
Eu sei que quando me envolvo com a Filosofia ou a Filosofia comigo, quando se dá este enfeitiçamento, é porque me sinto em momentos de procura, quando o meio ambiente, o mundo exterior me agride e assim, este meu estado inicialmente inconsciente se torna consciente, porque tal como os existencialistas, considero que os inconscientes, os que atribuem a responsabilidade  a todos os outros, são pessoas de má  fé.
E termino com um alívio por não estar um psicanalista  bem de perto e não me poderem analisar.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

ACABAMOS SEMPRE DE PÉ

Esta coisa de termos um compromisso com a verdade, pela simples razão de sermos considerados normais, é de facto, muito pesado.

Nasci numa época em que tínhamos prazer em ir para a Biblioteca. Foi bom, sinto-me enrolada com os livros, como tanta gente da minha geração.

Hoje temos a possibilidade de nos expressarmos duma maneira directa nas redes, no tempo de Beckett, o meu dramaturgo preferido, não havia essa possibilidade e as pessoas expressavam-se por escrito, indirectamente, acho que dava mais possibilidades, podia-se corrigir os erros.