quinta-feira, 31 de outubro de 2013

BOA NOITE

E LÁ VOU EU PARA OS ESPAÇOS SIDERAIS

CHAPÉUS E CHAPÉUS


ESCRITA MATINAL

Que temas há para abordar?
Há sempre o eterno tema de não ter tema.
Também posso falar da florescência dos tojais, plantas repulsivas por seus espinhos, alegres da sua perpétua verdura, únicas a enfeitarem a terra quando a restante natureza vegetal amarelece, definha e morre.
Posso abordar os dias magoados e oprimidos que passam por nós e da segunda consciência que deles tiramos; dos crimes que não são punidos e que ficam como exemplo na humanidade.
Posso falar da espera que esperam sem saber do quê.
Posso dizer que há momentos em que me sinto defunta de mim e que são talvez os momentos que melhor penso.
Posso falar da América, espreguicei-me agora desculpa foi só para descontrair, e das suas guerras, da sua impaciência e do que os E.U. pensava do Costa Gomes, que era um homem "muito à esquerda" nos idos de 1974/75 e lembrar-me do que poderíamos fazer agora sem ser considerados "muito à direita".
Mas também posso falar de gente simples, de tez e olhos árabes que nos oferecem a alma num sorriso.
Posso tudo, até ver o mundo como alguns ainda vêem, despido de vestes que alguma candura lhes empresta.
Posso falar da algazarra das redes sociais e das suas "não" consequências, da "segurança" que acabam por fornecer aos criminosos institucionais eleitos, porque "cão que ladra, não morde", pensarão eles.
Posso tudo sem quebrar o silêncio que as coisas fazem ao existir.
Como me apetece o silêncio, o silêncio profundo.

BOM DIA PICA-PAU GALEGO

ONTEM FIQUEI A SABER QUE V. EXªS TÊM UNS "AMORTECEDORES" PARA  TRABALHAREM EM SEGURANÇA (assim não ficam surdinhos com as vibrações)
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E PORQUE NÃO, SE SEMPRE FOI ASSIM? A DEMOCRACIA FOI APENAS UM INTERVALO

 Quando solicitada, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa alega não ter condições para responder a todas as solicitações. Podemos admitir que sim.

Porém, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai investir 1,1 milhões de euros na reabilitação da Igreja da Conceição Velha, situada na Rua da Alfândega, em Lisboa. Argumento: em 1534 funcionou ali a primeira sede da Santa Casa. Prevê-se a reabertura da igreja, devidamente reabilitada, em Dezembro de 2014. É tudo muito bonito, a gente sabe. A única coisa feia é a realidade.


retirado do blogue do Eduardo Pitta

BOA NOITE

bloguinho já estou a ver tudo ao contrário

AVÓ EU FUI LÁ. AMANHÃ VAI O PRIMO.


QUAL? O DEFENSOR MOURA. SIM, DA TIA CANDOCA.
EU SEI QUE TU GOSTASTE QUE EU FOSSE, EU SEI VÓVÓ.
JÁ AGORA VÓVÓ, A QUINTA LÁ ESTÁ EM FRENTE, ACASTELADA, LINDA E VELHA.
BEIJO, VOVÓ QUERIDA.

PEDAÇO DE MAU CARÁCTER

Como é bom estar um dia inteirinho, fora do mundo irreal.
Falei com um ex-jogador de futebol com mais de 70 anos que  esteve a mostrar-me um álbum sobre a sua carreira, feito pelos filhos e durou uma hora a nossa conversa.
Falei com uma senhora com quase 80 anos, em muito bom estado de conservação que se amantizou com um homem de 40 e poucos anos, toxicodependente tal como o seu filho que morreu por overdose.  Em tempos idos atravessava o Rio Douro a nado.
Falei com um trabalhador do Parque, homem novo e com uma depressão segundo me informou. O IEFP enviou-o para a jardinagem para se curar, acrescentou. Homem com surdez completa num ouvido, devido à profissão que desempenhava. Veio para o desemprego, após falência da empresa, sem qualquer indemnização. Possuidor duma revolta genuína,  ia-me informando no meio  da conversa que falava comigo excepcionalmente, já que se eu soubesse de que partido ele era, deitaria as mãos à cabeça. Claro que me deu vontade de rir, mas não o fiz como é evidente e também como é evidente não lhe perguntei de que partido era, julgo que seria do PCP e me julgava do CDS.
São tão subjectivos os pontos de vista e como diz o outro, quem vê caras, não vê corações.
Cheguei a casa, vinda do mundo real e encontro o PP a falar, a falar, a falar. Desliguei o som e observei-lhe as expressões. MENTIROSO, VENDIDO, BANDIDO, PEDAÇO DE MAU CARÁCTER!

BOM DIA CARRIÇA


terça-feira, 29 de outubro de 2013

BOA NOITE, DIA!


O PM A APRESENTAR O ORÇAMENTO


ÀS VEZES O AMOR

http://youtu.be/PSROz_Q3_H8

OS TIQUES BURGUESES

Há os burgueses e os tiques burgueses.
Para os PCs quer uns quer outros se assemelham em valor absoluto.
O que são os tiques burgueses? Explicam-me que é querer ser parecido com os burgueses.
São trejeitos?
Ora, tenho para mim, que toda a sociedade portuguesa actual é burguesa e tem tiques burgueses, à excepção dos camponeses que agora já nem sei como se chamam, e dos pescadores, assim a sociedade portuguesa é burguesa na sua maioria e cheia de tiques.
Com a globalização, as imitações dos chineses, a troika, a falência das fábricas e queda brutal do operariado, ficaram os serviços. Esta gente é burguesa até ao tutano. Fale-se com uma empregada de qualquer loja a ganhar o ordenado mínimo,  fale-se com os mendigos que dormem na rua, todos são burgueses, têm mentalidade de burgueses.
E por falar em Pcs e este linguajar deles: quando vou às manifestações por eles convocadas, as pessoas que lá aparecem vestem-se duma dada maneira, digamos que à operário, porque como se sabe, a maioria não o é até porque nem os há. Quando vou às manifestações convocadas pelo Movimento Que se Lixe a Troika, a indumentária utilizada, na sua maioria, é bem diferente, uma espécie mais alternativa e outros mesmo bastante alternativos, diria eu. Faz-me lembrar os anos 70 e 80 nos locais de cultura (que infelizmente sempre foram bem alternativos) os frequentadores de teatros, exposições e afins. Assim sendo, há tiques de partido também e já não só de classe.
Convém referir, porque é a verdade, que sou outsider, num lado e no outro. Eu visto e sempre vesti à minha moda e confesso não tenho tiques conhecidos, nem reviro os olhos como o Sócrates, nem abano a cabeça como o meu homónimo Soares, etcétera e tal.
Confesso que sou mal lateralizada, mas até prova em contrário, sou pequeno-burguesa, conforme aprendi nas noções básicas  de sociologia e lá por casa, embora por parte paterna seja brasonada, já que há brasão de família (mas como pertencíamos ao ramo familiar dos tesos, dos que foram roubados pela outra parte, ficamos só com o epíteto de burgueses, digo eu que não pensavam assim a minha avó e o meu pai) .
Nas feiras cá do sítio, não raro chamam-me fidalguinha. Portanto, sou pequeno-burguesa por parte da sociologia e da cidade e, fidalguinha por parte da aldeia, o que não sei se quer dizer a mesma coisa.
Desde que a sociedade mudou que peço para me explicarem esta questão, cientificamente, já que para os media e políticos novos ricos de agora é tudo classe média, a não ser os que auferem mais de 700 euros, esses sim, verdadeiros ricos e os que como eu ganham mais de 1.500 são os tais ricaços,  já que para eles, os políticos actuais, aqueles a quem se tem que prever é aos bancos e empresários da classe A para depois esses poderem dar a esmola aos necessitados, necessitados esses que lhe deram o dinheiro para eles fazerem a figura de esmoleres.
Até parece a Lei de Lavoisier, mas não é.

