sábado, 31 de janeiro de 2015

Cálice - Chico Buarque


Schubert - Ave Maria


REPONDO STOCKS

Há pessoas que nos esvaziam. Uns até se dizem nossos amigos, outros fazem o favor de ser nossos inimigos outros não pertencem a categoria nenhuma. Todos têm uma característica comum- fazem-nos mal.
A vida é entrecortada de encruzilhadas.
Pessoas que se dedicam a rebaixar-nos a auto-estima para tentarem reforçar a sua.
Todos deixam pegadas, umas  ficam para a história outras, vão-se apagando com uma onda mais forte..
Muitas destas pessoas nem arrogantes são, há mesmo quem se disfarce de humilde. Diria que são uma mescla de arrogantes e desamparados.
Já passei/já passamos e continuo a passar/passear por uma infinidade de sítios. Entre esses sítios encontrei estreitos territórios egoístas e caducos, vivi momentos risíveis.
Aplaco insónias a reflectir e há dias em que de repente voltam para mim.
Penso que a humanidade não muda e tudo se repete de mil e uma maneiras diferentes.
Não sei se me tornei mais consciente, se evoluí, se me mantenho dentro da verdade, esta realidade que em regra geral, tem carácter circular e estrutura de pesadelo, não sei.
Estes relatos são incombustíveis e apenas fazem parte das minhas memórias apócrifas.
Há uma espécie de teatro da memória e vejo isso com toda a clareza.
Há  quem prefira ter uma ideia por dia e ser infraleve com o ar. No meu caso prefiro que se atropelem e que façam as suas viagens dentro de mim mesma.
Não me encontro permanentemente nas nuvens como por vezes dizem, mas é certo que muitas vezes permito-me saltar do excesso da realidade em que nos querem mergulhar.
Há tanta coisa que permanece em suspenso nas nossas vidas.
Não me apetece ser indulgente comigo, prefiro uma observação insolente para analisar a matéria escura que  me/nos compõe, porque não somos só parte visível, e ir fixando aqui e ali alguns episódios sem continuação.
Comecei por referir as pessoas que se assemelham a linhas de fuga em ruas desertas nas noites de insónia. Apontei as pessoas que encontramos pela vida e que laboram, tal como o tempo, num trabalho de destruição. É certo que não podemos evitar certos encontros, eles surgem-nos, vêm ter connosco. O presente está cheio de incertezas e há certas pessoas que nos escolhem para fazer o nosso presente ainda mais incerto.
Às vezes temos que nos contentar com alguns pormenores sempre os mesmos e olhar muito bem, tão bem que vejamos mesmo o que queremos ver e não quebrar o silêncio das coisas.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena PARA TI AMIGO - COMO NÓS FICAMOS CONTENTES


PARA TI QUERIDO AMIGO JOÃO

 
NÃO CHEGUEI A TEMPO, DEVIA TER IDO ONTEM MAS NÃO FUI. EU SABIA QUE ESTAVA TRISTE E CONTINUO TRISTE, MUITO TRISTE
 
NÃO CONSIGO DIZER MAIS NADA JOÃOZINHO, NADA
DEPOIS FALAMOS

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

MTV-Chinese Folk Song - 彩云追月


ONDE FICA O DESEJO?

Podia ser o título dum filme, mas não é.
Há pessoas inquietantes.
Ao princípio eram como que caixas vazias.
Depois foram metendo primeiro a linha, depois o fogo e o temperamento ou seria por outra ordem?
Os grandes acontecimentos dão-se sempre antes de completarmos os 10 anos.
Há muito quem viva fora de si e há quem viva dentro de si próprio procurando o que lhes é pessoal.
Diz-se que quando metem filosofia no caso é porque já não têm pernas, isto no caso de ser bailarina, mas podia-se tornar extensível a outras actividades.
O que leva cada um a fazer um esforço enquanto se pode arrastar?
Episódios da vida toda a gente tem. O que se espera realmente do Ser Humano?
As pessoas esperam, de facto, a solução dos seus problemas ou antes a inspiração para os viver e amar?
Quero que a vida para mim ou o que resta dela, seja o canto da sala onde brinquei a ouvir as histórias da minha avó.
Não quero que o robusto se torne frágil ao abrigo do preconceito, da au(s)toridade, antes do 25 de Abril não teria que acrescentar um s à autoridade.
Aborrece-me o bota-abaixo sistemático e cego, a frustração de todas as energias em frente de políticos vitalícios e entrincheirados.
Não sei onde fica o desejo dos outros, mesmo os que reivindicam de o ter, sei onde fica o meu.
O meu radica-se em não perder a frescura militante. 

