sábado, 30 de novembro de 2013

BOA NOITE, BLOGUINHO


OLHANDO A VIDA/OLHANDO A MORTE

Hoje o título poderia ser: olhando o morto.
Ontem estive no Tanatório de Matosinhos. Experiência marcante.
O Tanatório de Matosinhos é de construção recente e percebe-se claramente que a morte dá muito dinheiro aos vivos.
Agora está em moda a cremação. Meteram (a economia meteu) na cabeça dos vivos que ser queimado é que é bom e o pior é que nem para aquecer se serve, fazem só cinzas, espero que sirvam para adubo, pelo menos.
Começa a haver falta de espaço nos cemitérios e arranjaram esta solução.
O culto dos mortos também já não é o que era, está tudo em falência.
Na cremação não há coveiros, nem flores, o morto vai por um buraco lá para dentro como uma mala de viagem.
Primeiro colocam o caixão em cima dum tapete rolante, inicialmente está num plano mais elevado, fazem-no descer e o caixão vai devagar, devagarinho lá para dentro e fazem fechar a porta da cavidade, electronicamente e deixa-se  de ver o morto, desaparece aos olhos dos vivos.
Tudo limpinho, elctricamente limpinho, racional. Só o coração é democrático.
Antigamente só se queimavam os mortos por falta de tempo para os enterrar, agora é porque é "fino", faz parte duma certa classe, por imaginação desafrontada, por tentativa de economizarem tempo e gasto em flores, de irem ao cemitério "falar" com o morto, sei lá. Qualquer dia, só os pobres serão enterrados, embora também seja um grande luxo o preço por metro quadrado, talvez vala comum, que fica bem mais barato.
Não continuarei com estas palavras destoantes hoje, mas voltarei ao tema Zé Massano. Que pena não estares vivo, para discutirmos isto a dois, seria bem mais interessante, à volta dum cozido à portuguesa à maneira e um vinho tinto do Douro, reserva.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

IDEIAS NA MADRUGADA

- Cada problema premente da sociedade se transforma numa área de negócio.

- Quem não sabe bater, apanha.

- Ainda há muitos discípulos de Pôncio Pilatos, ainda há muita gente que nada diz.

- Há demasiadas coisas que não interessam a ocupar-me o córtex cerebral.

- Sempre paguei caro as minhas ousadias, por muito pequenas que tivessem sido.

- Não gosto do sistema democrático e não gosto do sistema ditatorial e o pior é que não conheço outro.

- O futuro cada vez é mais curtinho e o presente está tristinho sem futuro.

- O entendimento das pessoas começa a turvar-se com tanto sofrimento e desinformação. Tudo são notas ou averbamentos e muito pouco são factos verdadeiros que nos dão a conhecer.

- O mundo só está solidário no aborrecimento.

Apetecia-me desengonçar as políticas, sacar palavras dos chefes  políticos de paróquia e deitá-las ao lixo. Virar tudo do avesso, pôr as televisões durante um mês a falar de cultura. Dar repelões ao desemprego, retirar riqueza aos ricos e redistribuí-la ou obriga-los a criar emprego... enfim... fazer um pouco o que Prometeu de Ésquilo fazia aos seus verdugos.

BOM DIA, MERGANÇO-DE-POUPA


E BICO FINO. PATO DIFERENTE TU ÉS.

BOA NOITE, BLOGUINHO


31 DE JANEIRO DE 1927- PORTO

Por decreto de 12 de Outubro de 1910,  foi fixado, entre outros, o feriado nacional de 31 de Janeiro, como dia dos Percursores e Mártires da República.
Assim, entre 1911 e 1952 (altura em que foi extinto), foi comemorada a revolta portuense como festa nacional. 

Este pequeno filme, produzido pelos Serviços Cartográficos do Exército, em 1927, assinala a presença do Presidente da República, General Oscar Carmona na cidade do Porto, homenageando aqueles acontecimentos e condecorando diversos militares. 
As cerimónias, efectuadas na Praça da Liberdade deixam ver a rua dos clériogos e sua torre, e a bem conhecida e ainda existente Casa Navarro, para além de alguns edifícios em construção na avenida que se então se construía. 
O edifício da antiga Câmara Municipal havia já sido demolido em 1921, pelo que é visível ao fundo, em alguns planos a Igreja da Trindade, pois que a nova câmara ainda estava longe de sequer iniciar a construção. Pode ainda vê-se o Largo da Batalha onde decorre o dito «cortejo civil». E por fim a homenagem no Cemitério do Prado do Repouso, junto ao monumento que assinala esta data.



Escassos dias depois, a 3 de Fevereiro, rebentava na cidade do Porto uma revolta liderada pelo General Sousa Dias contra o governo de ditadura militar que terminou apenas no dia 9 e que se saldou num total de 80 mortos e 360 feridos.
Curiosamente, tal revolta foi liderada pelo Regimento de Caçadores 9, que neste filme vemos o Presidente da República a homenagear....

DESERTEMOS

Desertemos da razão avelhentada e fútil em que andamos, tomemos de pensamento o novo e o que não foi tentado ainda e não ponhamos reflexão onde devia estar sabedoria, porque a sabedoria é acima de tudo actividade e a reflexão pessimismo.

Não vou reflectir hoje :)

BOM DIA, COTOVIA- DE- POUPA


É ASSIM UMA ESPÉCIE DE JOGADOR DE FUTEBOL ACTUAL

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BOA NOITE, BLOGUINHO


O INVERNO CHEGOU-ME

Está muito vento. O vento que põe as eólicas a funcionar para a direita. O vento que faz com que o rio 'corra ao contrário' e as árvores abanar.
Hoje é um daqueles dias em que a indecisão toma conta de nós.
Um dia em que tens que fazer muitas coisas e todas incompatíveis e com imensas dores de cabeça.
Um dia que começou com uma ideia a expelir a outra.
Um dia em que nos apetece encolher, encolher até sermos abraçados por leitura que nos seduza.
Um dia em que estou triste e comecei por ouvir Haendel.
Um dia em que as folhas das árvores voam e caem à frente da minha janela e me encontram com a alma debruçada.
Há coisas que melhor se dizem calando nestas intercadências de força e desanimação.