BOM DIA TORDO


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A BEM-AVENTURANÇA DOS SENTIDOS

 
E LEMBRO-ME SEMPRE DE COISAS QUANDO AQUI CHEGO. A DE HOJE FOI: A CONSTITUIÇÃO AMERICANA TEM 224 ANOS

José Afonso - Como Se Faz Um Canalha


SOMOS RICOS AFINAL, COMPRAMOS UM RESORT NA FOZ

Imobiliário: Espírito Santo investe 60 milhões de euros no Porto - Dinheiro Vivo


BES com prejuízos de 381 milhões nos primeiros nove meses


ELE É NOSSO, PORQUE SOMOS NÓS A PAGÁ-LO!

PERDA DE SABER

O mundo perde saber.
O País perde saber.
Eu perco saber.
Espanto-me. Cada vez estou mais espantada.
Não sei se caí de toda a altura das ilusões mais dura, prosaica e miserável realidade.
O mundo é um mistério e outro mistério para mim, é toda a gente saber tudo.

HÁ OS SIMIESCOS E HÁ OS VAMPIRESCOS

Eis senão quando o vampiro nº 1, Marcelo Rebelo de Sousa, se posiciona contra o vampiro nº 2, Santana Lopes, para as Presidenciais. Estes são os primeiros dois vampiros a ir ao pote que estão com sede

BOM DIA DOM-FAFE


PARA QUE SERVE REALMENTE A EUROPA


domingo, 27 de outubro de 2013

BOA NOITE



Anoushka Shankar - Indian Classical Raga


Ravi Shankar - Raga Khamaj

PR. DA BATALHA E SUAS PERSONAGENS





UM EXERCÍCIO DE QUE MUITO GOSTO- SILÊNCIO

MUITO SE FALA NESTE PAÍS.
DÁ MESMO VONTADE DE ESTAR CALADO, EM SILÊNCIO.

E TUDO O PSD, CDS E PS LEVOU

Em jeito de oração dominical:

A "esquerda" (chamada "esquerda democrática" que tem estado no poder = PS) juntamente com o PSD/CDS que nos têm governado desde o 25 de Abril, é a maior responsável por todo este tsunami social e económico que assolou o nosso país.
Os partidos da oposição com assento parlamentar e as suas crónicas divisões são o terramoto que se segue ao tsunami das governações.
A ladainha é sempre a mesma, nem é preciso pausas para se ouvir pensar.
Os manifestantes são sempre os mesmos e dizem uns para os outros "cá voltamos".
O povo gosta de vencedores e não de vencidos.
Os partidos novos-ricos souberam atapetar a vida na sua veloz escalada em direcção ao poder. Colocados lá apenas conhecem o caminho da mentira.
A realidade tem efeitos daninhos sobre as nossas almas e ninguém tem coragem para mudar realmente as coisas, para sairmos da Europa da forma como estamos, para não pedirmos mais dinheiro para nos continuarmos a afundar.
Continuamos na viagem do afundamento, duma forma veloz e cansativa e sabemos que esta viagem vai acabar mal, muito mal.

Estou cansada, muito cansada de dizer sempre o mesmo, de ouvir sempre o mesmo, de ser sempre o mesmo. Tenho séculos de cansaço.
Já vi o dia nascer e o sol a banhar a aldeia em frente. A Natureza, essa é sempre diferente.
Volto ao sono de domingo, este com mais uma hora.

sábado, 26 de outubro de 2013

INADMISSÍVEL ESTA PRESSÃO SOBRE O T.CONSTITUCIONAL

Paulo Mota Pinto diz que um novo chumbo do Tribunal Constitucional a algumas das medidas do Orçamento pode obrigar Portugal a pedir um segundo resgate. O Vice-Presidente do PSD diz que tudo depende da extensão de eventuais inconstitucionalidades que venham a ser declaradas. Foi durante uma entrevista à Antena 1

BOM DIA, AVES DO MEU PAÍS!


O POVO ONTEM NÃO SAÍU À RUA (embora de povo se tratasse quem lá estava)

OS QUE SAÍRAM FORAM OS MAIS CONSCIENTES, UMA ELITE, OS HABITUÉS.

O PS NÃO VEM PARA A RUA, LOGO NÃO É CONSCIENTE.
GENTE DO PS NA RUA CONTAM-SE PELOS DEDOS DAS MÃOS.
O PS TEM QUE SER PENALIZADO, NÃO ESTÁ COM A LUTA DO POVO, NEM COM OS TRABALHADORES. NÃO SE JUSTIFICA QUE SEJAM APENAS PENALIZADOS PSD E CDS,  O PS É  TÃO RESPONSÁVEL QUANTO OS RESPONSÁVEIS E ANDA A ASSOBIAR PARA O AR.

BANCOS

-  Banco (BES) passou de 90,4 milhões de lucro nos primeiros nove meses de 2012 para 381 milhões de prejuízo no mesmo período deste ano.


-  Antigos administradores do BPP receberam 6 milhões no ano em que o banco faliu
Antigos administradores do BPP receberam 6 milhões no ano em que o banco faliu



 QUANDO É QUE METEMOS ESTA GENTE NA CADEIA POR MÁ GESTÃO?