DEIXEI-O IR EM PAZ


E GUARDEI-LHE A IMAGEM

PORTO, Sé Catedral «Tesouro do Porto»


Passeios no Porto com Germano da Silva


Três canções revolucionárias portuguesas


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

SÁMI FOLK MUSIC | "Ancient Forces"


EROSÃO-SERRA DO CALDEIRÃO NO ALGARVE

Nas diversas latitudes e sob as mais variadas condições climáticas, a erosão desgasta as montanhas, muitas das quais, tal como as vemos, não são mais do que ruínas evocadoras das grandes cadeias orogénicas que foram há centenas e milhares de milhões de anos. A Serra do Caldeirão, no Algarve, é uma pequena parte do que resta de uma grande cadeia montanhosa (tanto ou mais imponente do que ao Alpes) do final da era paleozóica, erguida há mais de 300 milhões de anos.
 
 
RETIRADO DO BLOG  - SOBRE A NATUREZA DAS COISAS

El cambio en Europa comienza en el Sur

El 25 de enero Grecia cerrará la puerta al pasado. La victoria de Syriza es la esperanza del cambio para el mundo del trabajo y de la cultura europeos. Desde la oscuridad de la austeridad y el autoritarismo a la luz de la democracia, la solidaridad y el desarrollo sostenible. Pero Grecia es solamente el inicio del cambio que viene por el Sur de Europa. Pronto veremos como también llega a España... La derrota de los patrocinadores políticos de la austeridad, la inseguridad y el miedo, de la corrupción y los escándalos comienza en nuestros países. Nuestros pueblos tienen el futuro en sus manos para abrir la puerta del mañana a gobernantes incorruptibles. Una nueva forma de hacer política para recobrar el futuro que nos han negado durante esta crisis. Por esta razón, la victoria del pueblo griego y de Syriza es el mensaje de un camino nuevo y prometedor para España. El sur sigue adelante, para cambiar Europa.
Europa ya no es víctima de la crisis. La crisis terminó donde comenzó, en Estados Unidos, gracias a la política monetaria y fiscal expansiva. Europa es hoy víctima de las políticas de austeridad impuestas por la Europa conservadora y por las decisiones insolidarias de la canciller Merkel. La gestión neoliberal de la crisis ha llevado a los países del Sur de Europa a un equilibrio políticamente inaceptable y económicamente insostenible. Sobrevivimos entre el estancamiento y el bajo crecimiento del PIB, entre la deflación, la elevada deuda, el alto desempleo y la pobreza que alcanza ya a cotas inimaginables de la población.
Hablar de salida de la crisis con tasas de crecimiento para la zona euro todavía muy débiles (0,8% en 2014 y 1,1% para 2015) sólo puede entenderse desde una visión de la política que ignora a los más damnificados por las políticas de austeridad.
Por esta razón, la lucha de nuestros pueblos para el cambio es la lucha del sentido común contra el fanatismo ideológico. Es la lucha de la dignidad contra la servidumbre.
Para nosotros, esta nueva normalidad de precariedad y de recorte de los derechos sociales que surge de la crisis y que es aceptada de manera acrítica por los poderes conservadores no es aceptable y nos motiva para propiciar el cambio que Grecia, España y el conjunto de Europa necesitan.
La victoria de Syriza representa un nuevo comienzo para la colaboración entre todas las fuerzas progresistas del Sur europeo al mismo tiempo que supone el freno a las políticas de austeridad que están detrás de la situación de estancamiento, de desempleo masivo y del sobreendeudamiento.
Es el comienzo también para restaurar la seguridad económica, alejar las prácticas corruptas que infectan a la política y para recuperar la dignidad de nuestros países. También para repatriar a nuestra juventud exiliada, la nueva generación de inmigrantes.
En esta nueva fase de la crisis, el Banco Central Europeo (BCE) tiene las llaves de Europa. La política de la flexibilización cuantitativa es una de las medidas necesarias para la salida colectiva y sostenible de la crisis en la que lleva sumida la eurozona ya demasiados años. Si se adopta, será bienvenida, a pesar de que para muchos llegue tarde. Sin embargo, para que sea eficaz, debe responder plenamente al espíritu del “haremos lo que sea necesario” enunciado por Mario Draghi. Esto significa que el programa del BCE deberá ser a gran escala, sin condiciones y sin excepciones. Es decir, debe incluir a todos los países que lo necesiten.
Pero la política monetaria por si sola no tiene la capacidad para sacar a Europa del estancamiento. Necesitamos con urgencia una política fiscal expansiva que impulse el crecimiento y la inversión; un New Deal europeo que dote de financiación a programas de inversión en sectores de alto valor añadido y un plan de reindustrialización que priorice sus actuaciones en aquellas economías con tasas de desempleo más elevadas. Por último, es imprescindible aliviar la carga de la deuda de manera coordinada a través de la creación de una Conferencia Europea sobre la Deuda, que tome como referencia la Conferencia de Londres de 1953 que facilitó la recuperación alemana en la posguerra. Una solución colectiva y socialmente sostenible para el sobreendeudamiento de la zona euro no debe entenderse, por parte de la canciller Merkel, como una medida asociada al riesgo moral; debería ser un deber moral.
El 25 de enero, la esperanza tiene patria. Y Europa tiene la brújula para el cambio.
Alexis Tsipras es presidente de Syriza y candidato del partido en las elecciones generales que se celebrarán en Grecia el próximo 25 de enero.
 