E O DIA COMEÇOU ASSIM

BOM DIA, CEGONHA-BRANCA


terça-feira, 26 de novembro de 2013

ESPERANDO, ESPERANDO...

Não esperamos por calma, a maior parte de nós não tem calma nenhuma. Também não é porque não assole qualquer tentação.
Precisávamos de descanso, de viver normalmente, por isso temos que resolver o que nos parece ser impossível para depois voltar a esperar.
Depois destas pilhagens continuamos a esperar por mais e mais pilhagens.
A Europa está feita para nos roubar e o governo não passa de medíocres testas-de-ferro desta Europa pirata.
Estamos a ser sacrificados vezes sem conta pelo mesmo governo. A agonia dum povo fraco é que faz a verdade do governo, por isso eles não hesitam em sacrificar mais e mais os débeis e os ingénuos.
Fizemos uma "revolução" sem sangria, o sangue não correu pelos esgotos, por isso depois dos hinos da revolução, os homens que tomaram o poder são os mesmos, das mesmas famílias. Os filhos e os netos da mesma gente com o acrescento dos novos ricos da política.
Lavou-se a cara ao país e a "democracia" tornou-os poderosos e rapidamente se reorganizaram e, o povo mais uma vez, mergulha no silêncio histórico.
Já vem do tempo da monarquia. D. Pedro II falava de moderação como virtude.
Todas estas "virtudes" portuguesas de longa data, resvalam em inércia e mediocridade.
Esperamos, arrastando-nos.
Somos um país pequeno com gente pequena e este sentimento constante de derrota que nos persegue.
Escorremos tristeza e aquela dor no peito a responder nas costas deste povo.
Apesar das auto estradas, das rotundas, dos parques, das piscinas, das casas e dos carros próprios, mais dos bancos do que nossos, as pessoas desenvolvem aquele cálculo de dizer só o que os outros querem ouvir, sejam de que partido forem. Só se faz o que os outros querem que se faça.
Mas agora, agora mesmo coloridos todos de cores tímidas e achando-se incapazes de cometer os tais desatinos, mais por falta de imaginação do que por virtude, agora está tudo cansado de tanta espera e ouve-se todos os dias: "se não fosse a idade ia-me embora". Nunca se ouviu tanto esta frase como hoje.
As pessoas cansaram de esperar porque sabem, a democracia demonstrou-lhes que a fé que tinham num Portugal melhor, era isso mesmo uma questão de fé.
Conhecem as batalhas perdidas, embora saibam que a guerra ainda não o está. O problema se calhar está mesmo no estrabismo, naquele jeito indefinido de olhar.


ESPERANDO O TREM

BOM DIA, GARÇA-REAL

BOM DIA SUL, QUE TODOS OS DIAS DE TI ME LEMBRO

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

EU ESTOU AQUI

QUEM DISSE FOI O RONALDO E EU REGISTEI

Se todos disséssemos isto, Portugal metia "golos", é o que se me oferece dizer neste início de semana.

ESTOU DE LUTO PELO MEU PAÍS

domingo, 24 de novembro de 2013

EMIGRAÇÃO

A certo passo da sua intervenção, o professor João Peixoto, especialista em Demografia, notou que, em 2012, saíram de Portugal mais portugueses do que a média anual registada durante a grande vaga migratória portuguesa para a Europa, nos anos 60 e 70. E revelou que, com colegas internacionais, está envolvido num projeto que tem como título "Votar com os pés", significando que, com a sua saída dos respetivos países de origem, esses novos emigrantes assumem já um gesto em si mesmo bem político.

"EXTRACTO DO BLOG DE SEIXAS DA COSTA"

ASSIM SE COMEÇA BEM O DIA

O Copo de Água
Devia ser nos começos do verão,
os inumeráveis jacarandás
de Jerez de la Frontera estavam em flor.
Nos pátios da luxuosa vivenda
onde me haviam instalado
(que o Governo confiscara
a um riquíssimo produtor de vinhos da região
por fraude fiscal,
agora destinada a hospedar gente da cultura),
os repuxos erguiam
os seus irisados fios de água
para logo os deixar cair molemente
na face doutras águas cativas
em grandes taças de mármore,
onde já flutuavam uma ou outra flor de jacarandá.
Aquele rumor, a que se misturava às vezes
algum canto de ave, parecia-me então
a música do paraíso.
Durante aqueles dias, eu ficava por ali
sentado toda a manhã com os meus papéis
e um copo de água, que o caseiro me punha
em cima da mesa, um copo de cristal
com grinaldas de flores
gravadas na parte superior.
Poucas coisas haverá tão bonitas
como um copo de água fresca no verão,
mesmo quando o vidro não tem o brilho
e a transparência do cristal.
O caseiro, cuja voz vinda doutro pátio
me prendia a atenção com cantares andaluzes
muito ornamentados,
também colocava cuidadosamente à noite,
na minha mesa de cabeceira,
um copo de água em tudo semelhante
àquele de que falei.
E como lhe referisse a beleza, ele ofereceu-me,
ao partir, o que estava no meu quarto,
como lembrança da minha passagem pela casa.
É esse copo que, desde então
- e já lá vão tantos anos! -
tenho à cabeceira, e sempre com água fresca,
como se o verão e a luz dos jacarandás
durassem eternamente.