BOA NOITE


PORTUGAL CONTADO AO MEU NETO (quando souber ler)


Era uma vez um país chamado Portugal que teve um rei chamado Sebastião que se perdeu numa manhã de nevoeiro como a de hoje, em Alcácer Quibir, e até hoje ainda há quem acredite que esse rei há-de voltar com outro nome. Estas pessoas chamam-se sebastianistas e são assim uma espécie de gente carente, fraca e delirante, embora a carência nacional seja uma realidade e não faça parte do mito.
Tivemos também 500 anos de existência imperial, onde à vezes mudávamos de mundo e ainda temos saudades desse tempo e falamos dele.
Depois veio um senhor mandar neste país que se chamava António, António de Oliveira Salazar. Mandou durante 48 anos e redescobriu África, embora não voltássemos ao império, fomos  antes imperialistas e nunca fizéssemos parte desses lugares talvez à excepção de Goa, como seus senhores, já que mesmo como colonizadores somos insólitos. Fez muitas coisas más e entre elas fez com que muitos jovens morressem lá longe em África, porque os povos que lá habitavam não queriam esses intrusos e matavam-nos.
Um dia os trabalhadores da guerra revoltaram-se (ficaram conhecidos por capitães de Abril),  entraram em greve e disseram que não voltavam ao trabalho. Nós apoiamo-los e demos-lhes cravos e agradecemos muito; os nossos filhos, maridos e irmãos já não seriam mortos nesses sítios longínquos.
Ficamos com muita esperança que não voltasse mais ninguém a governar-nos com estas manias de morte dum país (enganamo-nos).
Revoltamo-nos com o presente, se calhar pela primeira vez e, sonhamos simultâneamente com o nosso futuro e passado, como de costume.
Agora uma Albuquerque e uns tantos filhos de colonizadores querem  barricar-nos dentro da consciência, dizendo-nos que somos um povo confuso e com graves carências económicas, mas nós sabemos que as nossas carências só são económicas para alguns e que antes de serem económicas as nossas carências são sócio-culturais e demasiado densas.
Somos um povo desinteressado politicamente e muito devido à nossa percentagem de analfabetos no 25 de Abril, a maior da Europa.
Pascoaes disse que ficamos pagãos, familiares dos deuses e do destino.
Daí essa forma de indiferentismo, após o espasmo orgânico do grito tão característico do nosso comportamento histórico "Tinha de ser". É o nosso lado árabe porventura, embora estes se revoltem ultimamente.
E um dia, Henrique, quando leres OS MAIAS de Eça de Queirós, vais conhecer o Carlos, que comprava tratados de aparelhagem médica para deixar cobrir de teias de aranhas num laboratório abandonado. Continuamos a ter o complexo dos analfabetos, em perpétuo atraso e a sermos veleitários imitadores do avanço científico. Hoje continuam hospitais com departamentos inteiros fechados e maquinaria  a enferrujar.
Continuamos muito Salazaristas, embora dizendo que não. Salazar auto definiu-se num dia de imodéstia sublimada como "pobre, filho de pobres", fórmula genial de identificação mítica nacional, filha e herdeira de pobreza verdadeira, cristãmente vivida.
Hoje não somos uma ilha, mas os nossos governantes continuam a viver em permanente representação, tão objectivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e correspondente vontade de compensar com o desejo de fazer boa figura, que a vontade de exibição toca as raias da paranóia, exibição trágica como se verifica na sua  não negociação da famosa Dívida em que a Europa como banco especulador nos meteu.
Continuamos, meu querido neto, na beatitude intelectual e moral como dizia Espinoza, filósofo que espero que conheças e que, diz-se, viveu no Porto, antes de emigrar para a Holanda com a sua família, já que era judeu e nós aqui no período da Inquisição, uma "coisa" ligada à Igreja Católica, que depois te explicarei um dia, perseguia e queimava na fogueira quem não fosse cristão, mas como dizia Espinoza, na permanente interferência da ideia que cada um se faz do que devemos ser sobre o que efectivamente fomos.
Espero que quando tiveres a minha idade, Henrique, possas dizer: "O reino da estupidez, a perniciosa imagerie do passado nacional avó, a descerebralização já não faz parte de nós, da identidade deste povo, somos apenas um pequeno grande povo no mundo que nos sabemos situar sem artefactos, sem fantasmas, neste melting pot que é o Mundo. Eu, lá onde estiver, ouvir-te-ei e ficarei muito feliz e viverei em paz para todo o sempre.
Por ora, vou-me arranjar para ir à manifestação no Porto contra a troika e este governo, com a esperança sempre renovada que tenhas um futuro risonho.
Beijos da avó Lena

BOM DIA BICO-DE-LACRE


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

SÁBADO- 15H - PR. DA BATALHA

Movimento "Que se lixe a troika" espera "grande manifestação" no sábado

O movimento "Que se lixe a troika" espera, no sábado, uma "grande manifestação" a percorrer as ruas de várias cidades do país, numa altura em que está a ser discutido "um desastroso" Orçamento do Estado para 2014.

Treze cidades portuguesas já confirmaram que vão aderir, no sábado à tarde, à manifestação "Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!", num protesto para pedir "a demissão do Governo" e "a expulsão da troika" do país.
A manifestação pretende demonstrar, "mais uma vez", que os portugueses "não estão de acordo com a intervenção da troika, com as medidas adaptadas pelo Governo e com o Orçamento de Estado (OE) para 2014", disse à agência Lusa Joana Campos, uma das promotoras do protesto.

BOA NOITE




CRIME PÚBLICO


Acabo de denunciar à GNR os criminosos que mataram um pinheiro manso com mais de 50 anos e que residia num larguinho na freguesia.
As árvores não falam, temos que ser nós a dar-lhe voz.

RECEITA- COMO SE FAZ UM ELEITOR

Uma aventura inquietante, podia começar com esta frase que me recordo  como nome dum romance de José Rodrigues Miguéis.
Um eleitor faz-se por muitas desinformações e por muitas maridações digo eu, repescando uma palavra há muita lida na literatura de língua espanhola e por certo mal traduzida por mim, quando querem dizer que alguém se está a deixar pressionar por casamenteiras, diz-se que corre o risco de maridar-se.
Um eleitor também corre esse perigo quando se sujeita à audição dos comentadores de serviço nas televisões e rádios deste país, que não são mais que formatadores de opinião de serviço e ao serviço,  falsas alcoviteiras,  intriguistas.
Um eleitor faz-se de muitas impotências, duma acumulação de pormenores que separadamente nada parecem significar, como uma notícia ali, um comentário aqui, mas que de repente, juntos se manifestam num voto.
Muito poucos eleitores formam a sua própria opinião, são conscientes do seu voto, já que passam demasiadas horas a ouvir receitas, sejam elas de futebol, programas de coscuvilhice, telenovelas ou pior do que isso tudo, comentadores políticos, para serem cidadãos dóceis.
Um eleitor faz-se de muita cozedura e costura.
Cozinham-nos os meios de comunicação social assim chamados e principalmente e, torram-nos em lume brando, põem-nos uma colher de açúcar escuro por cima, mais uma laranja madura, uma colher de óleo e dizem-nos que estamos prontos para saborear e ser saboreados, porque só pode provar e ser provado o eleitor votante, uma iguaria mediterrânica. Vamos ser felizes e ficaremos a saber que a escassez e a delícia em si mesmo não são incompatíveis.
Se sobrar algum bocado, deve-se congelar até às próximas eleições. Aí descongelam-te e voltam a levar-te ao lume para te comerem de novo.