El Pais, 16 de Janeiro de 2015

retirado do blogue A a Z de Nuno Júdice

Na primeira hipótese, há uma causa
que obriga a multidão a avançar pela rua,
sabendo o que tem pela frente. As suas vozes
esperam que alguém as acorde com uma fórmula
que dê sentido ao seu movimento; mas
nem isso é preciso, quando olhamos o conjunto
e encontramos uma lógica que
determina cada passo.
Na segunda hipótese, a expressão do rosto
transporta uma decisão que ultrapassa o objectivo
do grupo. Poderia falar-se de uma metafísica
colectiva, e recorrer à dialéctica do Hegel para
descobrir esta violência serena que antecede
o grande combate que o filósofo descreveu como
simples antítese. A abstracção do raciocíonio
liberta-nos da realidade.
O que não vemos é o que está à sua
frente, e nunca tem rosto. A devastação
do mundo é, no fundo das coisas, a terceira
hipótese, mesmo quando uma planta ainda nasce
no terreiro vazio, depois da batalha.

Bach, Matthäus-Passion BWV 244. Herreweghe


O DIA TORNOU-SE DEMASIADO TRISTE

Estou de luto, acaba de me morrer um amigo.
Um homem bom e sem maldade.

Amalia Rodrigues - Coracao Independente cd2 [Remasterizado] E VENHA DAÍ O FADO NA VOZ MAIOR PORQUE HOJE É DOMINGO


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Patxi Andion, Con Toda la Mar Detras


DAR E RECEBER

Confesso que gosto de dias de chuva, predispõem-me à reflexão.
Aqui exponho ao correr da 'pena', algumas que me acompanham, embora sempre sujeitas a serem recicladas, o que faço com alguma frequência, já que o meu pensamento sofre duma coisa muito "fina" como se diz na minha terra, sofre do direito ao  contraditório.
A reflexão é usada por mim como divertimento, distracção.
Como nunca gostei de me afundar na realidade, de quando em vez pairo sobre ela e é este o tempo mais apropriado, é uma espécie de porta que se abre.
A felicidade nem sempre está no que é real, às vezes está mesmo muito longe disso.
Sempre me perguntei quem é mais feliz, aquele que recebe ou aquele que dá, dicotomia aliás difícil de se manter.
Sei a minha resposta, sou mais feliz quando dou mas quando recebo fico felicíssima igualmente.
Conheço pessoas que gostam mais de receber outras mais de dar.
Desenvolvi então uma 'teoria' que a maioria das vezes não funciona, mas serve-me de ponto de partida - Só dá quem tem para dar, enquanto para receber bem, só quem dá bem o faz com qualidade. Mas verifiquei que esta segunda parte da minha "teoria" é igualmente falível.
Também sabemos, alguns de nós sabem, que para receber um bocadinho é preciso dar muito, falo de afectos evidentemente.
Para complexificar a minha 'teoria' já que a maioria das vezes me sai o tiro pela culatra e tenho que arranjar outros referentes, diria que se todos têm a certeza que vão morrer, a maioria de nós esquece sempre isto, caso contrário cada momento da vida era sorvido com brilho e beleza, mas ainda bem que a morte fica esquecida a um canto e a vida se torna um hábito quotidiano e todas estas questões eram de fácil resolução.
Há pessoas que parecem um saco sem fundo, dá-se-lhes afecto e mais afecto e estão sempre carentes.
Nasceram assim na sua grande maioria e, assim vão morrer, se bem que a Psicologia possua imensas teorias para explicar estas diferenças individuais.
Já tive várias ilusões sobre esta matéria, mas tal como em outras, essas ilusões morreram subitamente e quando assim é até deixam saudade e a saudade como se sabe é outra forma de vida.
Hoje, depois de todos os estudos sobre isto, só uma certeza tenho, é assim porque é assim.
Há gente capaz de tudo, de nomear presidente o seu cão ou de se esconder atrás da política ou de outro click qualquer, mas a maior grandiosidade  dum ser humano reside mais naquilo que suporta do que no que sobressai.
Não gosto de seres razoáveis, nem com bom senso como sempre me disseram para eu gostar e ser, todos os dias.
Razoáveis em quê?
No pecado, no amar, na cobardia para julgar, na não exposição?
E ouvindo os outros, coisa que fiz durante toda a minha vida, há quem considere ainda que a sensibilidade é um fanatismo.