Eugénio de Andrade (2001) Inimigo rumor

INSEGURANÇA MÓRBIDA

A maioria das pessoas não gosta de coisas complicadas. Gostam que a vida vá correndo pouco decorativa, mas se o for, queixam-se de imediato.
Continuam a lutar pela aparência mais ainda que pela existência uns e outros, demasiados, já lutam pela comida do dia-a-dia.
A saúde mental dos portugueses está cada vez mais frágil. A honorabilidade há muito que se vem esvaindo e há mesmo quem delire.
A desgraça faz ainda as pessoas mais dissimuladas.
Há muitos indecisos e inseguros. É urgente agir, mas o que se verifica é cada vez mais o contrário.
Começo a acreditar que apenas com armas isto muda, cada vez mais é o que a vida nos dita.
O 25 de Abril fez-se com armas, as manifestações vieram depois.
A mudança nos diversos regimes, faz-se através de eleições se o povo tiver cultura democrática, consciência política e eleitoral, souber prognosticar o que vem a seguir, medir as consequências do seu voto, saber para que servem as maiorias, etc.
A nossa democracia é demasiado jovem e ainda estamos na fase da escola primária nesta aprendizagem.
Através do voto, talvez daqui a 100 anos e mesmo assim, restam-me dúvidas.
Olhamos, por ex. para a Revolução Francesa e para as suas consequências e quando começou a produzir efeitos e também podemos olhar para a França actual e a sua perda de saber. Claro que o Mundo mudou, mas o mundo é feito por todos nós e todos temos o nosso quinhão de responsabilidades.
Somos de feitio resignado. Falamos muito e ao falarmos esgotamos o conteúdo da revolta e fazemos a revolução.
O símbolo permite franquear a dificuldade de esgotar o conteúdo do pensamento pelas palavras.
A maioria a alistar-se, alistar-se-ia em causas pobres, muito mais que em causas nobres.
Cada vez mais estamos a manifestarmo-nos por desejos reprimidos e quanto mais pobres ficarmos mias se verificará.
Os governos mentem, mente este e mentiram os anteriores e trata-se de mentira patológicas. Patologia social e individual, alguns vêem que não vão no bom caminho, mas pelo efeito do carneiro como eu lhe chamo, dizem amén, tendo até medo de estar errados se o contrário disserem e acabem por dizer, todos em coro, o mesmo.
Não se trata da vulgar dissimulação da verdade, o que se passa com o governo e com a C.E.E e com quem os apoia.
Estamos a ser regidos por loucos ao serviço do capital estrangeiro e nacional, mas não deixam de ser loucos, mais loucos ainda que incompetentes.
É PRECISO RETIRAR-LHES O PODER, É URGENTE!
O povo, por sua vez, tem mais medo de perder o emprego do que perder a alma.

BOM DIA, BUFO-REAL

ÉS LINDO, LINDO, MAS ACHO QUE NUNCA TE VI

sábado, 23 de novembro de 2013

BOA NOITE

É ASSIM, PORQUE SIM

Eram raras as visitas que faziam ao que pensavam de verdade.
As suas cabeças são um resumo prolixo das fábulas mais em voga.
Gente atascada pelo destino.
Tudo se pensa às avessas. As ilusões voaram.
Não há remédio, é assim porque é assim, dizem... e seguem o seu salvador.
Refiro-me, neste caso, aos súbditos de Mário Soares, esse político português perito em desunião, até na do seu próprio partido.
Um homem com mais de 80 anos costuma purgar as suas culpas, no entanto M.S. faz um caminho contrário. Dá ordem aos achaques para se irem embora e admiravelmente continua a defender a sua fama e faz das desgraças contínuas a sua coroa.
Baila entre as ondas. Anuncia que em matéria de infortúnios tocamos no fundo e parte para mais uma ilha ostentando o seu carisma de herói, querendo provar: "Eu com esta idade é que tenho que salvar este país ou o que resta dele", mais ou menos como a senhora de 90 e tal anos a fazer a sua última colcha de croché para o bisneto que agora nasceu, senão ninguém a fará mais e, ficará recordada pelas colchas de renda, sem contar que agora os netos as vendem na OLX.
É seguido por seres vindos da ilhas empapadas de água, de seres que possivelmente votaram nele para a Presidência da República e que ficam surpreendidos com a precisão do seu sonho não se ter tornado realidade, cidadãos que ao fim e ao resto, votaram Cavaco e contribuíram para o polvo reinar.
MS é e será até morrer, um ser egoísta, um ser que imagina que a Terra ou a superfície do Mar começa a voar em flocos brancos quando lhe põe a mão, um ser mimado. Ressentido com os mais chegados, como o foi com Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
Um ser que usa uma faca com gume para dentro como fez com o Cunhal. Um ser que não consegue analisar o passado, apenas avança para o futuro para lhe imprimir a sua nota.
Os fiéis que o seguem são os que para se inspirarem na masturbação dos seus sonhos têm a necessidade de segui-lo, necessitam do líder carismático.
Esta pequena multidão de adeptos e fãs, segue-o para todo o lado e voltam sempre ao mesmo barco e volta tudo ao princípio, ficando a própria família socialista mais desunida.
Saem dessas reuniões solenes, de cumprimentos entre gente importante como os crentes duma seita saem felizes, a respirar liberdade.