QUEIXAS EM DEMOCRACIA

Podem ser as mesmas, mas será que têm a mesma força?
Em democracia há eleitos e eleitores, logo quem se queixa é eleitor e ELEITOR é aquele que elege.
Que responsabilidade cabe ao eleitor?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

REGRA GERAL

OS POLÍTICOS, SEJAM NACIONAIS OU ESTRANGEIROS, NÃO TÊM NÍVEL NENHUM.
SÃO MAL DESENHADOS.

INFORMAÇÃO

Há canais de televisão a mais e notícias a menos

BOM DIA FELOSA


José Mário Branco - Inquietação- BOA NOITE


José Mário Branco - FMI


sábado-15h - Pr. da Batalha


Isto de ler e ouvir o que o Sócrates anda a dizer e a Manuela Ferreira Leite e os outros todos deixa-nos a pensar:
COMO É QUE TODOS ESTES MEDÍOCRES CHEGARAM AO PODER?
Sei, há várias explicações, há várias teses consoante a fé clubística de cada um, mas  continuo a matutar como foi, porque não esqueço que foram eleitos, que vivemos numa democracia, embora sui generis.

MARAVILHO-ME





TODOS OS DIAS

A MINHA CABEÇA ESTÁ POVOADA DE IMAGENS

Vêm-me à memória imagens sem conta. Pessoas, ocasiões, sítios, ditos, pequenos e grandes acontecimentos, rostos alguns.
Nunca fugimos de nós, a não ser em crianças que sonhamos fugir para o infinito.
Vem-me à memória os sapatos que a minha tia Helena me oferecia, aos 4/5 pares de todas as cores e vejo o guarda-vestidos alinhado e as caixas dos sapatos lá no alto.
Das reguadas da Dª Maria Armanda, na escola primária, quando não fazia as contas a tempo e horas.
Lembro-me de amores e desamores.
Do meu casaco  comprido vermelho que foi para tingir quando o meu avô morreu.
Lembro-me de muitas batalhas que travei; de pretensões podadas; do olhar sobre a realidade não me ter corrompido até á idade dos 36 anos.
Lembro-me de construir realidade com olhos acesos e dos erros no ditado corrigidos 20 vezes.
A memória aviva-se como as luzes do candeeiro com lâmpadas económicas.
Há rostos porém que já me parecem oxidados.
Desde que de mim tenho memória sempre me associei aos derrotados. Os vencedores nunca foram a minha grande atracção. Nunca fiquei do lado dos que tiram proveito da vida.
Há memórias que me fazem o coração latir no peito e à noite resguardo-me, aconchego-me para não advirem algumas em falências emocionais.
Reconheço com alguma dificuldade que algumas já são lendas e se cobrem de crostas.
Sei que se encostam todas e que por vezes nos traem, traem factos e sentimentos.
Sei que se excedem de vez em quando, mas sem esta espuma pelos oceanos da vida, confesso que já me iria custar muito viver.
Elas fazem com que vivamos os dias com alguma imaginação e alguns esperamos que nos sacudam no ar, que nos revolvam inteiros(as) para respirarmos os seus hálitos mais tarde, nem que seja em rostos gasosos, movediços como se fossem de fumaça.

BOM DIA RABO-DE-PALHA

 
QUE ME FICASTE NA MEMÓRIA

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Violeta Parra "Gracias a la vida"


Tommie Andersson plays Anthony Holborne

 boa noite bloguinho

Jacques Brel : Les Bourgeois


Jacques Brel - Valse à mille temps 1963 (+lista de reprodução)

Lisbon and LxCRAS work for conservation


2039

DIZ O MINISTÉRIO DAS FINANÇAS QUE ATÉ 2O39, FIXEM 2039, VAMOS CONTINUAR A CRESCER EM EMPOBRECIMENTO E QUE OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS VÃO CONTINUAR  SOB PRESSÃO.

FRASES DE FÉ

As pessoas que falam como se realmente tivessem a certeza daquilo que dizem sempre me suscitaram admiração e perplexidade.
Fazem-no para ganhar carisma?
Para acreditarem elas próprias?
Porque apreciam a capacidade de manter o bom humor a qualquer custo?
Por não saberem submeter-se às regras da discussão?
Para não darem a menor chance de se discutir o que afirmam?
Porque julgam que a verdade não beneficia ninguém?
Para não se zangarem, de imediato, com ninguém?
Para firmarem créditos?
Os seus cérebros não dão sinais de alarme, nem trovejam nunca.
Mesmo que tudo se passe às avessas, mantêm aquelas certezas firmes.
São concisas no que dizem, mas muitas apesar do seu ar, são incompetentes e até morosas.
Vem isto a propósito ou talvez não, (já que nos políticos é um pouco diferente. Dizem eles que se trata de passar a mensagem política, embora os não políticos também passem a mensagem, a sua) de ontem ter ouvido com atenção inusitada, o discurso do inefável Carlos Moedas na Antena 1, proferido no ISEG.
Além de possuir algumas "virtudes teologais" digo eu, já que quando liguei o rádio e não sabendo quem falava pensei que de um padre se tratasse, pareceu-me de igual modo, a meio do discurso e depois das vozes a pedirem a sua demissão e do Governo que representava, enquanto Secretário-de-Estado Adjunto do PM, um destes selvagens felizes com ar de urbanita lunático, dizendo que respeitava as ideias contrárias  como estribilhos patuscos que os governos apupados gostam de proferir e, prosseguiu arredondando ambiciosamente as suas verdades absolutas.
À medida que desembrulhava a cassete, mais me dava a ideia que a sua sensação era de quem lia as delícias do palratório, embora incapaz se encontre de seduzir uma nação de mendigos ricos e pobres, mesmo que de cabeção se queira apresentar.
Gente  que se aprecia erradamente e pretende desconhecer que há quem não os aprecie.
Tunantes usam palavras desatadas, fáceis e escondem-se de todos os que estão no mundo com a verbosidade de lugares-comuns promovidos a verdades únicas.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

BOM DIA GUARDA-RIOS


BOA NOITE


SÓ PODE SER POR BOA GESTÃO

Prejuízos das empresas públicas sobem para 215 milhões

e assim vai a cultura na cidade do Porto

http://portocultura.portodigital.pt/cn/site/index.php?u=Huf539GmhefuG0987DOguZqP23&id=1082