Odontites-vernus


Adriano Correia de Oliveira - "E Alegre se Fez Triste"


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

AINDA ME SURPREENDO

Há coisas que me parecem uma espécie de aparição. Umas dão-me alegria, outras tristeza.
Claro que pertenço ao número daqueles que possuem experiência enraizada de estarem  grande parte da vida sós, no meu caso quase uma necessidade.
Não há ausência afectiva, há algo que radica na originalidade do meu ser.
Penso que estes seres fazem dos sentimentos quase um vício como diria Vergílio Ferreira, lembrei-me agora.
Atravessa-se a vida a tentar explicar as coisas que ela nos coloca à frente, mas ao mesmo tempo há em nós aquelas ramificações para olharmos de novo e mais uma vez e, absorver devagar e persistentemente tudo o que é diferente.
Descobre-se todos os dias coisas novas, formas superiores de humanidade, de ver e de agir.
Vem isto a propósito ou a despropósito de há pouco ter falado com uma amiga a quem tudo de negativo acontece que me dizia que ela e o mundo são incompatíveis e se morresse já hoje não ficava muito triste.
Pensei e disse de mim para mim, eu não, eu gosto da vida, gosto de aprender, de perceber novos mundos, mesmo vivendo neste mundo que apodrece não me apetece apodrecer com ele.
Para falar verdade, até agora ainda não me apeteceu morrer.
Todos os dias acho coisas novas mesmo não saindo do sítio.
O meu mundo não tem deuses que preparam tudo, por isso é difícil.
Na velhice já não se discute e eu ainda discuto.
Este crepúsculo que observo da minha janela, confirma-me isso, cada dia é um dia novo, pode ser breve a alegria ainda parafraseando Vergílio Ferreira, não tenho resposta para todas as perguntas e cada vez mais, menos respostas tenho, mas a indiferença ainda não me visitou.

dando o gosto ao dedo


já que daqui não posso sair

Yves Montand - Paris Canaille


Léo Ferré & Zoo - La solitude - Live 1972


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

extraído do blog de Eduardo Pitta

Em Paris, um milhão e meio de pessoas foi da Repúblique à Nation: Terroriste, t’es foutu, la France est dans la rue. No resto da França, mais dois milhões disseram não à barbárie. Netanyahu, Abbas e a rainha da Jordânia estiveram na primeira fila. Curioso alinhamento: Samaras, Rajoy, Cameron, a senhora Thorning-Schmidt, Hidalgo, Juncker, o primeiro-ministro de Israel, o Presidente do Mali, Hollande, Merkel, Tusk, Abbas, Rania al-Abdullah. A Rússia ainda mandou Lavrov, mas os Estados Unidos fizeram-se representar por um funcionário de segunda linha.

Contudo, será em Washington (e não em Paris ou Berlim) que a Europa irá decidir, no próximo dia 18, como controlar as suas fronteiras. Dito de outro modo, como acabar de vez com o espaço Schengen. A reunião dos ministros do Interior da UE, marcada para a próxima sexta-feira, é para inglês ver. Hollande, com a propensão que tem para a gaffe, acabou o dia na Sinagoga de Paris ao lado de Netanyahu. Como se os reféns assassinados (François-Michel Saada, Philippe Braham, Yoav Hattab e Yohan Choen) no supermercado kosher da Porte de Vincennes fossem uma adenda da Marcha. A foto é do El País. Clique.