BOM DIA, GRALHA CALVA (embalsamada)

não te conheço, nem no museu (mas é preciso saber que existes, senão ainda te confundo)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

BOA NOITE, BLOGUINHO

PORTO ABANDONADO

NÃO QUERIA QUE A MINHA CIDADE FICASSE ASSIM:

http://www.loucoporviagens.com.br/2011/09/26/as-10-cidades-abandonadas-mais-arrepiantes-do-mundo/

FINAL DO DIA

IMPOTÊNCIA

Sentimento único, repulsivo.
Os tempos de hoje fazem lembrar os do surrealismo ao contrário. Há uma pressão enorme, mas não me parece que seja do foro libertário.
 Este capitalismo selvagem, também me faz lembrar, numa outra dimensão, quando os mouros entraram por aqui adentro, com toda a sua pujança, violentavam o que lhes aparecia à frente e depois civilizavam-nos à sua maneira sem perguntar aos locais se lhes interessava aquele modos e aquela língua.
Uma vez li num romance medíocre, uma história que poderia resumir assim: "quem é este homem aqui dentro do meu quarto, referindo-se ao marido".
Pois bem, muitos de nós perguntam também quem é este governo aqui dentro do nosso País, quem é esta Europa, no entanto todos nós assistimos à cerimónia do casamento.
É este sentimento de impotência, em especial para aqueles que apenas assistiram ao casamento e não têm como se divorciarem.
Quando nos assola este sentimento de impotência e refiro-me, como é óbvio, à situação política e sabemos que não retrogradaremos, embora "todos" queiram que isso aconteça, sentimo-nos como aquela criança que foi batida por um colega mais velho e maior e não se pôde defender. Só tem duas saídas- ou ficar a remoer com raiva a injustiça toda a vida ou juntar-se a outros companheiros da sua estatura e ministrarem a justa e merecida sova no grandalhão que abusou do poder de ser maior.
Nem sempre ou quase nunca, optamos pela 2ª solução, o que é pena, já que é daí que cresce o sentimento de frustração e impotência.
Só não temos tido impotência para a refeição de cabrito assado com batatas assadas e arroz branco seco, mesmo que servido no quartel.

BOM DIA, CORVO

LEMBRAS-TE QUANDO TE VI EM COIMBRA, EM PLENO JARDIM?

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

E FICAMOS ASSIM

DEPOIS DO SOL SE PÔR

DA MINHA JANELA

 
A NATUREZA  DIZ-ME POESIA

Da norueguesa Inger Hagerup

DETALHE DE UMA PAISAGEM INVISÍVEL DE NOVEMBRO

No meio do país de névoa que se chama eu
há um velho sinal de trânsito sem caminho.

Ali está assinalando com a sua carcomida flecha
até aos pântanos e quilómetros de neblina.

Em vão procuro nomes e sinais.
Nevões e chuvas tudo apagaram.

Ali esteve uma vez o caminho para que me encaminhava.
Quando desapareceu e quando me perdi?

Vou às cegas como um invisual até essa palavra
que me indicaria o caminho da minha casa.

No meio do país de névoa que se chama eu
há um sinal sem caminho que me assusta.

Fra hjertets krater, 1964 (encontrado no blog do Amadeu)

BOM DIA, ALVÉOLA


ILUSTRES FILHOS DA PUTA

Antigamente, tinha para mim  que as pessoas infelizes eram más, mesquinhas e faziam mal a quem estivesse por perto.
Hoje, não abandonei essa ideia mas acrescento também aos que nos fazem mal, os felizes filhos da puta (FdP).
Conheço algumas pessoas que até são felizes, mas gostam de dar cabo da vida  aos outros. Pessoas com verdadeiro mau carácter. Não sei se são insopitáveis de feitio, mas que são FdP, lá isso são.
Há pessoas que são bons profissionais, mas nem por isso deixam de ser FdP.
Cascateiam-nos, alguns são quase  insectos à volta da luz, não largam o local.
Os FdP pretendem debilitar o outro e, não raro, conseguem-no.
Todo o FdP pretende ser respeitado, embora na maior parte das vezes se não respeite a si próprio.
Todo o FdP gosta de se rodear de FdP e/ou tem amigos FdP.
Há vários graus de FdP e várias espécies:
Há-os com senso prático, há-os rodeados de medíocres, há os que não largam os honestos, há os intelectuais e afins.
Não conheço a fórmula para se ser um prodigioso FdP, mas todos nós os conhecemos. Estão disseminados por todo o lado.
Os FdP são uma espécie de casta, quase intocáveis. Nem todos são espalhafatosos, alguns até se disfarçam de humildes.
Neste momento a maior concentração de FdP encontra-se no Governo e na C.E.
Reconhecer um FdP individualmente não é tarefa fácil, por vezes leva uma vida, já que alguns sofrem duma espécie de mimetismo social.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ESTAMOS MESMO DE COSTAS VIRADAS UNS PARA OS OUTROS

RUA DE CEDOFEITA NO PORTO- ÚLTIMA FOTO




 
TEM MOVIMENTO

E AOS AUTOS DISSE NADA

Nada a declarar.
Voltamos sempre ao mesmo, ao futebol, ao fado e por aí adiante.
A vida é uma chalaça posta em funcionamento pelo hábito do milagre com alguns a pedirem desculpa de existirem e a fazerem de ornamento de outros que apenas pensam em comer os outros.
É uma tragédia. A tragédia da inveja e de ser carne para canhão.
Uma parte é invejosa a outra antropofágica.
Então hoje está tudo feliz, a selecção ganhou.
Esta felicidade dramática dá-me vómitos, apetece-me retirar para dentro de mim.
É difícil admirar os contemporâneos, eu sei, é um defeito.
Lembro-me de Galileu que há mais de 3 séculos afirmou que a Terra gira em volta do sol e que a lua não tem luz própria.
Como devia ter sofrido, é um drama um ser humano ter razão e ter razão antes do tempo ainda mais.
Galileu viveu de 1633 a 42 numa casa perto de Florença prisioneiro da razão e porque vim eu com esta ideia agora?
Porque há uns tantos em Portugal que vivem este drama, o drama de terem razão, os outros preferem a selecção e o Ronaldo.
Às vezes acordamos esmagados(as) e durante o dia caminhamos mais com tanta ideia barata, com tanto biltre, com tanto pulha.
Não, não foi por abrir o facebook, esse sítio onde se embarca em jumento, nem por ler os jornais do capital e ver que há medo, medo terrível de dizerem o que pensam, mas muito mais porque assisto todos os dias  a gente a desimportar-se de tudo, gente que é perseguida por pensar diferente e a todos estes movimentos epigonais.
Conjugam-se muito os verbos intransitivos e eu estou demasiado cansada de tudo isto, dos importantes só falarem com gente importante e dos quase importantes só falarem com gente quase importante e os menos importantes com os menos importantes e os que não têm importância nenhuma com os outros todos que também não têm importância nenhuma.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

BOM DIA, PILRITO

 
CONTIGO SEMPRE FUI FELIZ
APARECESTE EM LUGARES EM QUE EU ESTAVA MUITO BEM
 

VIVA A SARDENHA!


