segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O QUE SE NOS APRESENTA COMO VERDADE

Há histórias vividas.
Há histórias que esquecemos.
Há histórias que lembramos.
Há histórias que se nos apresentam como verdadeiras e quase épicas.
A nossa ausência de memória de quando em vez desafia a nossa criatividade e questiona-nos..
Assim, as enormes contradições produzidas no enclave entre o conflito do vivido e da ausência da memória daquilo que vivemos.
Às vezes há mesmo criação de verdadeiros curto-circuitos ente o facto vivido e a percepção do mesmo por intecepção da memória.
Quando verbalizamos os factos vividos e como a palavra subverte as imagens que nos restam desses factos, o seu significado é transformado criando duplas vivências nalguns casos.
Que registo nos conta a verdade?
O vivido e experienciado ou a percepção que nos vai ficando dele?
Nada é linear e muito menos a memória com as suas sete fases.
Os factos vividos por sua vez, estão enquadrados em épocas das nossas vidas bem delineadas. A percepção que temos sobre eles ao longo do tempo que os vivemos vão-se quase institucionalizando" e passam a ser repetidas automaticamente.
Porque nos esquecemos de certos factos, porque a nossa memória resiste a mudar certas percepções?
Aqui fica matéria para reflexão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A CARIDADE

















































UMA PEQUENA HISTÓRIA VERDADEIRA


Detroit  a cidade americana que em 2008 anunciou falência pela depressão em que mergulhou, atingida pelo desemprego e penhoras imobiliárias.
Detroit era considerada a capital do automóvel. A Ford instalada na cidade e utilizando a sua mão de  obra, resolveu deslocalizar muitas fábricas, sendo uma das grandes responsáveis pela situação de pobreza da cidade, no entanto em 2012 resolveu igualmente atribuir um donativo de 10 milhões de dólares (8 milhões de euros) ao centro comunitário num bairro pobre do Sudoeste da cidade.
As grandes fortunas mobilizam-se nos Estados Unidos desde a viragem do século XX para darem uma generosa imagem de si próprios e legitimar a sua opulência. Os ricos constroem fundações, criam bibliotecas, escolas, dedicando-se a aliviar temporariamente a infelicidade dos pobres, mas já o presidente Theodore Roosevelt denuncia os "representantes da riqueza predadora" que através de donativos a universidades influenciam  no seu próprio interesse os dirigentes de certas instituições educativas". Os trabalhadores desconfiam destes filantropos generosos em relação à arte,  saúde ou ciência mas brutais nas suas empresas.
Nos Estados Unidos, o caso de Bill Gates, para falar de apenas um e mais conhecido, doou pelo menos metade da sua fortuna, em parte adquirida graças a técnicas de optimização que permite escapar aos impostos.
Também esta caridade que se revela contra o Estado já chegou a Portugal e verifica-se por exemplo, na Fundação Manuel dos Santos do Grupo Jerónimo Martins, para só falar deste milionário que deslocaliza a sede dos seus negócios de mercearia para não pagar impostos no seu país e paga mal aos empregados..





































domingo, 22 de novembro de 2015

A SITUAÇÃO

Uma enorme parte do orçamento de Estado é canalizada para a dívida pública, para o pagamento dos juros, cada vez menos os recursos disponíveis são menores. Uma grande parte dos rendimentos que se geram é para pagar aos credores externos. As taxas de juro são elevadíssimas porque a dívida é medonha e com tendência sempre a aumentar, são muito maiores que noutros países.
Esta é a realidade. As estratégias de direita e de esquerda é que são diferentes

sábado, 21 de novembro de 2015

Rachmaninoff: Pianoconcerto no.2 op.18 - Anna Fedorova - Complete Live C...