ARTE PORTUGUESA

http://aarteemportugal.blogspot.pt/

José Afonso - A morte saiu à rua. A MORTE ESTÁ NA RUA


domingo, 11 de janeiro de 2015

Bach - The 6 Partitas (Maria Tipo)


Paulinho da Viola - Filosofia


DOIS MAIS DOIS NÃO SÃO QUATRO

Esta loucura mansa em que vivemos faz-me asco.
Parecem todos felizes por dizerem que são pela liberdade e contra a morte dos humoristas do Charlie Hebdo que zurziam com o lápis aquilo que consideravam que estava errado nesta sociedade.
Mas quem é esta gente que se reúne hoje em Paris, refiro-me aos Chefes de Estado europeus?
Não são os mesmos que deixam morrer gente à fome, ao frio, nas urgências dos Hospitais, que comentam a insanidade mental, as violências várias e tudo o que é insano com as políticas que praticam?
Esta gente parece feliz por se achar diferente dos radicais, mas não são outra coisa senão radicais terroristas, usando armas igualmente mortíferas.
Estão ou não este políticos europeus ao serviço de quem lhes paga, tal como estas organizações para a morte?
As carnificinas são outras podem dizer-me que são outras, pois são.
Vivemos há longos anos, muitos anos, numa época de grandes contradições e desfribamentos.
Se pensarmos em Goya para as carnificinas, podemos de imediato pensar em Greco para as deformações mais reais que a realidade, sendo que a realidade neste caso é mais imaginativa do que a pintura.
Parece que cumprimos uma pena por um crime que não praticamos.
Todos os europeus, uns mais do que outros cumprem penas impostas por governos criminosos, isto para falar apenas na Europa, porque o resto do mundo está na maioria dos casos, bem pior.
Por isso há que ouvir e ver as coisas felizes e boas da vida - as árvores verdes ao sol ou nuas no Inverno, o mar e o céu azuis.
A alegria em turbilhão.
................
...e sempre estar consciente do como é este mundo e lutar com alegria sempre que sejamos convocados para o fazer.


PINHEIROS MANSOS


sábado, 10 de janeiro de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O QUADRO DA AMANHÃ NA EUROPA

TODOS OS CHEFES EUROPEUS QUE CONTIBUEM PARA OE ESTADO EM QUE A EUROPA ESTÁ, PARA A FALTA DE LIBERDADE, PARA O TERRORISMO VÃO-SE JUNTAR DIZENDO QUE TÊM MUITA PENA DO QUE ESTÁ A ACONTECER.

da Rádio Renascença

Há doze anos, Cherif Kouachi, um dos irmãos suspeitos do atentado no "Charlie Hebdo", era um jovem como muitos outros em França. Estava muito mais interessado em raparigas bonitas e em fumar drogas do que em defender Maomé.

Mas entre 2003 (ano em que Cherif entregava pizzas e sonhava ser um estrela do rap) e quarta-feira, o francês passou directamente de um vulgar desconhecido para a lista dos mais procurados pelas autoridades. Ele e o irmão (Said, de 34 anos) são apontados como suspeitos de matar 12 pessoas em Paris.

Kouachi, de 32 anos, é descrito como um homem pacato pelo advogado que o representou em tribunal, em 2005, por estar evolvido numa célula que se dedicava a enviar jovens para o Iraque. Iniciou então um caminho sem regresso em direcção ao radicalismo. Uma história que começa a ser demasiado familiar em França e em todo o mundo ocidental.

O conhecimento desta passagem de Kouachi pelo sistema de justiça francês, ainda quarta-feita, levantou desde logo questões sobre como é que um ex-presidiário conhecido pelas autoridades pelo passado radical consegue ainda assim levar a cabo um ataque terrorista da dimensão do que aconteceu em Paris.

O órfão perdido
Nascido no este de Paris, este filho de argelinos, que morreram quando ele ainda era uma criança, viveu a infância e adolescência num orfanato no oeste de Rennes. Alguns anos depois, voltou a Paris munido de um diploma de professor de Educação Física, mas acaba a entregar pizzas para sobreviver.

"Ele fazia parte de um grupo de jovens que estavam um pouco perdidos, confusos, mas não era um fanático no sentido estrito da palavra", disse ao "Libération" o ex-advogado Vincent Ollivier.

"Ele não tinha na realidade grandes ideias sobre o Islão e não parecia muito determinado”, acrescentou.

Em 2005, num documentário da France 3, Kouachi aparecia no centro de Paris a dançar rap, com calças e t-shirt largas e um chapéu típico do beisebol virado ao contrário.