CANDEEIRO ESBORRATADO

Se fosse um conto teria esse título, mas como não é, apenas - "Pensamentos demasiado Soltos".

É preciso saber que se existe sem ser pela pesada respiração dos adormecidos. O para quê,  talvez não interesse tanto, nunca vamos sa
ber porque não somos loucos e muito menos porque o somos.

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Estamos sempre em marcha para observação.
Temos um enxame a pilhar-nos.
                                                                          
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Nunca sabemos se o nosso é o melhor ângulo, a não ser quando o presente e o futuro se tornarem passado.

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Todos temos fé, a fé imensa que tudo se passa e passará com os outros e assim somos livres para acreditar que estamos a salvo de tudo o que sucedeu e sucederá.

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Todas as mulheres têm aventuras, aventuras simples em mulheres especiais ou aventuras especiais em mulheres simples, livres ou conservadoras ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Há aventuras que só se passam no íntimo das mulheres.
Conheci mulheres que me disseram: hoje dormi com outro homem e pronto já me vinguei...
Quando aprofundava a escalada da vingança, não raro descobria que as aventuras poderosamente íntimas não passavam de sonhos mais reais que a realidade, já que não saíam da intimidade de cada uma.

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Há pessoas que pensamos doidas e não passam de medíocres.

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Há muita gente que olha para nós como se não nos estivesse a ver, por exemplo, quando um homem se interessa por nós, faz-se distraído.

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Quando as decepções acumuladas são muitas, pessoas há que se tornam impedidas de agir. 

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Adaptamo-nos a tudo, até ao nonsense que a vida nos oferece.


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Não sou rica apenas porque não perdi o medo do meu futuro.

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Começo a estranhar-me, desconheço se é o efeito de ter chegado ao estado de adulta.       

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

BOM DIA, QUETZAL

NÃO TE CONHEÇO, A NÃO SER COMO EDITORA .

BOA NOITE, BLOGUINHO


.AMOR E MITO.- ALINHAVOS

.O amor salva-nos.
O amor liberta-nos. Amar é sinal de que se é forte.
.Conheço gente que tem segredos combinados com desgostos profundos e fundamentalmente devido ao amor.
.O amor também deprime e pode matar, mas aqui deve-se ler, a ausência dele. Há gente com crises de irritação e isolamento a si devidos .
As gerações anteriores à minha e mesmo até a minha, foram educadas a dominar os sentimentos. Foi-lhes ensinado que era um sinal de fraqueza não dominarem os sentimentos.
Há românticos em todas as épocas, embora algumas facilitem mais esses estados de espírito.
.Diz-se que o amor não é paixão. A psicofisiologia explica através dos circuitos fisiológicos que a paixão dura 9 meses e o amor pode durar toda a vida ou para além da vida, este último não explicado pela fisiologia.
Mas é só meia verdade, porque muitos amores começam por uma paixão, refiro-me ao amor erótico, de Eros.
Há pessoas que em vez de fazerem amor, fazem política.
Nunca se sabe porque se amam uns (umas) e não outros(as). É um enigma.
Não se pode amar quem não se deixa amar, mas tem sempre que se amar como diz Florbela Espanca.
"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!"
Não me apetece falar do amor em Platão, nem em nenhum outro filósofo grego, mas como toda a gente sabe, os filósofos gregos .entendiam-no como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos, é como eu o entendo.
.Quando o nosso amor morreu, então surge o mito, o mito não no amor, mas no nosso amor .

Nota: todos os pontos que se vêem na minha escrita, não são meus, mas do PC


BOM DIA ALMA-NEGRA


domingo, 17 de novembro de 2013

.DESIGN

http://www.ddlx.pt/

APOSTA CONTRA O SILÊNCIO

Pois existe em cada livro um desafio contra o esquecimento, uma aposta contra o silêncio que só pode ser ganha quando o livro for de novo aberto (mas, em contraste com o homem, o livro pode esperar séculos pela sorte da ressureição). George Steiner