PROGRAMA CAUTELAR


MOEDAS QUEM NÃO AS TEM CHAME-LHES SUAS

QUANDO FOR GRANDE QUERO CASAR COM O CARLOS MOEDAS

RESERVA MENTAL

É impossível duvidar sempre de tudo à partida pensava eu, até que um dia me deparei com este tipo de pessoas. Esta gente é uma espécie de polícia do que dizemos.
Se declaramos, nós os que não sofremos de reserva mental, o que quer que seja, elas(es), os que sofrem deste mal ( chamam-lhe prevenção, "inteligência prática", não ser crédulo, etc., etc.) sorriem ou se calam; os mais sofisticados repetem o que dizemos de outra forma, fazendo uma espécie de reformulação, mas não acreditam em nada do que acabam de ouvir, mesmo que declaremos enfaticamente que incendiamos S. Bento.
Numa boa conversa sobre que tema for há lugar para muitas verdades, mas os que sofrem do mal, os tais que se auto intitulam de não crédulos, nunca se empoleiram nos ombros dos outros para ver mais longe, preferem esperar que o presente se torne passado, passem ou não no teste de visão.
É difícil reconhecer à partida se conversamos com uma pessoa destas, embora seja uma característica eminentemente  provinciana, também se encontram muitos nas cidades e a tendência actual é para o seu aumento geométrico. Há no entanto um ou dois sinais a que devemos estar particularmente atentos: a simpatia fácil por um lado e por outro, as cores de que se revestem ao longo duma conversa, já que se assemelham a camaleões, devido ao mimetismo que conseguem.
Desconheço se estes seres aparentemente miméticos instalam algum programa desde que saem de casa até que entram ou se é um modo de ser, apenas constato que por serem fiéis a este "estar", acaba por ser um modo de ser irrevogável, com toda a desvalorização que a palavra sofreu entretanto.
Estes indivíduos nem sempre são tão anódinos quanto possam parecer, com um elemento bruxuleante aqui ou acolá.
Normalmente estão travestidos de bons ouvintes e quase nunca a sua aparência simpática é sabotada pelo interlocutor, mas como tudo na vida às vezes calha-lhes um igual ou parecido do outro lado.
Aí, outro tipo de tensões são identificáveis e tal como nos "icebergues", objectos tendencialmente bidimensionais,  com discursos bastante heterogéneos esses sim agregadores dos "defendidos" com reserva mental.
As "consequências" destes encontros vão-se desenvolvendo e enquanto o 1º, o reservista chamemos-lhe assim, vai descoroçoando até ao osso o discurso do segundo, o segundo prefere ignorar a reserva mental do primeiro, mas não raro, conhecendo "paisagens mentais" similares, acaba por facilitar-lhe a "análise", fornecendo-lhe mais imagens pictóricas daquelas que tinha, porventura, vontade de emitir.
É que neste jogo de emissor/receptor, receptor/emissor, há uma caixinha negra e muitos outros fenómenos nada simples e O que produz muitas vezes, sentindo-se observado, analisado, tipificado, catalogado, são manchas verdadeiramente irreconhecíveis da sua personalidade e do seu carácter.
Moral da história, se moral há nesta história:
Para o "reservista mental" que se esforça por ver por dentro e não se enganar à primeira, com o aumento exponencial que há nestes casos, tem mesmo que pensar duas vezes se não estará a ser enganado duma forma vil e  pode até  ser enganado por um qualquer prestidigitador.
O "reservista mental" satisfeito com a metodologia ("dúvida metódica") e o procedimento (simpatia estudada) bem assentes no hábito que o domina tem um problema acrescido nos nossos dias, as imitações, o disfarce dos crédulos ou melhor dizendo, dos pseudo-crédulos.
A tradição já não é o que era.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O MEU PAÍS ESTÁ A FICAR UMA RUÍNA -- MENTAL


AS AZÁLEAS HOJE ESTAVAM ASSIM


QUANDO OS OUTROS SE ENCONTRAM AINDA PIOR QUE NÓS

Muitos nos resmoneiam com frases azedas.
Há muita gente em sofrimento e a nossa sabedoria mínima com a idade é suspeitar que isso acontece, tolerar os gáudios e partilhar os desaires.
O desemprego e consequente falta de dinheiro e liberdade põem as pessoas a chasquear umas com as outras. Surgem as depressões em maior número.
Muitos há que se deixam amodorrar em sofás junto à televisão.
Todos nós somos contraditórios, porém nem todos se podem dar a esses luxos.
Há pessoas com muita raiva dentro delas.
Às vezes ficamos cada um de nós, no seu posto de observação a mastigar sem digerir os respectivos pensamentos, a azedar memórias, desejos e medos.
É bom, faz-nos bem compreender os outros. Não aceitar, não é disso que aqui falo, mas compreender e vermo-nos neles, porque estamos lá por certo.
Estamos lá quando não conseguimos dizer, fitando bem nos olhos uma pessoa "Como te admiro, como eu te respeito, como eu gosto de ti, não ligues a esta minha maneira de ser, eu não faço por mal..."
Damos muitas vezes opiniões em câmara rápida. Todos os dias precisamos de sair da mediocridade para onde nos arrastam.
Estendamos ao menos à consciência, as revelações que não fazemos ao mundo, caso contrário corremos o risco de não ver nada, a não ser a nós próprios.
Estou a lembrar-me, meu querido diário, da lei da equivalência das janelas que li há muitos anos nas "Memórias póstumas de Brás Cubas" do M. de Assis e que nunca mais esqueci. Ele dizia que o modo de compensar uma janela é abrir outra afim de podermos arejar a consciência, mais ou menos isto.
A minha reflexão de hoje é válida para isso, para continuar a ver as borboletas, para me consolar dos benefícios, para não esquecer uma coisa que aprendi há muito que é  quando os outros desconversam ou nos apreciam de forma injusta, quando os pensamos erratas pensantes, não devemos esquecer que nós também o somos em certos momentos, até à edição definitiva, embora uns corrijam mais (as) edições do que outros.

domingo, 20 de outubro de 2013

PATRIOTISMO PRECISA-SE


Falta patriotismo nesta Terra. Após o 25 de Abril, as pessoas achavam que ser patriota era ser reacionário, em especial, os esquerdistas.
Hoje vendem palácios em Portugal, vende-se a Electricidade do País, vende-se a Companhia Aérea, vende-se os Telefones nacionais, vende-se o País e as pessoas dizem que falta liquidez ao País, que é para conseguir maior liquidez. Não, não falta liquidez ao país, o que falta é PATRIOTISMO.
Se houvesse amor à nossa Terra, podíamos ser pobres mas não vendíamos nada, NADA. E esta falta de vergonha e de amor à Pátria não podemos atribuir só aos desgovernantes actuais ou passados, mas a todos, a todos que pensam e agem assim.
Já estivemos bem pobres e nunca vendemos o país.
A crise maior que temos é a falta de dignidade e de orgulho em ser portugueses.