Apesar de ter registo criminal por vender drogas e pequenos roubos, era descrito com um jovem cujos interesses eram mais virados para os namoros a raparigas bonitas, e uma vida voltada para a música, do que propriamente interessado no Corão. Mas isto foi antes de ele conhecer Farid Benyettou.

E Benyettou tudo mudou
Apenas um ano mais velho do que Kouachi, Benyettou era seguidor de uma forma ortodoxa de salafismo (uma interpretação radical do Islão oriunda da Arábia Saudita) e era um mentor para muitos jovens que começavam a frequentar a mesquita da vizinhança do local em que o franco-argelino vivia no nordeste de Paris.

Já com Benyettou ao lado, Kouachi começa a frequentar aulas de ensinamentos religiosos. Começa a ver vídeos jihadistas e a deixar crescer a barba.

Kouachi acaba mesmo a testemunhar durante um julgamento em 2008 que Benyettou o ensinou que os bombistas suicidas podem morrer como mártires.

Kouachi disse ainda que estava muito impressionado com os abusos de que os prisioneiros de Abu Grahib, no Iraque, eram alvo por parte dos Estados Unidos da América.

A célula de "Buttes Chaumont" (nome que referencia um parque da vizinhança) liderada por Benyettou, à qual Kouachi pertence, passa a ser responsável pelo envio de dezenas de jovens para combater no Iraque.

Mas enquanto as suas crenças se tornaram mais e mais ferozes, o treino a que estava sujeito mantinha-se amador. O grupo corria algumas vezes a volta do parque para manter a forma física e visionava alguns vídeos sobre como manejar uma Kalashnikov.

Em Janeiro de 2005, Kouachi foi detido quando se preparava para voar para a Síria sendo que o destino final era o Iraque. No tribunal, Kouachi disse estar arrependido.

"À medida que o dia da partida ficava mais perto, eu só queria voltar atrás. Mas fiquei com medo porque arriscava a ser visto como um cobarde", disse ao juíz.

Foi condenado a três anos de cadeia, mas cumpriu apenas metade em duas das mais perigosas prisões francesas. A experiência mudou-o, lembra o advogado: "Não ficou o mesmo".

O seu corpo também se alterou graças a muitas horas de ginásio: o miúdo relativamente franzino tornara-se um homem musculoso.

No mesmo documentário, um assistente social afirma que, durante a detenção, antes do julgamento, Kouachi começou a perceber que foi manipulado por Benyettou. Mas já era tarde.

Caminho sem volta
Depois de ter cumprido a sentença, Kouachi foi apanhado outra vez pela polícia em 2010. Era suspeito de fazer parte de um grupo que tentou ajudar à fuga de Smain Ali Belkacem, que em 1995 foi autor de um ataque na rede de transportes de Paris que matou oito pessoas e feriu 120.

Mas a polícia tinha poucas provas conclusivas. Apenas encontrou alguns vídeos com mensagens radicais e a discursos da Al-Qaeda e a sua “pegada” na Internet mostrava que Kouachi tinha procurado informação em sites jihadistas.

Ainda foi assistente num outro processo – um estatuto especial do código de processo penal francês que implica a suspeição de alguma implicação no caso – antes de ser completamente ilibado de todas as suspeitas.

Esta oportunidade perdida dará muito que falar nestes dias que se seguem ao atentado mais sangrento realizado em solo francês. O documento do tribunal que põe fim ao caso, na época, foi publicado pelo “Le Point”. E adensa a dúvida de como tudo foi possível.

"Apesar de confessar uma imersão total no Islão radical, e o seu interesse e defesa de teorias que defendem e legitimam a jihad armada, bem como a sua relação com alguns intervenientes no caso, a investigação preliminar não comprova o envolvimento de Cherif Kouachi," lê-se no documento. Por isso, "as suspeitas não tiveram seguimento".

O resto da história é o que se sabe. Uma quarta-feira sangrenta com 12 mortes e 11 feridos e uma ferida aberta na liberdade de imprensa na Europa.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Mozart - Requiem in D minor (Complete/Full) [HD]