AS AUTO-ESTRADAS MUDARAM AS NOSSAS VIDAS

O tempo germina na manhã.
Penso no tempo em que a grande maioria das pessoas gasta em trabalhos pesados alguns, a ganhar misérias, a sobreviver.
No medo que têm, de mesmo assim, perderem esses trabalhos e dos patrões os substituírem.
Pessoas que vivem vergadas toda a vida a este jugo da injustiça capitalista.
Baixaram o preço do trabalho e continuam a baixar e os fazedores de mais valia com medo, muito medo, quase que paralisam.
Os trabalhadores estão a ser devorados.
Mais que acomodados há devorados, espezinhados. É a paz do medo que se ouve.
É um fartar vilanagem, uma atmosfera do salve-se quem puder, de vamos ter que acabar com isto antes que isto nos acabe.
Quando se fez a República, quando se mudou de regime, do monárquico para o republicano, vivia-se um ambiente semelhante.
Disfarçam-se de democratas mas não  passam de novos fascistas, fazem tão mal como os velhos fascistas e são muitos mais.
A autoridade foi substituída pela austeridade.
Entretanto a oposição continua no bota-abaixo cega e sistematicamente, não se unem, acham impossível por isto ou por aquilo, nem que seja para atirar com o governo abaixo. Não se une porque não está interessada em que o governo não governe.
As oposições são tão responsáveis como quem governa, querem que tudo se mantenha na mesma, têm os seus interesses particulares. A situação alterou-se mas a oposição continua igual, parece brincar... ao bom barqueiro.
A realidade começa a matar, entretanto.
Ninguém merece consideração. Todos falam, todos mentem. Somos um povo humilhado na nossa honra.
Pedimos pouco, por isso não nos dão nada.
Adiamos sempre tudo, sofremos até ao limite. Queixamo-nos muito mas acabamos por bater em quem está mais próximo e não tem culpa nenhuma, em diferido.
Os filhos da classe média são normalmente os que lutam. Por cá já não há classe média nem filhos, emigraram quase todos.
E cá continuamos em franca rebeldia uns contra os outros e com olhares desvalidos, consumindo-nos e consumindo tempo, podando gestos e linguagens que possam ser mais agressivas.
Continuamos como há 50/60 mas com muitas auto-estradas, rotundas e novos-ricos.
Se medíssemos o grau de frustração seria muito elevado, se o comparássemos com o desses anos, se calhar teríamos algumas surpresas, mas se medíssemos a mudança de mentalidades, verificaríamos que não alteraram nem um milímetro.

BOM DIA, TAGARELA


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

NÃO NOS DEIXAM SOSSEGAR

Atropelam-se uns aos outros.
Todas estas conversas curvas dos políticos anunciadores de desgraças evocam morte, funerais.
Aparecem em toda a parte os abutres.
Estamos sujeitos ao saque e ao fogo por todo o lado.
Não nos deixam sossegar.
É tudo muito fatigante, mesmo com versões diferentes que põem a circular.
A Comunicação Social, absolutamente acéfala, atropela-se, soma temas e conversas.
Apetece-me pôr uma lente fumada à frente dos olhos, não os quero ver, estou cheia.
Inventam tudo, não falam verdade e quem falar verdade, pintam-na por cima.
Deixem-nos sossegar.
Precisamos de ser surpreendidos, mas pela positiva.
O silêncio torna-se o melhor e o maior bem estar.
Recebemos bofetadas de todo o lado. Rasgam-nos de alto a baixo. Parecemos folhas sacudidas por vento forte.
Estamos sujeitos a estes tartamudos, funambalescos, mequetrefes, hipogrifos, noitibós com excruciantes discursos.
Deixem-nos sossegar. Silenciem. Vão-se embora.
Nós queremos paz.
Afastem-se de nós, saiam do nosso meio.

BOM DIA, BISPO- DE- COROA-AMARELA



SEM PLUMAGEM NUPCIAL NA 1º FOTO E COM PLUMAGEM NUPCIAL NA 2ª

AVENIDA DOS ALIADOS ANTES DE 2004


A CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA, NO PORTO, DESTRUÍU A CIDADE, A CRISE ACTUAL FEZ O RESTO.

(Foto encontrada na NET)

CREPÚSCULOS QUE ME BEIJAM

"...Cada beso perfecto aparta el tiempo,
le echa hacia atrás, ensancha el mundo breve
donde puede besarse todavía..."
 
 

PROMESSAS PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL IDIOTA E AO SERVIÇO DO MARKETING DO GOVERNO

PAULO PORTAS, EM ESPANHA, DIZ QUE EM 2015 O IRS VAI DIMINUIR, ESTÃO A VER COMO "AGORA" É QUE É.
UM TIRO NOS CORNOS É O QUE ESTE GAJO PRECISAVA

Olá, Pardal-das-Neves!


SER OUTSIDER

Sentir-se outsider é um sentimento não muito confortável.
É uma espécie de arte de não o saber.
Não há orgulho nesta forma de estar.
Um dia se calhar, pinta-se, mas só na nossa imaginação, pertencer a algo.
Não sei se todos os outsiders pensam que um dia podem deixar de o ser para pertencerem a um qualquer grupo de pertença, nem que seja o dos independentes, normalmente mais engagées do que qualquer outro grupo.
Há pessoas que pensam que se vive como se fosse um rascunho, algo que pode ser transformado, como se certas coisas que se viveram possam ser até agora apenas rascunho da nossa vida.
No meu caso concreto, que me sinto fora, não porque me faça de morta, ao contrário, mas é um sentimento.
Não o do voltarmos as costas, mas antes o não nos sentirmos íntimos em coisa nenhuma, é observar do lado de fora, uma espécie de respeito também em que quase nunca pedimos para entrar, só se nos convidarem e mesmo assim com muito custo.
É não nos sentirmos parecidos, mesmo que alguém nos ache, uma espécie de timidez também.
Não nos sentimos perdidos, sentir-se perdido é outra coisa.
Uma vez senti-me perdida em Belgrado, aquela cidade com quase 2 milhões de pessoas e aí segui as pessoas que não conhecia, se calhar para elas decidirem onde devia ir.
Os outsiders são pessoas humildes, uma espécie de artistas para a eternidade.
Um outsider é também capaz de quando não encontrar o tal inimigo externo, fazer de si próprio um inimigo.

PONTE D. FERNANDO


QUE, POR ACASO, É A DE LUÍS I

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

OLÁ LUA!


PARA MIM

POLÍTICA EXTERNA

"A política externa deve estar em mãos de gente hábil, de gente capaz de manobrar, de gente capaz de ter linguagens diferentes conforme o sítio onde fala, gente que compreenda que a diplomacia não é bem uma sessão interna de um órgão revolucionário, que a diplomacia de um país revolucionário que vive uma conjuntura internacional determinada e uma situação geográfica como nós vivemos, exige muita maleabilidade e em alguns casos muita ronha"

in "A crise político-militar, Discursos políticos/5, maio/novembro de 1975, Edições Avante!, 1977

PORQUE É VERDADE E... LINDO

"Da minha língua vê-se o mar".

