segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E AGORA JOSÉ? - Café Literário 2011


MOMENTOS DE INCONSCIÊNCIA/CONSCIÊNCIA

O inconsciente tem má fé.
As pessoas inconscientes têm muita dificuldade em aceitar a sua própria responsabilidade.
Todos nós fazemos várias escolhas na vida, mas muitos de nós não nos responsabilizamos por nossas escolhas e lembro-me de Sartre e do existencialismo e do livro "A Náusea" e o desespero que o autor, jovem nessa época,  refere porque as pessoas apenas não davam importância a nada, as pessoas apenas existem, não se implicam e Sartre remete para a construção da essência.
Nessa época Sartre considerava que os franceses capitulam, os que não capitulam estavam fora de França.
Todos estes pensamentos me remetem para o iluminismo alemão, em que cada um pensa pela sua própria cabeça e penso neste nascer da manhã, a responsabilidade que o tempo e a natureza sempre tem em contraste com os humanos, o que me levou ao princípio do séc. XX, ao existencialismo, a Malraux. ao livro "O Ser  e o  Nada" , livro de psicanálise existencialista, a todas estas escolhas do pensamento.
Eu sei que quando me envolvo com a Filosofia ou a Filosofia comigo, quando se dá este enfeitiçamento, é porque me sinto em momentos de procura, quando o meio ambiente, o mundo exterior me agride e assim, este meu estado inicialmente inconsciente se torna consciente, porque tal como os existencialistas, considero que os inconscientes, os que atribuem a responsabilidade  a todos os outros, são pessoas de má  fé.
E termino com um alívio por não estar um psicanalista  bem de perto e não me poderem analisar.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

ACABAMOS SEMPRE DE PÉ

Esta coisa de termos um compromisso com a verdade, pela simples razão de sermos considerados normais, é de facto, muito pesado.

Nasci numa época em que tínhamos prazer em ir para a Biblioteca. Foi bom, sinto-me enrolada com os livros, como tanta gente da minha geração.

Hoje temos a possibilidade de nos expressarmos duma maneira directa nas redes, no tempo de Beckett, o meu dramaturgo preferido, não havia essa possibilidade e as pessoas expressavam-se por escrito, indirectamente, acho que dava mais possibilidades, podia-se corrigir os erros.