A ESPERANÇA E O TEMPO

À medida que o tempo passa a esperança vai diminuindo, a incerteza aumentando sobre se o futuro governo do PS será capaz de fazer face a tantos constrangimentos internos e  externos.
A crise é de tal maneira grande que políticos/partidos que se mantinham, cada um de costas viradas para o vizinho, refiro-me ao PCP, BE mais PS, tiveram que se unir pelos cabelos, i. é, pelos mínimos, como forma de sobrevivência política, para que a coligação PSD/CDS, que tomou o país de assalto e o pôs a pão e água, não continuasse na sua escalada criminosa.
O nó foi desfeito sem dúvida e a outra parte, a de quem ainda governa, não tem uma estratégia para defender a sustentabilidade económica. Dizem defender princípios e valores que atacam todos os dias.
As televisões e os media em geral, com os seus manipuladores de serviço invadem todo o espaço nacional.
Hoje porém, o maior factor de instabilidade é mesmo o PR. Tem como lema a mentira. Mentindo invoca tratados, como é o caso do Tratado Transatlântico, a mentira sobre os Acordos, que nem nos Mercados Internacionais colheu.
A Constituição nada impede.
Os ultraliberais do CDS/PSD vêm com a sua radicalidade político/ideológica absoluta impedem que a democracia se debata.
Repetem até à saciedade, que as desigualdades  socioeconómicas, a tão prestimosa estabilidade, a 'extrema'-esquerda vai acabar ao intervir  na governação, gritando e babando pela preciosa fluidez dos movimentos dos capitais.
 Como é que estes fascistas, neoliberais para ser politicamente correcta, que destruíram o Estado Social,  as leis laborais, os serviços públicos, o emprego, numa palavra a Democracia, os seus pilares, podem dizer isto agora?
Ser-se extremista é ser contra a austeridade?
É ser-se contra o que a austeridade fez - subtracção de rendimentos ao trabalho e às pensões, desemprego, com níveis nunca vistos nem no tempo do  primeiro fascismo.
Apoiaram-se nos constrangimentos do euro e empobreceram o país a níveis completamente pornográficos e indecorosos.
Claro que os alarmismos da extrema direita do governo e seus amigos, estará a preparar eleições antecipadas para dizer que a esquerda não conseguiu, que fracassou.
A toda a esquerda compete congregar-se e dar força ao futuro governo, com vista à reposição dos rendimentos, do reequilíbrio das relações do trabalho na defesa do Estado Social Universal, do combate ao desemprego e combatermos a moeda do Euro em simultâneo, mal arquitectada. Se não o fizermos, a regulação dos sistemas financeiro, económico, comercial não se fará e a direita virá para durar e durar e culpar a esquerda pelo fracasso.
HS 

domingo, 15 de novembro de 2015

analisemos com a cabeça

RACIOCINANDO:
A França já não dispensa um "inimigo interno", Manuel Valls associou alguns islamistas a um inimigo interno.
Qual é a política externa da França?
Que tipo de democracia é a francesa?
Quem são estes jovens radicais que se tornam máquinas de matar?
A política externa francesa está alinhada com a dos Estados Unidos, "lider do mundo livre" como bem dizia Dominique de Villepin e ao dizer isto, diz-se tudo, diz da sua hipocrisia suprema. Tem reagido sempre com intervenções armadas e lições de moral, com reacções pavlovianas. Ainda ontem o Embaixador de França em Portugal confirmava a política externa agressiva a reboque dos neoconservadores americanos em relação à Síria e ao seu Presidente, dizendo que a França queria ver Bashar al-Assad fora da Síria.
A França foi um país colonizador, não tem um passado, a esse nível, de que se possa orgulhar, antes pelo contrário.
Hoje a França está transformada pelas migrações e representa a diversidade do mundo e dos seus conflitos
A democracia francesa não tem qualidade, é a autoridade e a austeridade, medrosa.
Não tratam (eles e todos os outros povos europeus) das causas políticas A França não tem um diplomacia política, dos povos, povo a povo.
Estes jovens radicais, são jovens que vivem em guetos, sem esperança de futuro, desempregados, sem acesso aos bens culturais da bela França. São jovens que nada têm a perder.
Fazem vítimas e são vítimas.
Quem está por detrás do tal estado islâmico, quem lhes fornece armas, a quem interessa?
Quais são os grupos de interesse?
A globalização destruíu, dissolveu os Estados-nação, deixando-os expostos às histerias raciais, confessionais, etc.
Onde está a Soberania dos Estados?
A ordem ocidental (E.U./Europa) é contestada, cria conflito, desagregação.
Na verdade estamos num mundo sem regras.
Não encontremos a justificação para o que aconteceu em Paris apenas nos jovens tornados máquinas de matar. Temos obrigação de analisar globalmente, de perceber o que se está a passar, de não atirar as culpas para os primeiros que nos aparecem.
DEVEMOS TRATAR AS CAUSAS POLÍTICAS SEMPRE OU QUASE SEMPRE ESQUECIDAS
TODOS ESTAMOS NO MESMO BARCO

sábado, 14 de novembro de 2015