Vergílio Ferreira

de Amadeu Baptista

O TOLDO ILUMINA O QUE OUTRORA FOI CASA RURAL


o toldo ilumina o que outrora foi casa rural
e de onde chega ainda o cheiro denso
a erva recém-cortada há cinquenta anos
e a leite fresco de recente ordenha.
a cadeira de plástico está molhada
mas sento-me, ainda assim. não muito longe
os homens invadiram o terreiro
e sob a copa de um cedro centenário
jogam o fito contando pelos dedos
concentrando nas mãos o dom do sobressalto
com que a vida que têm os derruba.
é gente de idade, não são velhos.
vistos assim de perto parecem mais crianças
que acabam de chegar vindas da escola
do que vultos vergados pelo peso dos trabalhos
tão duros como os que já passaram.
olhando-os penso em ti, comovo-me em segredo,
pergunto-te a distância a que te encontras
e quais os teus desígnios trazendo-me para aqui,
sabendo-se que preferia estar com os meus filhos
na casa que perdi.
é indiferente culpar-te ou não culpar-te.
é indiferente pertencer a esta cisão
que me determina a palavra e o silêncio,
o mal de ter nascido, a dor de ir morrer.
perdida a juventude a hora do abate
apenas configura o desencanto
que só pode transcender quem me transcende
pela pouca misericórdia disto tudo.
levanto-me, dou dois passos,
aproximo-me do balcão por um copo de água
e vejo na tv imagens da barbárie.
com um fio de sangue sulcando-lhe a cabeça
jaz um homem sem peito entre as ruínas
e há uma anciã que em silêncio grita.
por um segundo vejo tudo turvo
e quase compreendo. de quanto recebi,
o carro resplandecente é a mais-valia.


Os Selos da Lituânia, & etc, Lisboa, 2009.

QUANTOS LÊEM E COMO LÊEM?

Quantos sentem o que lêem?
Muitos falam de autores, poucos de livros.
Medíocres.  Há muitos medíocres em quem lê e  em quem escreve.
Elogiam estes e aqueles autores. Citam-nos, copiam-nos, "sabem-lhes a vida" e nunca os leram,
São velhacos nos elogios.
Para se perceber aquilo que se lê, há que ler devagar e depois de ler...voltar a ler, se dúvidas houver.
O que se vê  em muitos casos, nomeadamente nos "críticos literários" e "jornalistas citadores" são leituras apressadas, demasiado superficiais. A maioria não goza de qualquer intimidade com qualquer autor e isso apenas porque o não sabe ler ou mesmo não lê, apenas o cita, comemora-o sem o conhecer sequer.

BOM DIA, POUPA


terça-feira, 12 de novembro de 2013

A GRANDE ENXURRADA

Continuamos submersos, embora mantendo a cabeça à tona.
Fomos amputados à força dos nossos ideais.
Alguns vivem esta amputação como se de voluntariado se tratasse.
Custa-me muito ver a saída dos jovens para fora do país, a sangria completa. A maioria não voltará nem os seus filhos.
Custa-me ver a falta de solidariedade entre gerações provocada artificialmente por os governos, em especial este que vira uns contra os outros, funcionários públicos contra privados, trabalhadores no activo contra reformados, jovens contra velhos, que põe cada um a tratar de si para se "safar", sem olhar sequer para o lado.
Ninguém fica, os mais válidos vão-se.
É um país de velhos que nem para os velhos serve.
E quem pense que isto é um intervalo, pensa mal.
A questão mesmo é não haver esperança e estarmos a ser bombardeados por mentiras.
Que via dolorosa temos que seguir por ser portugueses.
Se abrirmos um jornal verificamos o que está a acontecer por todo o lado.
O país sofre de aspirações insatisfeitas, está esburacado de insatisfações.
Vivemos no país do amanhã.
O que é ainda verdade neste país, o que é ainda acreditável?
Tudo sucumbe todos os dias.
Tudo se mudou e deformou nos espelhos da verdade, da honestidade e honradez.

BOM DIA, COMBATENTE


JOSÉ RENTES DE CARVALHO


GANHOU O PRÉMIO DA GRANDE CRÓNICA E EU FIQUEI MUITO CONTENTE PORQUE GOSTO MUITO DELE.

ATÉ AMANHÃ, CABIDE

UM CARRINHO NOVO - PORTO


A MULHER

A mulher continua a ser relegada para a triste condição de floreira, carne decorativa.
Normalmente quem pensa, perde. Havia até um programa chileno com este nome, não sei se um concurso, suponho que sim.
Mas não é preciso ir tão longe, na Itália de Berlusconi passava-se o mesmo ou na SIC de Balsemão, com as devidas proporções, evidentemente. A SIC e não só, tem bandos de raparigas jovens e bonitas (exceptuando a das "cunhas") a apresentarem programas cor-de-rosa, azuis ou vermelhos às riscas em que elevam o analfabetismo à categoria de "realidade intelectual".
Continua a usar-se o modelo norte-americano.
Na CNN havia um programa há uns anos, que se dizia transparente e diziam concretamente isto: "Você não deve saber mais, lembre-se de que quem pensa... perde".
Lenine dizia que o cérebro das mulheres tinha menos circunvoluções que o dos homens, por isso os homens jogavam melhor xadrez.