ANEDOTA ANGOLANA

Vi uma senhora preta ontem no telejornal a querer comprar o Castelo de S. Jorge. Dizia ela que até tinha uma vista muito bonita e quem tivesse bem posicionado podia bem adquiri-lo.
A repórter fez o favor de a  informar que não estava à venda.

Quanto a mim que nem gosto de anedotas, senti-me  correr o risco de me tornar racista contra os brancos

BOA NOITE


A BANALIDADE DO MAL ESTÁ NA MODA

Muito se fala deste tema, actualmente. Às vezes, há questões que ressurgem de tempos a tempos. Aí está o filme da Hannah Arendt, o livro, a tese de mestrado do ex- PM, mas não devemos esquecer que os instrumentos de tortura são muito antigos e não foram inventados pelos americanos, nem pelos alemães, embora todos contribuíssem para os aperfeiçoar.
Uma vez vi uma exposição, na Alfândega do Porto, e havia de tudo e para todos os gostos. Instrumentos de tortura que foram utilizados do século XIII ao XVII.
Neste momento essa exposição está no Brasil e o cartaz de anúncio diz entre outras coisas:
“O objetivo da mostra é fazer com que os visitantes reflitam sobre a opressão humana em suas faces mais radicais e cruéis. O poder das instituições, inclusive religiosas, sobre o indivíduo, sua mente e seu corpo”, afirma Mauro Tietz, diretor de patrimônio cultural da Fundação Cultural de Curitiba. Para ele, as peças, vindas em sua maioria da Europa ocidental, provocam reações diversas, do assombro à admiração.
A donzela de ferro (cápsula de ferro com espetos capaz de enclausurar um homem), o triturador de cabeças (barra de ferro que esmagava crânios lentamente) e a cadeira inquisitória (um assento de ferro, que poderia ser aquecido, repleto de agulhas) são alguns dos instrumentos de tortura em exposição. Utilizado no Brasil durante todo o período colonial, o pelourinho também está lá, apesar de ter tido apelo inquisitorial apenas em Portugal.
“Como nunca houve tribunal da Inquisição aqui, os réus eram enviados pelos visitadores ou comissários do Santo Ofício para Lisboa. Tortura havia, sim, nas fazendas escravistas. Mas aí é outro assunto”, esclarece o professor da UFF Ronaldo Vainfas, que estudou as visitações inquisitoriais no Brasil Colônia.
Trazida da Itália pela Associação Ricercatori Storici,a mostra também aborda grandes personagens da história perseguidos à época, como Joana d’Arc, morta em 1431, Nicolau Copérnico, censurado ao apresentar a teoria heliocêntrica, e Galileu Galilei, condenado à prisão e obrigado a retratar-se por sustentar a teoria de Copérnico.
Sem querer justificar os atos, Vainfas sugere, entretanto, fugir do erro de interpretar o passado com o pensamento atual. “A Inquisição existiu em uma época na qual não havia direitos humanos. A pena de morte era legítima e pública. A escravidão era legalizada. A tortura era uma técnica de interrogatório que todos sabiam que estava em prática”.
“Os abusos praticados pela Igreja na Idade Média com o intuito de manter e alargar seu poder, sem dúvida, são fatores que levaram ao acirramento das críticas contra os representantes do catolicismo”, argumenta Angelo Assis, que frisa a atualidade do tema apesar do hiato temporal. “A intolerância religiosa, infelizmente, é motivo de conflitos em várias regiões no mundo de hoje”, completa.

Vi esta exposição antes do 11 de Setembro em Nova Iorque e fiquei mais ou menos de boca aberta, porque é que após o 11 de Setembro se banalizou a tortura e ninguém fala? É bom que o tema seja discutido e esteja de novo na ordem do dia.

CONTRA O RACISMO


ESTES POMBOS E GAIVOTA DO PORTO PROVAM BEM QUE O RACISMO NÃO PASSOU POR ALI

OUTRA REFERÊNCIA DE JOSÉ SÓCRATES- NOSSO ANTIGO PM

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-512X2008000200007&script=sci_arttext


AS REFÊNCIAS FILOSÓFICO-POLÍTICAS MENCIONADAS PELO MESTRE (?) JOSÉ SÓCRATES SÃO REFERÊNCIAS "À DIREITA" COMO SE PODE VERIFICAR, EMBORA OS FILÓSOFOS, OS LITERATOS E TODOS OS CRIADORES ESTEJAM ACIMA DISSO OU PARA ALÉM DISSO, NA VERDADE NÃO ESTÃO, PORQUE ANTES DE SEREM CRIADORES E PENSADORES SÃO PESSOAS COM VIDAS PRÓPRIAS, OPINIÕES E TOMADAS DE POSIÇÃO.
TODOS NÓS NOS IDENTIFICAMOS MAIS COM UNS DO QUE COM OUTROS, É "A VIDA"!

Hannah Arendt entrevistada por Roger Errera (1973) 2/4


GIORGIO AGAMBEN- UM DOS AUTORES QUE SÓCRATES SEGUE

http://www.liberation.fr/monde/2013/03/24/que-l-empire-latin-contre-attaque_890916

trabalho de filosofia- Banalidade do Mal


ENTREVISTA A JOSÉ SÓCRATES NO EXPRESSO

Declaração de Princípios: Não gosto nem nunca gostei de Sócrates enquanto PM e político do PS

Li a entrevista que a jornalista de Pinto Balsemão (um dos chefes da Direita democrática em Portugal) fez ao cidadão Sócrates e senti o momento do cidadão Sócrates.
José Sócrates é neste momento um homem magoado que se meteu com a Filosofia para obter certas respostas de que necessitava para a sua sobrevivência mental.
É um homem com uma enorme vontade de se explicar, que acredita na sua força interior, de não ir abaixo, de se vingar duma Direita de que faz parte, embora julgue que não e, lhe atribua todos os seus males e do país, afirmando como a razão essencial do que lhe aconteceu e/ao país, porque a certa altura ele ousa confundir estas duas identidades, "Eu sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter".
Esta entrevista demonstra entre outras coisas que ele quer vir a ser político no activo e por isso duma forma, talvez inconsciente, usa  uma linguagem de cidadão vulgar e diz que não quer vir a ser político de novo.
José Sócrates tem consciência que foi devorado pela sombra.
Fala da sua família para se reflectir nela. Os seus pensamentos e sentimentos turbilhonam-se.
José Sócrates é um homem que fermenta nos seus 56 anos. Um homem que diz que se recuperou das mágoas, mas que ostenta com orgulho as marcas da batalha, segundo ele ou o seu psicanalista quiçá, embora leia Freud como forma de fugir do divã, um homem absolutamente armadilhado e vigil, digo eu.
Nervoso, não foge de si próprio, a não ser para encarar os inimigos que lhe aumentaram o nervosismo. Continua sobre-excitado, em esforço e a pedir ajuda à Filosofia como ciência que privilegiou na sua defesa.
No entanto, em alguns momentos desta entrevista com uma jornalista que tem de si mesma a imagem da jornalista perfeita (Clara Ferreira Alves) , José Sócrates duma forma inteligente disse "você deve ter suficiente treino psicanalítico para perceber porque me fazem isso" quando esta lhe referia que há quem insinue, insinuando de igual modo, que teria ido para Paris com dinheiro roubado da Freeport.
A resposta foi a esperada numa entrevista  e explicou que a sua sobrevivência na capital francesa se deveu ao empréstimo de 120 mil euros que pediu ao banco para não voltar a pedir à mãe.
Poderia dizer muito mais sobre a impressão que esta entrevista me causou, mas o texto vai longo e a hora também, porém direi apenas que a considero um retrato fiel de como um homem obstinado, quase "borderline", consegue ser PM em Portugal, um pequeno país a saque desde há muito.

