terça-feira, 25 de abril de 2017

TRAGÉDIA

É preciso conservar os ideais para continuar a revolução. É esta a grande dificuldade.
Todos nós queremos a chave na mão, queremos tudo pronto para nos encaixarmos onde nos der jeito, ninguém quer construir o edifício.
O erro maior é pensar-se que tal como as coisas estão, é a única forma que existe.
Quem assim pensa e age desiste dum mundo melhor.
Esta forma pusilânime de sermos, para não lhe chamar cobarde, é que nos torna submissos/as às coisas, é o acharmos que nada pode ser feito.
Gandhi dizia: "seja a mudança que você quer ver". Quem de nós cumpre este princípio?
Quem pensa fazer a revolução?
Quem pensa em alterar as condições mínimas na sua vida, quem pensa alterar as condições existentes?
Vivemos numa sociedade ágrafa, que não escreve, apenas lê imagens. Pensar tornou-se mais difícil.
As pessoas suicidam-se todos os dias, eticamente falando, viciam-se em trabalho, fazem várias coisas ao mesmo tempo, distraem-se do foco, do que é verdadeiramente importante, não atendem.
As pessoas preferem o confronto ao conflito, neste dialoga-se e há divergência e isso dá trabalho, por isso mais vale romper.
Vivemos uma tragédia!
Erguemo-nos acima dos outros, achamo-nos sempre mais altos, mas o problema da tragédia é não haver esperança porque não se tem ilusão em relação às coisas.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

SÉC. XXI EM PORTUGAL

Uma democracia forte precisa duma soberania popular forte.
O povo não tem ideias, porque ter ideias é uma coisa muito rara.
A nossa classe média é feita de gente de serviços que ganha desde o ordenado mínimo até mais um bocadinho, já que o operariado deixou praticamente de existir.
O sistema político faliu em detrimento do financeiro que engordou e está de boa saúde.
Instalou-se o medo da verdade. O povo tem medo e isso impede-o de pensar.
Quem pensa o erro?
Os nossos políticos não são ousados nem criativos, por isso são maus políticos, se é que são políticos.
Vivemos num sistema corrupto, estruturalmente corrupto.
O montante do crédito em risco de empresas e particulares junto da Banca diz o Programa de estabilidade para 2017, é de 33 mil milhões de euros, o que corresponde a 12,6% do valor bruto do crédito concedido.
O Sr. António Ramalho, ex-presidente da Infraestruturas de Portugal é agora presidente do Novo Banco e com a compra do banco pela Lone Star o Sr. continuará como presidente executivo (deve ter negociado bem com o Banco de Portugal e o Estado para ter acontecido o que aconteceu , mantendo o seu lugarzinho de luxo).
O Sr. Luís Laginha de Sousa da Bolsa portuguesa depois do BES e da PT esvaziarem o mercado de capitais português, agora trabalha como consultor da empresa STJ Advisors, uma empresa de consultadoria em mercados de capitais sediada em Londres.
Estão a perceber ou nem por isso?
A violação das normas de auditoria aos grandes grupos empresariais em Portugal é quase total, começa por ocultar informação ao regulador.
O irmão do PR, Pedro Rebelo de Sousa será presidente da mesa da assembleia-geral do BCP e claro, isto anda tudo ligado.
São tantas, mas tantas as "coincidências" que não há espaço nem tempo para as sinalizar a todas.
Vivemos ou não num estado corrupto em que a política está apenas a fazer feitio?