EM FRENTE AOS HOSPITAIS PÚBLICOS E CENTROS DE SAÚDE, VÊEM-SE POR TODO O PAÍS CONSULTÓRIOS PRIVADOS

Desviados - 11 de novembro

Nos últimos meses, uma equipa de reportagem tvi investigou, no terreno, o desvio de doentes do serviço nacional de saúde. Como resultado dessa investigação, encontrámos doentes do SNS que são levados, como mercadoria, para as clínicas privadas. Centros de saúde e hospitais públicos que são usados por médicos, em duplo emprego, para angariar doentes para as suas clínicas privadas. Nunca em televisão se apresentaram provas como estas de um problema escondido e há décadas por resolver. Nesta grande reportagem, vamos mostrar documentos falsificados com diagnósticos, horários médicos e registos de consultas e o testemunho de dezenas de doentes que desmentem o que os médicos escreveram em documentos oficiais do próprio SNS. «Desviados» é uma grande reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Norberto Sousa e Ricardo Silva, e montagem de Miguel Freitas. A não perder no «Repórter TVI», esta segunda feira, 11 de novembro, no «Jornal das 8».
Mon Nov 11

http://www.tvi24.iol.pt/programa/3008

 

BOM DIA, CARRAGA



DE BICO AMARELO E ASAS CURVADAS, EM VOO

MAIS DO MESMO

 

Nomeações: vai ganhar 3069 euros/mês no Governo

Secretário de estado da Cultura recruta ‘boy’ do PSD

Barreto Xavier, o secretário de Estado da Cultura, nomeia assessor do PSD para seu adjunto
 
 
Correio da Manhã
 
 
 

E O PRINCÍPIO NÃO É O VERBO





"No agrupamento de escolas do Marão, em Amarante, a percentagem de alunos abrangidos pela Acção Social Escolar (ASE) é superior a 80%. Este é o agrupamento onde o peso dos alunos com ASE é maior".

J. PÚBLICO

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

BOA NOITE, CABIDE


A QUERIDA COMISSÃO EUROPEIA

Comissão Europeia classifica cortes salariais como permanentes, avisa Teodora Cardoso

JUAN MIRÓ

O QUE QUER DIZER?

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

CAPITALISMO E MORTES


RECEITAS CONTRA A TRISTEZA E OUTRAS MISÉRIAS

Como só tu entendes o que tens lá dentro, não consultes intérpretes.
Não te esqueças que és humano(a) e que por isso erraste a vais continuar a errar.
Para encontrares alguma graça na chateza quotidiana e não mergulhares no aborrecimento ou na comida, tens que brincar com o que te vai acontecendo e tirares partido.
Se tiveres jardim, canteiros ou mesmo vasos, entretém-te a jardinar se não tiveres, passeia nos jardins públicos.
Se te sentes muito atada (o) a qualquer jugo, aprende a soltar nós.
Nos dias de sol, ensopa-te em sol e goza o último raio.
Se não tens o hábito de fotografar, compra uma máquina fotográfica, pode ser a mais barata do mercado, e faz-te acompanhar por ela enquanto passeias e verás que te vais sentir uma rainha (um princípe) no meio das maiores aventuras.
Não te deixes andar à volta do candeeiro como uma traça, senão sais chamuscada(o).
Se as tuas unhas estão carcomidas pelos dentes, de tanto tédio, se te sentes obeso(a) de tristeza, vai dar uma volta, é muito melhor do que pensares em mudar tudo, até a geografia.
Para te perderes, basta saíres sem destino e se fores  a pé levares calçado confortável, se fores de automóvel, não te esqueças de encher o depósito de combustível.
Depois de todo este dia preenchido se te sentires cansado(a) delicia-te no doce abraço dos lençóis.

1919- PORTO


BOM DIA, CAROLINOS


domingo, 10 de novembro de 2013

BOA NOITE


NÃO HÁ VERDADES ABSOLUTAS

Há pessoas boas e pessoas más e outras que não conseguem ser uma coisa nem outra.
Há várias teorias sobre a matéria e há uma em que acreditei durante décadas e que me foi inculcada por um senhor chamado Jean-Jacques Rousseau. Este senhor, tal como o Padre Américo de quem muito gostava, estavam convencidos que não havia rapazes maus e que a sociedade é que os podia corromper.
Um dia descobri que afinal, a sociedade é feita por todos nós e que tantos os maus como os bons a constroem.
Entretanto fui vivendo e observando e a vida, que nos ensina quase tudo e verifiquei até à data, que toda a asserção que produzimos, toda a ideia em que acreditamos, tem a sua contrária e que todas possuem uma grande lógica, é a época do "depende do ponto de vista".
Neste caminho pela vida em que contamos com os sábados para pensar e os domingos para parvar, e todos os dias úteis e inúteis para nos familiarizarmos desejada e necessariamente com o livre desafogo das opiniões e conceitos, verifico que se a sociedade nos faz e nós a fazemos a ela e, agora, com grande velocidade nesta aldeia global em que nos encontramos, em que até as novas tecnologias entram no conceito de felicidade de cada um e não só as circunvoluções cerebrais, em que tudo tem a ver com tudo, todos contribuímos para o efeito final.
Não há pessoas assepticamente boas, como não as há verdadeiramente más, mas há as que são predominantemente más e as que são predominantemente boas, logo e para facilitar se pode dizer que há pessoas boas e pessoas más, tal como as conhecemos.
Há pessoas que se vão cobrindo de nódoas e vícios.
Há pessoas que praticam o amor aos outros como uma arte.
Há aquelas, a maioria, que como folhas ao vento, flutuam, hesitam e  caem no chão e há, poucos, que seguem um rumo firme.
Tudo o que se diga, tudo o que pode ser pensado com o pensamento ou dito com palavras é parcial, tudo é metade, a tudo falta totalidade, por isso não há verdades absolutas, nem o silêncio encerra a totalidade e a verdade.
É preciso compreender o mundo, o mundo que nos rodeia e tentar explica-lo, mas mais importante do que tudo é amar o mundo.
As pessoas más ou boas utilizam as mesmas palavras.

BOM DIA, VERDILHÃO


sábado, 9 de novembro de 2013