sábado, 19 de outubro de 2013

BOA NOITE


O POVO UM DIA SAIRÁ VITORIOSO  (não pode ser de outra forma, chegamos ao fim da linha)

para os eventuais interessados

A PARTIR DE HOJE, OS REGISTOS FOTOGRÁFICOS FARÃO PARTE DO MEU BLOGUE http://lenodepapel.blogspot.pt/

A MANIFESTAÇÃO DO POVO EXPLORADO E CONSCIENTE



O "MEU" COMBOIO

O comboio da linha do Douro não é o metro de Paris, não é uma lição de geografia humana como o Metro em Paris ou mesmo Londres. Não tem os indianos com os seus vistosos turbantes, altivas damas africanas com túnicas de mil cores, muçulmanas, judeus de barba e chapéu alto, etc.
No comboio da linha do Douro há gente diversa, mas falando a mesma língua, gente nova e velha e ouvem-se conversas ao telemóvel e assim fica-se a saber as propriedades que se querem vendidas, as que se querem comprar, os advogados que interferem nos casos em litígio, o acerto com os mestres de obras.
No meu comboio começo por ler uma página do livro que me acompanha, mas as conversas que ouço ao lado, à frente, atrás são bem mais interessantes que a literatura do momento.
Agora ouço jovens a combinar uma noitada de copos.
Distraio-me por momentos e olho o rio, as árvores, algumas casas e retiro-me para dentro de mim e sonho com amanheceres azuis.
...sei que tenho tempo para voltar à realidade, ao défice que depois de todos os sacrifícios parece que a diminuir, apenas diminuiu 0,5%, à dívida que aumentou, sendo que os sacrifícios que o povo fez  que se diziam em nome dos critérios do ajustamento que tinham como objectivo reduzir o défice e a dívida de nada valeram. Os juros não diminuíram, antes pelo contrário e o governo só está interessado em pagar os juros aos especuladores e volto de novo ao comboio e até me parece tudo normal por momentos, até que ouço de novo uma conversa de telemóvel onde se anuncia que os negócios não vão bem.

A DIREITA E A ESQUERDA SOBRE ESTA MATÉRIA ATÉ JÁ PENSAM O MESMO

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=688875&tm=9&layout=123&visual=61


NO PROGRAMA CONTRADITÓRIO DA ANTENA 1  DE 18/10/2013, LUÍS DELGADO DISSE PRATICAMENTE O MESMO.
QUANDO DIREITA E ESQUERDA DIZEM O MESMO E SÓ O GOVERNO DIZ O CONTRÁRIO....ESTAMOS CONVERSADOS.

PARA MEMÓRIA FUTURA


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CHORAR BAIXINHO

Uma melga zumbia, zumbia junto à minha cabeça e  acordei a pensar que chorava baixinho

boa noite


AS HSTÓRIAS COMEÇAM SEMPRE POR ERA UMA VEZ

Era uma vez um país sem rumo. Um país em que os governantes prosseguem sem pejo.
Um país que apodrece e que quem vive nele corre o risco de apodrecer também.
Um país que está a estilhaçar a História.
O dinheiro que veio e mais aquele que há-de vir, escoa-se pelas algibeiras sem fundo destes e daqueles, já em 1817 assim era com o rendimento das Alfândegas. As fraudes sucediam-se. Nessa altura, empregados de ordenado módico compravam quintas, faziam soberbas casas e sustentavam grandes vícios como hoje acontece com políticos que entraram na política de bolsos vazios.
Um país a ser empalhado literalmente por Bruxelas, pelo BCE, pelo FMI e um governo a dar a aparência de tomar meias medidas o que indica a sua enorme parcialidade e fraqueza.
Um país  onde a vida está a ficar em sofrimento para muita gente.
Um país a ser devorado pelo grande capital.
Era uma vez um país adiado com gente a abafar, a morrer por asfixiamento.

Não sei se a História se repete, mas parece que sim, embora com outros protagonistas.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

PONTO DE ENCONTRO

TEMPO PARA TER TEMPO

O tempo é escasso, um bem precioso, logo tem que ser tratado, hidratado, visitado.
Ouvir infortúnios a toda a hora é para especialistas de confessionário. Lamentos só de pássaros meninos, ouço o meu tempo dizer.
Todo o silêncio é tempo ganho. Também gosto de ouvir vozes doces que soem a poemas.
Beneficiar do tempo é, por exemplo, meditando e mantendo o bom humor.
Sabemos que os presentes estão passados e os futuros continuam em gestação e o tempo não tem preferências.
Poderia falar duma experiência que tive enquanto "facebooker". Uma experiência algo volúvel, uma aventura bizarra para quem dispõe de tempo, esquecendo-se que ele é que dispõe de nós com a sua voraz disponibilidade. Um lugar onde o tempo escorrega sem se dar conta, um lugar onde nada se consome e um pouco futurista. Um lugar onde se corre o risco de não se sentir a chuva oblíqua da manhã distante da nossa infância.
Aqui no blogue é diferente a passagem do tempo, escrevo para mim, é do meu diário que se trata, sem cliques.
Não há espectáculo nem adoradores de espectáculo.
O tempo é, deve ser individual, cada um tem a sua própria relação com o tempo.
Montaigne isolava-se na sua torre perto de Bordéus. Descartes no seu quarto aquecido da cidade alemã de Ulm.
Há quem goste desse blindar frente ao mundo, outros há que gostam de ser grandes, não sendo nada, "A Glória Nocturna de ser grande, não sendo nada", como dizia Pessoa. O facebook favorece estes.
O tempo deve ter tempo para ser tempo ou, sorrindo, o tempo para SER tempo tem que ter tempo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DOIS MAIS DOIS IGUAL A 4?