QUANDO SABEMOS QUE ESTAMOS A SONHAR

PRIMEIRA REFLEXÃO

Quando sonhamos que estamos a sonhar é porque o momento de acordar está próximo.
Parece sonho mas temos que acordar, acordar a sério quando o que vemos é que loucos à solta querem acabar com uma civilização, com os seus valores.
Como se chegou até aqui?
Quais são os inimigos para este fanáticos?
Lançam-se à caça de inimigos imaginários. Enclausurados na sua pequenez e regularidade opressivas lançam-se nesta aventura - A MATANÇA EM NOME DUM DEUS.
Estes náufragos querem escrever a sua história encontrando inimigos externos e como os que o são verdadeiramente- o CAPITALISMO ACTUAL E O QUE DAÍ DECORRE- não sabem como exterminá-los, fazem de si próprios os seus verdadeiros inimigos (uma grande parte é ocidental que não aprendeu os valores e princípios da sua civilização).
Dizem-se escravos da religião e é por ela que matam, mas é sabido que os escravos perdem tudo quando perdem as suas correntes estes os recrutadores, os recrutados já perderam tudo ou não têm esperança de alcançarem nada, refiro-me principalmente aos filhos do Ocidente que aderiram a esta matança. Todos eles se aperceberam que até a alegria perderam por pensarem em libertar-se das suas próprias correntes. Acorrentaram-se, acorrentaram-nos e querem acorrentar outros através do medo. São os náufragos de deus e querem ser os náufragos da História.
Quem é esta gente? Como são recrutados? Porque aderem?
Porque se empoleiram no crime?
Estes jovens são ou não escravos duma civilização?
Perderam ou não tudo, fundamentalmente a esperança?
É-lhes dito que há um Deus que os vai libertar da sua escravatura e que lhes pode retribuir o amor que não têm.
Se analisássemos um por um dos jovens ocidentais que aderem a estes clubes do medo, da caça ao homem ocidental em nome dum Deus, talvez soubéssemos mais alguma coisa sobre os seus desejos reprimidos.
Estes jovens ocidentais têm alguém com quem falar? Têm emprego? Têm valores enraizados?
O mundo capitalista de hoje pulula de gente a saltar à volta das suas  fogueiras pessoais.
Um mundo de exclusão que cria gente fraca com desejos reprimidos.
Enfrentavam até aqui os seus demónios com as diversas drogas. Não dominam a linguagem, não conseguem falar com o outro, nunca aprenderam e se calhar até gostavam de falar.
Têm desejos mas não os concretizam.
Querem possuir, capturar e com as propostas que lhes são feitas, julgam que será possível enclausurar os seus desejos, possuí-los.
O seu crime, porque de criminosos formados se trata, é não sentir o seu próprio crime.
Querem penetrar uma civilização que os mata e exclui e matam para a penetrar. São escravos.
É-lhes dito, suponho, que quem ama Deus não pode tentar fazer com que Deus retribua esse amor, isto porque ao desejar isto estaria a desejar que Deus não fosse Deus e esta questão serve aos seus desejos reprimidos. Matam pessoas, homens, mulheres, crianças em nome dum deus.
Uma das perguntas que esta gente se deve colocar antes de serem treinados para a acção é possivelmente: que tenho eu andado a fazer nesta fronteira bárbara?
Quando qualquer um de nós coloca esta questão, nestes momentos lúgubres, somos tentados a fazer um balanço, a unir as pontas soltas, só que esta gente não consegue. Antes eram recrutados para a guerra, hoje é esta a sua guerra.
A História parece que se repete mas apenas parece, dado que as circunstâncias são sempre outras.
Se quisermos, por exemplo, pensar apenas num português sonhador que se atirou  à aventura da morte, poderíamos falar de D. Sebastião, que tinha 26 anos, era órfão de pai e mãe e foi educado por uma tia.
Lutarem em nome duma 'causa' cria a sensação de felicidade e o ontem faz-se hoje de repente nesta sociedades de elevados contrastes.
A América, a Europa e o Capitalismo actual recrutam muitos destes jovens que se tornam assassinos profissionais, não são apenas os chefes religiosos fanáticos os bem sucedidos.
O que oferecem a estes jovens?
Apenas vidas desenxabidas e obrigam-nos a retirarem-se para bem longe dentro deles
Omnia vincit amor et nos cedamos amori.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JOÃO CABRAL E MELO NETO

[Tecendo a Manhã]
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
João Cabral de Melo Neto

PARA COMEÇAR O DIA COM UM BAILARINO PORTUGUÊS

Marcelino Sambé, primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres é um dos 10 jovens a ver em 2015, segundo o jornal britânico "The Independent".
"É o tipo de bailarino que chama a atenção até em pequenos papéis. [Marcelino] Sambé tem uma técnica impressionante, combinada com energia e presença em palco. É ainda um promissor coreógrafo, selecionado pela Youth Dance England e a criar trabalhos para o programa Draft Works do Royal Ballet", escreve o jornal britânico The Independent, sobre o português Marcelino Sambé, 20 anos, primeiro bailarino do Royal Ballet, no Reino Unido, e um dos 10 jovens a seguir em 2015.
O bailarino aparece ao lado de Maisie Williams, 17 anos, protagonista de Guerra dos Tronos, a escritora Eliza Robertson, 27, a artista Elektra KB, 29, ou Max Hoehn, diretor de ópera, 25.
Marcelino Sambé está desde 2012 na companhia britânica e ascendeu à categoria de primeiro bailarino em 2014. Estudou no Conservatório de Dança de Lisboa e na The Royal Ballet Upper School.
Venceu vários prémios de dança, nomeadamente uma medalha de prata no Concurso Internacional de Ballet de Moscovo em 2008, primeiro prémio no Youth American Grand Prix, em 2009, e a medalha de ouro e um prémio especial no Concurso Internacional de Ballett dos EUA, em 2010.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

OLIVEIRA

O Museu de Alberto Sampaio, no centro histórico de Guimarães, ocupa a antiga Casa do Cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, e estende-se ainda pelo claustro e por todas as salas anexas; a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, porém, permanece reservada ao culto religioso e dispõe de entrada independente pelo Largo da Oliveira. O claustro, que na sua forma actual poderá datar do século XVI, rodeia parcialmente a igreja, de que a divide um pátio ajardinado de formato irregular onde vegetam algumas árvores. De entre elas, muito apropriadamente, a mais notável é uma oliveira - que de tão alta se avista até do exterior, espreitando por trás da fachada do museu. Os séculos não lhe pesam como às velhinhas oliveiras de Serpa, e a vida resguardada que sempre levou dotou-a de um porte e um vigor admiráveis.

METADE

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.

Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

(Fernando Pessoa)

Chico Buarque - Samba e amor


PASSEIO À BEIRA RIO


O QUE É A LIBERDADE?

DIZEM QUE CONQUISTAMOS A LIBERDADE.
O QUE É A LIBERDADE?
É VER OS NOSSOS A PARTIR?
É VER OS QUE FICAM  SEM TRABALHO OU COM MEDO DE O PERDEREM?
NÃO SER PRESO POR FALAR MAL DO GOVERNO, SIM, ISSO É BOM, MAS NÃO RESOLVE NADA, JÁ LÁ ESTÃO HÁ 40 ANOS, OS OUTROS ESTIVERAM MAIS OITO, PRENDERAM-NOS, TORTURAM-NOS NA PIDE, MATARAM-NAS EM ÁFRICA. ERAM FASCISTAS, ERAM ODIOSOS. O POVO VIVIA MUITO MAL.
HOJE, O POVO VIVE MAL E VAMOS FICAR SEM PORTUGAL, ESTÃO A VENDÊ-LO À COMISSÃO E...
MATAM-NOS AOS BOCADINHOS
E O POVO ACHA QUE ESTÁ EM DEMOCRACIA.
NÃO MUDAMOS!
O PAÍS PARECE DIFERENTE COM OS PÓLIS VÁRIOS
MAS A EDUCAÇÃO NÃO É MELHOR
A JUSTIÇA NÃO  É MELHOR.
A SAÚDE ERA E MUITO MELHOR, MAS ESTÁ A PIORAR A OLHOS VISTOS.
A INVESTIGAÇÃO PASSOU A DAR CARTAS, ESTÃO A ASFIXIÁ-LA.
OS VALORES E OS PRINCÍPIOS SÃO COISAS DE MUSEU.
O POVO É BOM (O QUE É), TRABALHA, MAS NÃO TEM NEM INSTRUÇÃO NEM EDUCAÇÃO, BASICAMENTE CONTINUA TUDO NA MESMA.
ELES SABEM ONDE ATACAR PARA SE MANTEREM E A PRIMEIRA COISA É A EDUCAÇÃO.
ESTÃO A DESTRUIR TUDO, PRECISAMOS DE NSO REVOLTAR, A FASE DE INDIGNAÇÃO JÁ LÁ VAI, SENÃO FICAMOS SEM PAÍS.
SEMPRE TIVE AMOR À PÁTRIA, ACHAVAM ESSE SENTIMENTO REACCIONÁRIO, POIS CONTINUO A ACHAR QUE SER REACCIONÁRIO É NÃO O TER, PARA SE DEFENDER O PAÍS, É PRECISO TER-LHE AMOR E CONSCIÊNCIA.

Pedro Barroso - Agora nunca é tarde


CARVALHOS

PAREDES DO COURA