Não sei há quantos séculos é assim, mas há muitos. As pessoas têm dificuldade em juntar 2 +2.
Só conseguem fazer estas contas se lhes disser respeito, i.é, "ah, isso fica daqui a quantos euros? 2.000, 20.000?
Não ligam as coisas. Assim, comprarem artigos chineses em hipermercados ou fruta estrangeira não lhes suscita a  questão de que ao fazê-lo  colaboram no desemprego dos portugueses e  contribuiem para enfraquecer a produção nacional.
Só quando se trata dos seus "porte-monnaies" é que sabem fazer contas.
Parece que se levita.
Estão todos aptos para actos superlativos, mas para perceberem que o PSD/CDS está no governo, porque Sócrates e sua troupe não deu conta do recado, isso aí é bem mais difícil.
São imiscuições, não convém somar dois mais dois.
São prolíficas as pessoas, mas saber juntar 2+2, é que se torna verdadeiramente difícil.
Saber distinguir os inimigos dos amigos, perceber o que é o principal e o secundário.
Hoje há um espírito novo-rico por todo o lado, até os pedintes não querem 1 Euro quando se dá esmola, dizendo que é pouco.
Anda tudo a torrar em lume brando, mas mesmo assim a união tarda.
Estranhamente bizarro este "mundo" com aquela sempre presente ideia angustiosa de exclusão.
No Estado Novo 2+2 nunca foram igual a 4. Nesta democracia sem democratas também não.
Hoje o surrealismo é a corrente vigente e saiu da Arte para ser um acto quotidiano.
A vida nacional é esquizofrénica. Dizemos mal dos que nos exploram, mas ninguém dá o 1º passo para a união e sem união não há força.
Dividem-nos para reinar e conseguem.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CADA VEZ PERCEBO MENOS DESTA VIDA

A vida está uma ribaldaria, o país uma ribaldaria está. O Mundo é uma ribaldaria.
Antes achava que metade da mediocridade humana se devia à infelicidade e à falta de educação. Hoje, verifico que os velhacos são livres e que a  liberdade encobre a velhacaria que utilizam.
Quando era jovem, os mais velhos, os que tinham a idade que hoje tenho, diziam-me que "com a idade, isso passava" , referindo-se à revolta e à utopia. Não passou, continuo na mesma, senão ainda mais revoltada e utópica.
Não tenho cataratas, mas não percebo muitas coisas que se passam. Estes golpes de escacha-pessegueiro que todos os dias levamos pelos governos, pelos credores, pelos eleitores, pela vida, não os entendo, nem os aceito.
Outros antes de mim já disseram o mesmo, já sentiram o mesmo.
Passou-se da modéstia, irmã da pobreza, que são detestáveis, para a imodéstia, igualmente detestável.
Bem sei que o tempo está melancólico e o intervalo entre os prazeres demasiado longo, mas não é disso que se trata.
Do que se trata é mesmo não perceber todas estas representações.
Todos os dias nos fornecem mais dose de veneno, todos os dias nos entopem mais.
Não percebo qual o curso que quer seguir o mundo.
A realidade que nos olha parece ficção.
Parece que estamos todos muito perdidos, mesmo os que se agarram às boias dos partidos e das suas ideologias, não se começam a reconhecer.
Uns não se reconhecem nos outros.
Há falsas verdades todos os dias a serem apresentadas.
Não podemos viver de novo as nossas vidas, por isso estão a roubar-nos vida.
Parece que há uma grande buraco no conhecimento do que se passa e no qual nos podemos mesmo vir a afundar no entanto nem sempre o conseguimos evitar.
Uma coisa eu sei e percebo, a ter glória esta gente, só têm a glória de nada serem.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

SAINDO DA VIDA

Num vai e vem, volta e vai à memória e regressa outra vez.
A vida às vezes é uma chalaça posta em funcionamento.
Revivem-se os dramas, as tragédias e as comédias.
Retira-se dentro dele(a).

Há muita coragem na morte. A coragem do que é absoluto.
E continua-se a rebobinar o filme de toda uma vida.
Desembrulha-se tudo.

Não quer dormir e se dormir que seja rápido.
Foca e desfoca o passado, o acontecido.
Embarca de novo para voltar dentro em breve.
Copos...; era mesmo...; chamam de mimosas; jumentos; as cores são nossas; Bach; espero confiante DIZ.
E pensa com os olhos e com eles persegue a mosca.
E faz-se uma espécie de autobiografia nestes encontros adultos com a morte que ainda não é e com a vida que já não passa duma personagem.
E a morte parece-se quase com uma sinfonia. É uma espécie de poema sinfónico, é antisséptica, antibiótica.
E regressa para falar com as suas próprias personagens.

E apanha-nos assim a morte, espolia-nos da batuta da vida, esmurra o amor e é grande e ocupa tudo  Pronto... DEIXAMOS DE SER.

Glenn Gould 1932 - 1982 Bach The Well-Tempered Clavier. Book I Prelude...


terça-feira, 8 de outubro de 2013

DA MINHA GALERIA DE HERÓIS

As pessoas que vivem sozinhas são umas heroínas.
Muitos homens e mulheres por este país fora com enorme coragem, caminham em frente da vida.
Com muitos momentos de grande humidade a infiltrar-se na alma por certo, mas caminham.
Podem resmungar sozinhos, mas não gritam com ninguém.
Quanto aos achaques ... têm que falar com eles e remediá-los.
Têm uma espécie de couraça como se de um fato se tratasse e defendendo-se dos golpes da vida.
Estes meus heróis e heroínas têm uma capacidade fantástica de se manterem sem dramas nem tragédias.
Diz o povo que "o comer e o ralhar vai de começar". Eu sei que tudo vai de começar, amar, chorar, ter medo, viver sozinho, mesmo assim sinto uma enorme admiração por todos os(as) que conseguem viver sós e, em especial, os que não têm excesso de si mesmos, da sua abundância e ainda sabem  falar e encontrar-se com a vida.
A vida pesa muito e às vezes é violenta, mas mesmo assim há quem a pegue de frente.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

EMPRÉSTIMOS

Há dias grossos e mesmo com sol, apresentam-se sem luz mas como tudo é dialético na vida, são óptimos para meditarmos, de consciência iluminada.
Penso na gente que nunca existiu, a não ser inventada por nós. Emprestamos qualidades às pessoas que elas nunca tiveram, porque gostamos de as ver assim, dá-nos jeito para melhor as podermos amar e considerar. E quem diz qualidades, diz defeitos, quiçá.
São estes zumbidos de pensamentos que me fazem ver claramente e à distância que aquela ou aquele nunca foram o que eu queria que eles ou elas fossem, apenas lhes emprestei as características que gostava que tivessem.
Enovelei-me, renovelei-me nos afectos sem permitir que se apresentassem com as suas próprias roupagens.
E atira-se areia contra a pele e os olhos, mas não há nada de excepcional nisto.